Ativos reais x Ativos financeiros: qual a diferença?

Entenda as diferenças entre ativos reais e ativos financeiros e descubra como cada um pode fortalecer a sua estratégia de investimentos.

12 de janeiro de 2022 - por Jaíne Jehniffer


Quem começa a investir cedo ou tarde se depara com uma dúvida bem comum. É melhor colocar o dinheiro em algo que você consegue ver e tocar, como um imóvel, ou investir em aplicações do mercado financeiro? Muita gente trata essas duas opções como se fosse preciso escolher apenas uma, mas a realidade é bem diferente.

Hoje você vai entender, de forma leve e sem complicação, o que são os ativos reais e os ativos financeiros, como cada um funciona e por que eles podem caminhar lado a lado. Afinal, investir melhor não significa escolher um vencedor, mas entender como cada alternativa pode ajudar você a construir patrimônio com mais inteligência.

Importante: este artigo se trata de uma opinião e não de uma recomendação ou indicação de investimento e estratégia.

O que são ativos reais?

Pensa que o ativo real é tudo aquilo que tem um valor por si só, porque existe de verdade e pode ser usado, produzido ou gerar renda. Uma casa, um terreno, uma fazenda, uma máquina de uma fábrica e até ouro entram nessa categoria. Mesmo que o mercado passe por momentos ruins, esses bens continuam existindo e mantendo alguma utilidade, o que ajuda a preservar o valor deles ao longo do tempo.

É como se você estivesse escolhendo entre ter um documento que representa um investimento ou ser dono de algo que pode colocar a mão. Se você compra um apartamento para alugar, por exemplo, aquele imóvel continua lá, pode render um aluguel todos os meses e ainda pode valer mais no futuro. É por isso que esses bens recebem o nome de ativos reais, pois eles fazem parte da economia de forma concreta e têm um valor que vai além do que aparece na tela de uma corretora ou no extrato de uma conta.

– Como funcionam os ativos reais?

O funcionamento dos ativos reais é mais simples do que parece. Eles geram valor porque têm uma utilidade no dia a dia ou porque existe gente interessada em usá-los, comprá-los ou alugá-los. Pensa em um apartamento, por exemplo.

Você pode morar nele, alugá-lo para outra pessoa ou vendê-lo no futuro por um preço maior, se a região se valorizar. O mesmo acontece com uma fazenda, que pode produzir alimentos, ou com uma máquina de uma fábrica, que ajuda uma empresa a fabricar produtos e gerar lucro. Ou seja, esses bens não ficam parados. Eles costumam produzir algum tipo de retorno enquanto continuam existindo.

É justamente por isso que muita gente gosta desse tipo de investimento. Diferentemente de um papel que representa um direito financeiro, o ativo real está ali, fazendo parte da economia. Claro que ele também pode perder valor em alguns momentos, mas, no geral, acompanha as mudanças da economia de uma forma mais natural.

Se uma região cresce, um imóvel pode valer mais. Se uma matéria-prima fica mais procurada, ela tende a se valorizar. Então, os ativos reais funcionam porque estão ligados a necessidades do mundo real, e é isso que faz com que eles tenham valor e possam gerar renda ou aumentar de preço ao longo do tempo.

– Vantagens e desvantagens do ativos reais?

Os ativos reais costumam passar uma sensação de tranquilidade porque representam algo que você pode ver, tocar ou, pelo menos, sabe que existe de verdade. Para muita gente, isso faz diferença. É mais fácil dormir tranquilo sabendo que parte do seu patrimônio está em um imóvel, um terreno ou outro bem que continua ali, independentemente de como o mercado acordou naquele dia.

Além disso, esses ativos podem trazer uma renda extra, como um aluguel, e ainda têm potencial para se valorizar ao longo dos anos, principalmente quando estão ligados a regiões ou setores que continuam crescendo.

Só que eles também exigem um pouco mais de paciência. Quem investe em ativos reais normalmente não está pensando em ganhar dinheiro rápido, mas em construir patrimônio aos poucos. E esse caminho pode ter alguns obstáculos.

Um imóvel pode ficar um tempo sem inquilino, um terreno pode demorar para encontrar comprador e sempre existem despesas que fazem parte da manutenção desses bens. Sem contar que eles também sentem os efeitos da economia e nem sempre aumentam de valor no ritmo que a gente gostaria.

Ainda assim, para quem olha mais para o longo prazo do que para o curto, os ativos reais costumam ser uma escolha interessante justamente porque unem algo que muitas pessoas valorizam bastante, a sensação de estar investindo em um patrimônio concreto, que faz parte da economia e continua tendo utilidade com o passar do tempo.

O que são ativos financeiros?

Ativos financeiros são investimentos que representam um direito sobre algum dinheiro, empresa ou dívida, mas que não são um bem físico. Parece complicado falando assim, mas é bem mais simples do que parece.

Imagina que, em vez de comprar um apartamento ou um terreno, você compra uma ação de uma empresa, um CDB ou um título do Tesouro Direto. Você não leva nada para casa, mas passa a ter um direito relacionado àquele investimento. Dependendo do caso, você pode receber juros, dividendos ou lucrar se ele se valorizar com o tempo.

Pensa como se fosse um acordo. Você entrega o seu dinheiro hoje e, em troca, recebe um ativo que pode gerar algum retorno no futuro. Esse retorno pode vir de formas diferentes, dependendo do investimento que você escolheu.

É por isso que ações, fundos de investimento, títulos públicos e privados são chamados de ativos financeiros. Eles não têm um valor por serem um objeto físico, mas sim porque representam um direito econômico que pode render dinheiro ao longo do tempo.

– Como funcionam os ativos financeiros?

Os ativos financeiros funcionam de um jeito bem parecido com uma semente. Você planta um valor hoje com a expectativa de colher um resultado maior lá na frente. Em vez de deixar o dinheiro parado na conta, você escolhe um investimento e permite que ele seja usado pela economia.

Dependendo do ativo, esse dinheiro pode ajudar uma empresa a crescer, financiar projetos do governo ou ser emprestado para um banco. Em troca, você recebe uma remuneração por ter deixado aquele dinheiro investido.

O mais interessante é que você não precisa comprar um bem físico para ver o seu patrimônio crescer. Basta escolher um ativo financeiro que faça sentido para os seus objetivos e esperar o tempo fazer a parte dele. Em alguns investimentos, o retorno vem por meio de juros.

Em outros, acontece porque a empresa cresce e o valor das ações aumenta ou porque ela divide parte dos lucros com os acionistas. Todos eles seguem a mesma lógica. Você coloca o dinheiro para trabalhar enquanto continua vivendo a sua vida.

Com paciência e boas escolhas, ele pode crescer aos poucos e ajudar você a alcançar objetivos que seriam bem mais difíceis se dependessem apenas do dinheiro parado na conta.

– Vantagens e desvantagens do ativos financeiros?

Os ativos financeiros têm uma vantagem que muita gente só percebe depois que começa a investir. Eles permitem que o seu dinheiro não fique simplesmente parado esperando o tempo passar. Enquanto você trabalha, estuda, viaja ou descansa, aquele valor pode continuar rendendo.

E o melhor é que não existe apenas um caminho. Tem investimento para quem prefere dormir tranquilo, tem opção para quem aceita correr um pouco mais de risco e também para quem quer misturar os dois. Você pode começar aos poucos, com o dinheiro que cabe no seu bolso, e ir construindo seu patrimônio sem precisar dar um passo maior do que consegue.

Mas também não dá para achar que é tudo fácil. Quem investe em ativos financeiros precisa aprender a conviver com dias bons e dias ruins. Vai ter momento em que você abre o aplicativo e vê que o investimento valorizou. Em outros, acontece justamente o contrário. E isso pode dar uma vontade enorme de mexer em tudo.

O problema é que, muitas vezes, quem perde dinheiro não é porque escolheu um investimento ruim, mas porque tomou decisões no impulso. Por isso, os ativos financeiros costumam recompensar quem tem calma, entende que oscilações fazem parte do caminho e não espera ficar rico de um mês para o outro.

Eles são uma ferramenta para fazer o patrimônio crescer aos poucos, respeitando o tempo e as escolhas de cada pessoa.

Ativos reais x ativos financeiros: qual é a diferença?

A diferença entre ativos reais e ativos financeiros é mais simples do que parece. Os ativos reais são parte do patrimônio que você consegue associar a um bem que existe de verdade. Já os ativos financeiros representam uma forma de aplicar o dinheiro para que ele possa render ao longo do tempo. Um está ligado a algo concreto, enquanto o outro está relacionado ao mercado financeiro e às oportunidades que ele oferece.

Na prática, eles não competem entre si. É muito comum que caminhem juntos. Imagine alguém que tem um apartamento e, ao mesmo tempo, investe em ações ou em títulos de renda fixa. Em vez de escolher apenas um lado, essa pessoa aproveita o que cada tipo de ativo tem de melhor.

É justamente por isso que tantos investidores procuram manter um equilíbrio entre os dois, construindo um patrimônio mais diversificado e preparado para diferentes momentos da vida e da economia.

Ativos reais x ativos financeiros: qual escolher?

Se fosse preciso escolher apenas um, a resposta seria depende. Não porque seja uma forma de fugir da pergunta, mas porque cada pessoa tem objetivos diferentes. Tem quem goste da tranquilidade de investir em bens que fazem parte do mundo real e pensa no patrimônio que quer construir ao longo dos anos. Outras pessoas preferem a praticidade e a variedade que os investimentos financeiros oferecem, podendo investir com mais facilidade e adaptar a carteira sempre que acharem necessário.

Então, a melhor escolha costuma ser aquela que faz sentido para a sua realidade. Inclusive, muita gente descobre que não precisa escolher um lado. É perfeitamente possível ter parte do patrimônio em ativos reais e outra parte em ativos financeiros.

Assim, você aproveita as vantagens de cada um e evita depender de um único tipo de investimento. Mais do que encontrar o investimento perfeito, o importante é montar uma estratégia que combine com seus objetivos, com o tempo que pretende investir e, principalmente, com a tranquilidade que você quer ter ao longo do caminho.

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