21 de janeiro de 2026 - por Wilker Fagundes
Se você possui investimentos no Will Bank e também tinha aplicações no Banco Master, preste muita atenção. O que parecia ser uma diversificação inteligente pode ter se tornado uma armadilha de liquidez devido às regras de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O mercado acaba de confirmar um detalhe técnico que muitos investidores ignoram: Will Bank e Banco Master compartilham o mesmo teto de garantia.
FGC por conglomerado: por que R$ 250 mil não significa R$ 250 mil em cada banco
O FGC oferece uma garantia de até R$250 mil por CPF, mas há uma condição crucial: esse limite é por conglomerado financeiro, e não por marca comercial ou conta individual.
Como o Will Bank pertence ao grupo do Banco Master, o FGC enxerga ambos como uma única entidade para fins de ressarcimento. Portanto, se você já atingiu o teto de R$250 mil com CDBs ou depósitos no Banco Master, qualquer valor que você tenha no Will Bank, investido após a data de 21/08/2024, não terá direito a cobertura adicional. Você já “bateu no teto” e o excedente entra automaticamente na fila de credores da massa falida, aquela que pode levar anos para pagar.
Isto ocorre devido ao Banco Master ter comprado o Will Bank em fevereiro de 2024, integrando-o ao seu conglomerado financeiro. Títulos emitidos após a data de 21/08/2024 são de competência unificada das instituições, sendo representadas apenas pelo Banco Master.
Muitos investidores utilizam o Will Bank pela facilidade do aplicativo e rendimento da conta, enquanto usavam o Master para captar taxas de CDBs mais agressivas.
Você tem investimentos no Will Bank e no Master? Calcule seu risco real
- O Investidor “no limite”: Se você tinha R$200 mil no Master e R$100 mil no Will, investidos após o dia 21/08/2024, o FGC pagará apenas R$250 mil no total. Os R$50 mil restantes estão descobertos.
- O Investidor “acima do teto”: Quem já tinha R$250 mil travados no Master não receberá nem um centavo do que estava aplicado no Will Bank através da garantia do FGC.
3 passos para evitar a armadilha do conglomerado financeiro
Para não cometer esse erro novamente, siga estas diretrizes:
- Consulte o “conglomerado”: Antes de investir em dois bancos diferentes, verifique se eles não pertencem ao mesmo grupo. O site do Banco Central e o próprio site do FGC listam as instituições por conglomerado.
- Margem de Segurança: Não invista exatamente R$250 mil em um banco. Lembre-se que o limite do FGC inclui o principal mais os juros devidos até a data da liquidação.
- Liquidez vs. Garantia: O Will Bank é focado em varejo e facilidade, mas o risco subjacente é o do controlador. Aqui, sempre reforçamos: rentabilidade alta em banco médio/pequeno exige que você conheça quem está por trás da operação.
Como descobrir se seus bancos são do mesmo conglomerado (passo a passo)
1. O Caminho Oficial: Site do FGC
O próprio Fundo Garantidor de Créditos mantém uma lista atualizada de quem é quem no sistema financeiro.
- Acesse: O site oficial do FGC (fgc.org.br).
- Busque por: “Instituições Associadas”.
- O que observar: O FGC lista as instituições e, muitas vezes, agrupa aquelas que pertencem ao mesmo conglomerado. Se você ver dois bancos com o mesmo nome principal (ex: ABC Brasil e ABC Investimentos), eles somam o mesmo teto.
2. A “bíblia” do Banco Central: IF.data
O Banco Central do Brasil disponibiliza uma ferramenta técnica e completa chamada IF.data. É aqui que os profissionais consultam a saúde e a estrutura dos bancos.
- Acesse: bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/ifdata.
- Passo a passo:
- Selecione o trimestre mais atual.
- Em “Tipo de Instituição”, escolha “Conglomerados Financeiros e Instituições Independentes”.
- Ao abrir o relatório, você verá o nome do Conglomerado.
- Clicando no nome, o sistema expande e mostra todas as “instituições integrantes” (bancos, corretoras, financeiras) que compõem aquele grupo.
Regra de Ouro: Se duas marcas diferentes aparecem sob o mesmo “Código de Conglomerado” no IF.data, elas compartilham os mesmos R$250 mil de garantia.
3. Verificação via Aplicativos de Investimento
Muitas vezes, ao investir por corretoras, o emissor do título aparece com um nome e o banco liquidante com outro.
- Dica: Antes de confirmar a compra de um CDB, verifique o campo “Emissor”.
- Exemplo Real: No caso do Will Bank, os títulos costumavam ser emitidos pela “Will Financeira” ou pelo próprio “Banco Master”. Se o emissor final é o mesmo, a garantia é única.
O que fazer agora se você está nessa situação?
Infelizmente, para o valor que ultrapassa o teto do conglomerado, a recuperação dependerá da venda de ativos do banco e do processo judicial de liquidação.
Este é o lembrete mais caro que o mercado poderia dar: diversificar instituições dentro do mesmo grupo não é diversificação, é concentração disfarçada.
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