Reunião Secreta de Trump, BRASIL DESISTE de Taxar Big Techs e JBS LUCRA Bilhões

Taxação de Big Techs é deixada de lado, para evitar mal estar com Trump. Confira sobre isso e outras notícias sobre o Brasil e mundo aqui!

27 de março de 2025 - por Letícia Rocha


Vamos para um resumo de tudo o que rolou de ontem pra hoje? O governo brasileiro decidiu engavetar, pelo menos por hora, o projeto de taxar as big techs. Existe o receio de que a iniciativa possa ser encarada por Trump como uma resposta às políticas tarifárias.

Em meio a um ano marcado pelo superciclo de proteínas, a JBS entregou em 2024 uma “recuperação impressionante”. A companhia reverteu o prejuízo de R$1,1 bilhão de 2023 e registrou lucro líquido de R$9,6 bilhões, impulsionado pelo desempenho da Seara e da americana Pilgrim’s Pride.

A quarta maior empresa de aluguel de equipamentos do mundo, a francesa Loxam, anunciou que vai investir, por meio de sua subsidiária no Brasil. No total, a empresa pretende investir o montante de R$30 milhões para ampliar suas operações.

Por fim, mas não menos importante, vamos falar sobre um vazamento que ocorreu nos EUA. O editor-chefe da revista americana The Atlantic, Jeffrey Goldberg, foi convidado aparentemente por acidente para uma reunião do Departamento de Defesa dos EUA. O intuito do encontro seria discutir ataques contra os rebeldes houthi no Iêmen, com o objetivo de desbloquear as rotas comerciais no Canal de Suez. Já iremos explicar melhor sobre!

Jornalista vaza conversas do gabinete de Defesa de Trump

O editor-chefe da revista americana The Atlantic, Jeffrey Goldberg, foi convidado por acidente para uma reunião do Departamento de Defesa dos EUA.

Ele tornou pública a conversa, onde o vice-presidente J.D. Vance afirma que apenas 3% do tráfego comercial dos EUA passa pelo canal. Em comparação com 40% do tráfego comercial europeu. Vance ainda chamou os europeus de “oportunistas”.

O “vazamento” do bate-papo no Signal acontece em meio a uma série de tensões, mal-estares e temores na Europa, que como resultado, já não pode mais confiar em Trump como o maior aliado do continente. Isso ocorre em um momento que o continente europeu se vê diante de uma Rússia ressurgente.

Desde a Segunda Guerra Mundial, a Europa Ocidental conta com o apoio dos EUA em termos de Segurança e Defesa. Mas é justamente isso que irrita o governo Trump, e que consolidou a Europa em sua mente como “aproveitadora”.

Enquanto os EUA destinam 3,7% do seu monumental PIB para a Defesa, a maioria dos membros europeus da Otan relutou em contribuir com 2% do seu PIB. Enquanto isso, alguns, como as grandes economias da Espanha e Itália, nem sequer chegaram a este patamar. Embora digam que planejam fazer isso em breve.

Com a eliminação gradual do serviço militar obrigatório na maioria dos países europeus, o continente também depende dos cerca de 100 mil soldados americanos prontos para o combate. Os mesmos, estão a postos na Europa para dissuadir potenciais agressores.

União Europeia apresenta kit de emergência para a guerra

Diante desse cenário de uma eventual terceira guerra mundial, a Comissão Europeia apresentou um “kit de emergência”. O kit inclui um armazenamento básico de água e conservas para um mínimo de três dias. Além disso, o kit conta também com lanterna, rádio, pilhas e uma bolsa de primeiros socorros.

Leia também: EUA e China já declararam guerra? O que ninguém percebeu?

Nacional

Governo engaveta taxação de big techs por medo de Trump

O governo brasileiro decidiu engavetar, o projeto de taxar as big techs. Isso porque existe o receio de que a iniciativa possa ser encarada por Trump como uma resposta às políticas tarifárias.

Em setembro, a equipe econômica havia dito que em caso de frustração nas receitas para o segundo semestre do ano passado, iria submeter ao Congresso um projeto de lei para taxar big techs. No entanto, a investida afetaria as gigantes sediadas nos EUA como Amazon, Google e a Meta.

No momento, o Governo Lula aguarda com ansiedade o dia 2 de abril. A data foi marcada por Trump para aplicação de tarifas recíprocas pelos EUA, visando reduzir um déficit global de US$1,2 trilhão no comércio de bens.

Contudo, Trump já criticou expressamente as tarifas cobradas pelo Brasil e as taxou como injustas. Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na semana passada que espera por longas negociações com os Estados Unidos.

Enquanto isso, a OCDE negocia um acordo entre países que visa redistribuir parte dos lucros de gigantes multinacionais para as regiões onde operam. Ou seja, isso ocorreria independentemente de seu domicílio fiscal, o que atingiria as plataformas digitais. No entanto, o tema enfrenta resistência dos países desenvolvidos.

Por enquanto, o assunto sobre taxar as big techs será deixado de lado!

‘Superciclo’ das carnes impulsiona JBS

Em meio a um ano marcado pelo superciclo de proteínas, a JBS entregou uma “recuperação impressionante”. A companhia reverteu o prejuízo de R$1,1 bilhão de 2023 e registrou lucro líquido de R$9,6 bilhões. Acima de tudo, isso foi impulsionado pelo desempenho da Seara e da americana Pilgrim’s Pride.

No último trimestre do ano passado, a Seara teve uma margem de lucro de 19,8%, já a Pilgrim’s Pride teve uma margem de 14,7%, e a JBS USA Pork 13,5%.

Esse desempenho permitiu à empresa da família Batista distribuir R$6,6 bilhões em dividendos entre outubro de 2024 e janeiro de 2025. Agora, com o caixa fortalecido, a administração propõe mais R$4,4 bilhões em dividendos o que equivale a R$2 por ação.

A empresa encerrou 2024 com geração de caixa livre de R$13,2 bilhões. Ou seja, um crescimento de 609% ano a ano, o que permitiu reduzir a dívida líquida em US$1,7 bilhão. Dessa forma, a alavancagem financeira caiu de 4,42 vezes para 1,89 vez em dólar entre o último trimestre de 2023 e o mesmo período de 2024.

O fortalecimento financeiro proporcionou à JBS condições favoráveis para a gestão de passivos. Isso inclui a emissão de R$ 1,88 bilhão em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) em maio e mais R$ 1,5 bilhão em outubro por meio da Seara. Além disso, também ocorreu a criação do primeiro programa de Notas Comerciais para emissão de até US$ 1 bilhão.

Em janeiro de 2025, a empresa emitiu US$1,75 bilhão em bonds com o menor spread over treasury de todas as emissões brasileiras da história. Em março, a Seara emitiu R$805 milhões em CRA, incluindo uma série de 30 anos, a mais longa operação do mercado de capitais brasileiro.

Novos mercados

Além disso, a JBS iniciou em 2025 um movimento estratégico: sua entrada no mercado de ovos. A princípio a empresa adquiriu 50% da Mantiqueira, a maior produtora do setor na América do Sul. Além disso, a empresa definiu um plano robusto de expansão global para 2025, com cinco investimentos estratégicos.

No Brasil, os investimentos se concentram em dois projetos: R$560 milhões em Dourados para dobrar a capacidade de processamento de suínos. E mais R$150 milhões para duplicar a produção em Campo Grande, transformando a unidade na maior planta de carne bovina da América Latina.

Na Arábia Saudita, a empresa investirá US$ 50 milhões em uma nova unidade que multiplicará por quatro a capacidade produtiva local. Na Austrália, serão aportados AU$ 110 milhões para expandir a produção de salmão na Huon, além disso, outros US$ 50 milhões destinados a melhorar qualidade e produtividade na planta de bovinos em Dinmore.

A empresa também avança em seu plano de investimento na Nigéria, onde trabalhará para desenvolver as cadeias de produção de alimentos no país.

Gigante Francesa anuncia investimento no Brasil

A quarta maior empresa de aluguel de equipamentos do mundo, a Loxam, anunciou que vai investir por meio de sua subsidiária no Brasil. A empresa planeja injetar o montante de R$30 milhões para ampliar suas operações.

Primordialmente, esses R$30 milhões serão utilizados na aquisição de geradores de energia, equipamentos de compactação de solo, compressores de ar e plataformas elevatórias. A previsão é que o novo maquinário comece a chegar ao Brasil a partir de abril.

A companhia, que atua em 30 países, teve no ano passado um faturamento global de 2,4 bilhões de euros. E atualmente se apresenta como a única multinacional do setor a atuar no mercado brasileiro.

Além disso, a empresa anunciou a unificação de suas operações no país sob uma mesma marca. Por isso, Degraus e Motormac Rental, passam a operar com a mesma razão social: Loxam do Brasil.

A companhia francesa desembarcou no país em 2015, com a aquisição da Degraus Andaimes e Máquinas. Em 2023, o grupo adquiriu a Motormac, empresa gaúcha de aluguel de máquinas e equipamentos.

E esse é um breve resumo das notícias mais relevantas das últimas horas! Quer conferir mais sobre a história da taxação das big techs ou sobre algum outro assunto? Então, assista ao vídeo na íntegra!

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