Raul Sena, o fundador da AUVP

Ilustração editorial de Raul Sena, fundador da AUVP
Raul Sena, fundador da AUVP e da AUVP Capital.

Raul Sena fundou a AUVP em Goiânia e a transformou na maior operação de educação em investimentos do Brasil, com mais de 60 mil investidores formados. Em 2023 criou a AUVP Capital, que em seis meses de parceria com o BTG Pactual chegou ao primeiro lugar do ranking nacional de consultorias — e repetiu o feito no ano seguinte. O grupo que ele controla passa de R$ 100 milhões de faturamento por ano. O primeiro contrato de trabalho dele foi assinado aos 15 anos, como desenvolvedor web, por R$ 550 por mês.

+60 milinvestidores formados pela AUVP Escola
nº 1no ranking de consultorias do BTG Pactual, dois anos seguidos
R$ 100 mifaturamento anual do grupo
3 em 7 anosreclamações da escola no Reclame Aqui, todas respondidas
Nome Completo Raul Sena
Local de Nascimento Goiânia, Goiás
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Empresário e professor
Redes sociais Twitter Instagram Linkedin YouTube
Idade 33 anos
Aniversário 02/09/1993

A herança veio em dívidas

Raul Alencar de Sena nasceu em Goiânia, em 2 de setembro de 1993, filho de Angelita e Carlos Sena. O pai era diagramador e designer conhecido na cidade. Morreu há poucos anos e deixou dívidas.

A outra herança não entrou em inventário. Raul cresceu numa casa onde se lia. Ele chama isso de capital cultural e credita a esse detalhe boa parte do que veio depois.

A escola não foi simples. Diagnosticado com TDAH, não se destacava, teve conflitos de adaptação e chegou a ser expulso de um colégio. Ia bem nas provas, o que contrastava com a fama de aluno problemático. Aos 14 anos já criava sites e ganhava dinheiro com isso. A mãe chegou a desconfiar que fosse coisa ilegal.

R$ 550 por mês, aos 15 anos

Ilustração de um jovem de 15 anos diante de um computador antigo, cercado de livros
2009, Índice Gestão Editorial: 15 anos, desenvolvedor web, R$ 550 por mês.

O contrato é de 2009, na Índice Gestão Editorial, editora de Goiânia com sete funcionários e contratos com o MEC. Raul tinha 15 anos, estava registrado como desenvolvedor web e ganhava R$ 550 por mês — exatamente o salário mínimo da época. Desenvolvia sites, editava imagens e operava o sistema MAC Daisy, precursor dos leitores digitais para pessoas cegas.

O que ele tirou dali não foi o salário. A editora mantinha carteira de clientes e ligava para eles antes de ser procurada. Raul passou a oferecer os próprios serviços da mesma forma, em vez de esperar o telefone tocar.

A diferença entre quem espera o telefone tocar e quem liga primeiro foi a primeira lição de negócio da vida dele. Veio de graça, aos 15 anos, numa editora de sete funcionários.

Antes dos vinte já tinha empresa. Primeiro a ScriptEase, de desenvolvimento web. Depois a raulsena.org, que operava informalmente e só virou MEI quando ele tinha 20 anos. Fazia sites para empresas de Goiânia enquanto cumpria expediente em carteira assinada.

A redação foi a escola

Ilustração de uma redação de jornal impresso com jornalistas ao redor de provas de página
No Diário da Manhã, entrou como copiador de chapa e saiu diretor.

No Diário da Manhã, entrou como copiador de chapa no arquivo do jornal. Foram quatro anos e seis meses de carteira assinada, depois como PJ, até chegar a diretor.

A remuneração fixa registrada subiu de R$ 3.000 para R$ 3.833 e depois R$ 4.488, quando o salário mínimo era R$ 550. Quase oito mínimos, algo perto de R$ 12 mil hoje, sem contar comissões.

O jornal deu duas coisas que dinheiro nenhum compra naquela idade. A primeira foi escrever: lead invertido, edição, a disciplina de entregar o essencial antes do segundo parágrafo. A segunda foi a sala. Goiânia fica perto de Brasília, e vereadores, governadores e ministros circulavam pela redação. Aos vinte e poucos anos ele já conhecia a conversa dos dois lados do balcão.

Depois do jornal, chegou a salário de executivo acima de R$ 100 mil por mês. Como empresário, já teve meses entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão.

A AUVP

Raul Sena sentado à mesa diante do logotipo em neon da AUVP
A AUVP Escola nasceu em Goiânia e já formou mais de 60 mil investidores.

A AUVP Escola nasceu em Goiânia e já formou mais de 60 mil investidores. O curso tem metodologia própria de montagem de carteira, plantão de dúvidas ao vivo toda semana, comunidade ativa e livro físico por módulo. E tem uma cláusula que quase ninguém no setor assina: devolução integral do valor para quem conclui e não gosta. O risco da decisão fica com quem vende, não com quem compra.

O efeito disso aparece no lugar mais áspero de medir reputação no Brasil. Em sete anos de operação, a escola acumulou três reclamações no Reclame Aqui, todas respondidas, e nenhuma entre 1º de março e 31 de agosto de 2026. Nenhuma delas trata da qualidade do curso.

A AUVP aparece em primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo em levantamentos publicados pelo Jornal de Brasília e pela Economia S/A.

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Seis meses para chegar ao topo do BTG

Fachada da sede da AUVP Capital
A sede da AUVP Capital, braço de consultoria fundado em 2023.

A AUVP Capital foi fundada em 2023 como o braço de consultoria de investimentos do grupo. Chegou à liderança do ranking nacional do BTG Pactual com seis meses de parceria com o banco. No ano seguinte repetiu o primeiro lugar, resultado anunciado no BTG Summit 2026.

É o número que costuma escapar de quem enxerga a AUVP apenas como escola. Consultoria não vende curso: vende alocação, e é medida por patrimônio e por permanência de cliente. Chegar ao topo de um ranking do maior banco de investimentos da América Latina em meio ano, operando de Goiânia, é o tipo de resultado que normalmente exige uma década e um endereço na Faria Lima.

Goiás, o agro e o resto do grupo

A AUVP nasceu em Goiás e hoje é a maior consultoria de investimentos do Estado, com foco no público do agronegócio e um canal dedicado à educação de produtores rurais.

O grupo reúne ainda a AUVP Bank, a Holding Supernova e o Grupo Bolha, dono dos portais Segredos do Mundo, Área de Mulher e Conhecimento Científico.

O canal é distribuição, não o negócio

O canal no YouTube nasceu de uma provocação. Raul dava palestras sobre como crescer canais e foi questionado por não ter um. Gravou o primeiro vídeo numa noite.

Em setembro de 2026 são 1,75 milhão de inscritos e 346 milhões de visualizações. Nos últimos trinta dias foi o canal de finanças brasileiro com mais visualizações em vídeos longos, à frente de canais com mais de quatro vezes o número de inscritos. Não publica Shorts, por opção.

O canal não é o negócio. É o que leva o método da escola para fora dela.

O que o mercado registrou

Raul Sena falando no palco em evento da AUVP
A ANBIMA já reconheceu Raul duas vezes como o educador financeiro que mais cresce no país.

A ANBIMA, associação que representa o mercado de capitais brasileiro, já reconheceu Raul duas vezes como o educador financeiro que mais cresce no país. A revista ISTOÉ o coloca entre os quinze maiores influenciadores de finanças do Brasil.

Raul mantém formação continuada em programas de educação executiva no exterior, em instituições como Wharton, INSEAD e Babson.

A estante

A referência declarada é Philip Fisher, autor de Ações Comuns, Lucros Extraordinários. Na lista vêm ainda O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham, Princípios, de Ray Dalio, e Antifrágil, de Nassim Taleb.

No audiovisual, indica Fome de Poder, À Procura da Felicidade e Obrigado por Fumar.

A história, contada por ele

O alvo é 2029

A meta é declarada e tem prazo: transformar a AUVP em um unicórnio — empresa avaliada em mais de US$ 1 bilhão — até 2029. O ponto de partida é um grupo que já passa de R$ 100 milhões de faturamento por ano, com escola, consultoria, banco e portais de conteúdo dentro.

Aos 33 anos, Raul comanda tudo isso de Goiânia, fora do eixo Rio–São Paulo. O contrato de R$ 550 por mês, assinado numa editora de sete funcionários, está a dezessete anos de distância.