29 de agosto de 2025 - por Raul Sena (Investidor Sardinha)

Investigações revelaram que o Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do Brasil, chegou a movimentar e controlar cerca de 40 bilhões de reais em fundos de investimento. A descoberta, feita pela Operação Carbono Oculto em agosto de 2025, escancarou a complexidade do esquema financeiro da facção e levantou debates sobre soberania nacional, crime organizado e a vulnerabilidade do sistema econômico brasileiro. E é sobre isso que vamos falar hoje!
Veja também: Descotização em fundos de investimento: o que é, como funciona?
O que é o PCC?
O PCC nasceu em 1993, no presídio de Taubaté (SP). Inicialmente, surgiu como um grupo de presos que buscava se proteger da violência dentro do sistema carcerário. Após o Massacre do Carandiru, a organização ganhou força, se estruturou ainda mais e passou a atuar não apenas no tráfico de drogas, mas também em outras frentes do crime.
Hoje, o PCC é considerado a maior facção criminosa do país. São dezenas de milhares de integrantes dentro e fora do Brasil, além de um rígido “código interno de justiça”, com tribunais próprios para resolver disputas e aplicar punições.
O esquema de lavagem de dinheiro
Entre 2020 e 2024, o PCC montou uma rede sofisticada para lavar dinheiro que envolvia postos de combustíveis, bancos e até fundos de investimentos.
De acordo com dados da operação, mais de mil postos serviram de fachada para a lavagem de dinheiro. O valor em notas fiscais falsas ultrapassa os R$ 50 bilhões.
E era quase impossível rastrear esse dinheiro, já que eles criaram instituições financeiras de fachada, como o BKBank, que operavam como bancos legítimos normalmente.
E, além disso, eles também criaram ao menos 40 fundos de investimento, usados para ocultar cerca de R$ 30 bilhões. Esse valor foi aplicado em imóveis, fazendas, usinas de álcool e até um terminal portuário.
Toda essa estrutura permitia misturar dinheiro legal e ilegal e era praticamente indetectável.
A soberania do Brasil
Essa situação revela um ponto preocupante: a capacidade do PCC de se infiltrar em setores estratégicos da economia. Inclusive, a facção desafia o próprio conceito de soberania do Brasil, já que o Estado perde o monopólio do uso da força e da gestão econômica em determinadas áreas. Afinal, tem lugares do Rio de Janeiro em que a polícia não pode entrar. Ou seja, essa soberania não existe na prática.
E acredito que esse é o melhor momento para a polícia e para o Brasil tentar retomar sua soberania. Afinal, nesse momento eles estão vulneráveis, eles não conseguem lavar dinheiro. Por isso, acredito que é o momento ideal de agir para tentar retomar o controle do país, de fato.
Infinita guerra contra as drogas
Há anos nosso país está em uma guerra contra as drogas e infelizmente, nunca ganhou em nenhum momento. O futuro do combate ao narcotráfico no Brasil depende não apenas de operações policiais, mas também de mudanças estruturais na política criminal e econômica do país.
Quer entender melhor sobre toda essa situação? Então, assista ao vídeo em que explico sobre!
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