18 de março de 2025 - por Raul Sena (Investidor Sardinha)

Tem uma conversa rolando nos corredores da Faria Lima que é sobre a possibilidade de um grande reset em Brasília. Isso porque os candidatos a eleição, por diversas questões, parecem ter se modificado. Ou seja, atualmente, não temos as opções tradicionais disponíveis e por isso, muito tem se comentado sobre o assunto.
No entanto, ainda estamos muito longe do período eleitoral e, por isso, muita coisa pode mudar. Mas, vamos ao cenário atual…
Pela primeira vez, a popularidade do Lula está em baixa, até mesmo no Nordeste, onde isso não costumava acontecer. Além disso, o atual presidente não tem um substituto óbvio para a população no momento. Por isso, o que se sabe é que até o fim do mandato, a popularidade do Lula precisa melhorar, para que eles consigam colocar um sucessor (independente de quem seja).
Aliás, muitas pessoas acreditam que o Lula irá se candidatar novamente, apesar da idade, muitos acreditam que ele ainda tem disposição para uma nova eleição. No entanto, com o cenário atual, tenho minhas descrenças sobre isso, mas não duvido que ele se candidate novamente.
Para complementar o cenário, o Bolsonaro está inelegível. Ou seja, um dos possíveis candidatos mais populares do Brasil, não está disponível. Outra opção, que seria o Pablo Marçal, também está inelegível. Com a popularidade do Lula em baixa e esses dois nomes fora do páreo, temos as principais figuras com grande possibilidade de receber votos, fora da páreo.
Quem pode ser o próximo presidente?
Além desses grandes nomes, outras opções que podemos ter são: Tarcísio, o Zema ou o Ronaldo Caiado. No entanto, todos sem números muito expressivos. O Tarcísio é ali o mais alinhado ao Bolsonaro, mas se o Bolsonaro falar para ele não sair, eu duvido que ele faria isso. Então acredito que deve ter uma indicação do Bolsonaro, talvez um dos filhos ou a esposa, mas ele mesmo, duvido bastante que consiga fazer isso.
Mas, basicamente, essa é a fotografia do cenário político atualmente. E olha que interessante é esse cenário. Temos o Lula com a popularidade derretida, Bolsonaro e Pablo Marçal inelegível e uma eleição que derruba votos para o Ciro Gomes, que é o nome mais recente que tem na mente deles.
Temos também o Gustavo Lima surgindo no cenário, que imagino que possa puxar votos para o Ronaldo Caiado e deve se tornar vice. O movimento me parece esse, não acredito que o Gustavo Lima vai se candidatar a presidente de fato.
Cenário político incerto
E é por tudo isso que estão comentando sobre um reset das eleições no Brasil. É um momento completamente imprevisível. Pela primeira vez na história recente do Brasil, ninguém tem a menor ideia do que está por vir. Não tem nome forte, não tem ninguém que está se destacando.
Nem mesmo os possíveis candidatos, confirmaram se vão se candidatar de fato.
Mercado otimista
O mercado está extremamente otimista com a notícia de que o Lula está com sua popularidade derretida. Porque, com isso, existe a chance real de que ele não dispute as eleições e que venha aí alguém mais alinhado ao liberalismo e ao controle econômico. O que significaria algo que ocorreu ali em 2015, quando o Michel Temer assumiu a presidência do país.
Mas afinal, o acho sobre isso? Então, acho que o pessoal está emocionado demais, para um Brasil que já viveu o governo Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e metade ali de outro mandato e que votou novamente para o Lula 3.
Acredito que estão enterrando o Lula em vida e esse é um erro que o mercado financeiro já cometeu lá atrás. Nós já percebemos que o Lula tem uma capacidade muito forte de se reinventar e voltar mais forte de novo e de novo. Inclusive, não duvido que ele encostado seja ainda mais forte do que ele em atividade. Ou seja, caso ele não se candidate e se torne ali uma figura de conselheiro, acredito que ele pode ficar até mais forte.
Então, tenho sérias dúvidas de que o Lula vai deixar de ser uma figura importante no Brasil. Inclusive, acho que mesmo após morrer, 20, 30 anos, ele vai continuar a ser lembrado como uma figura importante da política brasileira.
O mercado está subestimando
Por isso, acho que esse ânimo do mercado financeiro, parece não considerar que o Bolsonaro ainda é a maior força política do país. E olha que ele está inelegível. E independente de quem ele apontar, com certeza já teremos no mínimo a segunda pessoa mais votada das eleições. Independente de quem for.
Então, todo esse ânimo e comemoração de que venha um grande frescor na política, acho que é uma ideia muito inocente. Inclusive, pouco razoável.
A melhor forma de investir nesse cenário político
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