17 de outubro de 2026 - por Diogo Silva
A Stone Co é uma daquelas empresas que ajudam a contar a história recente do empreendedorismo no Brasil. Nascida para simplificar pagamentos e dar mais voz ao pequeno e médio empresário, ela cresceu rápido, desafiou um mercado concentrado e construiu um jeito próprio de se relacionar com quem está na linha de frente dos negócios.
Ao longo dos anos, a Stone deixou de ser apenas uma fintech de maquininhas e se transformou em um ecossistema completo de soluções financeiras e tecnológicas. Aqui você vai entender como essa trajetória aconteceu, quem está por trás da empresa e por que ela se tornou um nome tão relevante no mercado.
Qual é a história da Stone Co.?
A Stone Co nasceu em 2012, em um cenário em que o mercado de pagamentos no Brasil era dominado por poucas empresas e pouco amigável para quem empreendia. A ideia surgiu a partir da visão de André Street, Eduardo Pontes e Thiago Piau, que acreditavam que o pequeno e médio empresário merecia mais controle, transparência e proximidade no relacionamento com quem cuidava do seu dinheiro.
Desde o começo, a Stone se propôs a simplificar o sistema financeiro e tratar o lojista como parceiro, não apenas como número.
Esse jeito mais próximo de fazer negócios marcou o crescimento da empresa. A Stone apostou em atendimento local, equipes que conhecem os clientes pelo nome e soluções pensadas para o dia a dia real de quem vende. O modelo funcionou.
Em poucos anos, a empresa ganhou escala e, em 2018, viveu um de seus marcos mais simbólicos, que foi a abertura de capital na Nasdaq, nos Estados Unidos, que colocou a fintech brasileira no radar global e reforçou sua relevância no setor.
Depois do IPO, a Stone passou por uma fase intensa de expansão e diversificação, ampliando seu portfólio para além das maquininhas, com crédito, software e serviços financeiros integrados. Também enfrentou desafios importantes, especialmente a partir de 2021, o que exigiu ajustes, amadurecimento e decisões difíceis.
Hoje, sob a liderança de Thiago Piau, a empresa vive um momento de consolidação, buscando crescer com mais equilíbrio, sem perder a essência que marcou sua origem, que é estar próxima de quem empreende e fazer da tecnologia uma aliada, não uma barreira.
Quais são as empresas do grupo Stone Co. e quais serviços/produtos oferecem?
1. Stone
A Stone é o coração do grupo. É a empresa que deu origem a tudo e que mantém o relacionamento mais direto com o pequeno e médio empreendedor. Seu foco está em soluções de pagamento presenciais e digitais, como maquininhas de cartão, Pix, links de pagamento, conta PJ e antecipação de recebíveis.
Mais do que tecnologia, a Stone se diferencia pela proximidade; a proposta sempre foi estar ao lado do lojista no dia a dia, entendendo suas dificuldades e ajudando o negócio a rodar melhor, com simplicidade e transparência.
2. Linx
A Linx representa o braço de software do grupo Stone. Voltada principalmente ao varejo, ela oferece sistemas de gestão que ajudam empresas a organizar vendas, estoque, caixa, fiscal e operações omnichannel.
Na prática, a empresa permite que o empreendedor tenha uma visão mais clara do próprio negócio, conectando gestão e pagamento em um só ecossistema. Com essa empresa, a Stone deixa de ser apenas uma facilitadora de pagamentos e passa a atuar diretamente na inteligência operacional do varejo.
3. Ton
Essa é uma marca criada para atender quem busca soluções mais simples e diretas. Seu foco está em maquininhas de cartão acessíveis, processos descomplicados e comunicação mais leve, especialmente voltada a autônomos, pequenos comerciantes e quem está começando a empreender.
Dentro do grupo, o Ton cumpre o papel de democratizar o acesso aos meios de pagamento, oferecendo uma porta de entrada prática para quem quer vender sem burocracia.
4. Pagar.me
O Pagar.me é a frente do grupo Stone especializada em pagamentos online. Ele atende principalmente e-commerces, marketplaces e negócios digitais que precisam de mais controle técnico e flexibilidade. A plataforma oferece APIs, checkouts personalizáveis, assinaturas, Pix, cartões e ferramentas antifraude.
Em essência, o Pagar.me conversa com quem vende pela internet e precisa de uma solução robusta, escalável e integrada à tecnologia do próprio negócio.
5. Buy4
A Buy4 atua com soluções ligadas a crédito e parcelamento no ponto de venda. A proposta é ajudar lojistas a venderem mais, oferecendo condições facilitadas aos clientes finais. Ao permitir compras parceladas e acesso ao crédito, a Buy4 fortalece o consumo e melhora a experiência de compra, especialmente em vendas de maior valor.
Dentro do grupo Stone, ela complementa o ecossistema ao atacar um dos principais gargalos do varejo: o poder de compra do consumidor.
6. Npase
A Npase funciona como uma engrenagem mais invisível, porém essencial. Ela fornece infraestrutura de pagamentos para plataformas, marketplaces e parceiros que desejam oferecer serviços financeiros sem precisar construir tudo do zero.
Na prática, a Npase permite que outras empresas usem a tecnologia da Stone por trás de seus próprios produtos, ampliando o alcance do grupo e fortalecendo sua atuação no modelo de pagamentos como serviço.
7. Equals
A Equals é focada em integração tecnológica e soluções para desenvolvedores e empresas que precisam incorporar pagamentos aos seus sistemas. Seu papel é facilitar conexões, APIs e estruturas que tornam os pagamentos mais fluídos dentro de outras plataformas.
Ela ajuda negócios que não são, originalmente, financeiros, a oferecerem experiências completas de pagamento aos seus clientes, mantendo segurança e eficiência.
Stone Co. na B3
Embora a Stone Co não tenha ações listadas diretamente na B3 como uma empresa brasileira tradicional, é sim possível investir nela a partir da bolsa brasileira. A Stone abriu capital em 2018 na Nasdaq, nos Estados Unidos, onde suas ações são negociadas sob o ticker STNE.
Para o investidor brasileiro, isso significa que o caminho mais comum é investir por meio do mercado internacional ou utilizar estruturas que fazem essa ponte com o Brasil.
Na prática, o investidor pode acessar a Stone pela B3 através de BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que representam ações negociadas no exterior, mas compradas em reais e dentro do ambiente da bolsa brasileira.
O BDR da empresa é negociado sob o ticker STNE34, permitindo que pessoas físicas invistam na Stone sem precisar abrir conta fora do país. Esse formato torna o investimento mais acessível e familiar, especialmente para quem já opera na B3.
Assim, mesmo sendo uma companhia com capital aberto nos Estados Unidos, a Stone também faz parte do radar do investidor brasileiro. Investir em STNE ou STNE34 é, essencialmente, apostar em uma fintech brasileira que cresceu com foco no empreendedor local, mas que hoje disputa espaço em um mercado global, levando junto sua história, seus desafios e sua visão de longo prazo.
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Outras dúvidas sobre a Stone Co.
Quem são os donos da Stone?
A Stone Co não tem um dono único. Como é uma empresa de capital aberto, ela pertence a um conjunto de pessoas e instituições que compraram suas ações ao longo do tempo. Isso inclui desde os fundadores até grandes fundos de investimento e investidores comuns, que acreditam no crescimento da companhia.
Na origem estão André Street, Eduardo Pontes e Thiago Piau, que criaram a empresa e ajudaram a definir sua cultura. Com a abertura de capital, porém, a participação passou a ser compartilhada com investidores do mundo todo.
Hoje, a gestão fica a cargo da liderança executiva, comandada por Thiago Piau, enquanto a empresa segue pertencendo, de forma coletiva, a quem aposta nela como sócio.
Quais são os 5 pilares da Stone?
Os cinco pilares da Stone Co mostram, de forma simples, como a empresa enxerga o relacionamento com quem empreende. Tudo começa pelo cliente no centro, com a ideia de ouvir de verdade o lojista e facilitar sua rotina. Isso anda junto com um atendimento próximo e humano, que valoriza a presença de pessoas, não só de sistemas, para resolver problemas do dia a dia.
Outro ponto forte é a cultura de dono, que incentiva cada pessoa da Stone a cuidar do negócio com responsabilidade e visão de longo prazo. A empresa também se apoia na busca constante por fazer melhor, aprendendo com erros e evoluindo aos poucos.
Fechando esse conjunto está a simplicidade, que orienta decisões e soluções claras, práticas e sem burocracia desnecessária. Juntos, esses pilares ajudam a explicar por que a Stone tenta crescer sem perder proximidade, propósito e humanidade.
Quando a Stone se tornou Stone Co?
A Stone passou a se chamar Stone Co em 2018, quando abriu capital na Nasdaq. Até então, era conhecida apenas como Stone, muito ligada às maquininhas e aos serviços de pagamento no Brasil.
A mudança de nome marcou uma nova fase. O “Co.” passou a representar a evolução da empresa para um grupo maior, com diferentes soluções além dos pagamentos. Foi um jeito de mostrar que a Stone estava amadurecendo, ganhando escala e se preparando para atuar como uma companhia global, sem perder a proximidade com quem empreende.