B3

Avaliação dos usuários
Empresa
  4,8 de 5
Gestão
  4,6 de 5
Ticker B3SA3
Fundador Emílio Rangel Pestana
Presidente da empresa Gilson Filkenstein
Alavancada? Não
Registra lucro? Sim
Histórico de distribuição de dividendos

A B3 distribuí dividendos consecutivamente desde 2008. Acesse para conferir o histórico de pagamento de dividendos.

Prêmios Bolsa de valores do ano de 2019 pelo Global Investor Group / Prêmio Aberje de Comunicação de Marca / Top Employers Brazil 2019
Participação do Estado 0%
Ano de fundação 1890
Ano do IPO 2009
Setor de atuação Financeiro
Recuperação judicial? Não
Tamanho da empresa Blue Chip
Links úteis
  1. RI da empresa
  2. Fundamentos B3
Principais produtos

Os principais produtos da empresa são:

  • Administração de mercados organizados de títulos e valores mobiliários
  • Prestação de serviços de registro, compensação e liquidação
  • Suporte à operações de financiamento

Em resumo a B3 é a empresa que controla de forma exclusiva o mercado brasileiro de ações.

O que a empresa faz?

A princípio, a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão é a empresa que faz a bolsa de valores do Brasil acontecer. Nesse sentido, ela fornece toda infraestrutura e suporte tecnológico para que ocorram os registros, as negociações, pós-negociações e todas as atividades atreladas ao mercado financeiro brasileiro.

A B3 conta com características que a tornam única nesse negócio e que representam certas vantagens competitivas:

  • Modelo diversificado de ativos e verticalmente integrado
  • Infraestrutura única integrada ao sistema financeiro
  • Desenvolvimento constante e inovador de produtos
  • Solidez financeira com foco no retorno de caixa aos acionistas
  • Estrutura acionária pulverizada com governança especializada no mercado

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Modelo de Negócios

A B3 atua com um portfólio diversificado de produtos, viabilizando ao mercado as operações de ações, derivativos de ações, títulos de renda fixa, cotas de fundos, títulos públicos federais e moedas à vista. Ainda no âmbito dos produtos listados, ela oferece serviço de listagem e de depositária central para os ativos negociados em seus ambientes, bem como distribuição de dados relacionadas a esses mercados. Por último, mas não menos importante, ela oferece infraestrutura para registro de instrumentos financeiros por bancos e derivativos customizados, e serviços que aceleram o processo de análise e aprovação de crédito em território nacional para financiamento de veículos e imóveis.

Para analisarmos a atuação da empresa, podemos dividir seus negócios entre os seguintes segmentos:

  • Mercado listado:
    • Ações e instrumentos de renda variável
    • FICC – Juros, Moedas e Mercadorias
  • Mercado de Balcão
  • Infraestrutura para financiamento
  • Tecnologia, dados e serviços

Mercado listado  

Nessa categoria de produtos e serviços, a B3 consegue se beneficiar tanto do ciclo econômico, da taxa de juros e da sofisticação e apetite a risco dos investidores, quanto da volatilidade do mercado financeiro. Ao analisar tais categorias podemos perceber o seguinte panorama:

Ações e instrumentos de renda variável

Nesse cenário, a empresa oferece diversos produtos de negociação e serviços, dentre eles:

  • Mercado à vista: incluindo não só o processo de negociação, mas também o pós-negociação
  • Derivativos: incluindo de forma semelhante a negociação e pós-negociação
  • Depositária de renda variável
  • Empréstimo de ações
  • Listagem e soluções para emissores

Os produtos do mercado à vista incluem todos os valores mobiliários emitidos por governos, instituições financeiras e sociedades anônimas. Em outras palavras, a empresa lucra com todas as operações realizadas diariamente com ações, fundos imobiliários, cotas de fundos de investimentos, entre outros listados no seu sistema de negociação.

Para que isso seja feito, a Companhia possui uma Central Depositária (CSD) que cumpre sua função de armazenar os valores mobiliários de cada investidor, ou seja, ela constitui uma Clearing house para minimizar os riscos de liquidação das operações financeiras. Assim sendo, a Clearing integrada da B3 realiza o registro, aceitação, compensação (CCP²), liquidação (SSS³) e o gerenciamento do risco de contraparte de operações do mercado financeiro.

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Os produtos da classe dos derivativos incluem os contratos futuros de dólar, índice, soja, algodão, boi gordo, café, milho, entre outros; e o mercado de opções, que pode ser definido como um valor monetário que garante o direito de compra ou de venda de um ativo.

A B3 atua com as principais Centrais depositárias do mercado brasileiro. A primeira delas é a Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (CETIP) a qual tutela os títulos privados de renda fixa, como CDBs, LCIs e LCAs. Já a segunda, é a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), associada da B3 que tutela as ações e títulos negociados diretamente na Bolsa de Valores.

Além disso, a Companhia consegue lucrar com as operações de empréstimo de ações, que permitem as operações de venda a descoberto no mercado financeiro.

FICC – Juros, Moedas e Mercadorias

Nessa classe de produtos, a B3 consegue gerar receita a partir das operações de derivativos de juros tanto em moeda nacional quanto em moeda estrangeira. Mais que isso, ela também se beneficia dos contratos de derivativos da taxa de câmbio e de mercadorias. Por isso, ela consegue tirar proveito da volatilidade e da sofisticação e apetite à risco dos investidores.

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Mercado de Balcão

No Balcão, a empresa está exposta ao desenvolvimento do mercado de dívida corporativa e à sofisticação do mercado. Assim, ela atua com uma Central de registro (com e sem CCP), a Depositária (CSD) e com a custódia. Basicamente, a custódia representa o processo de guarda sistematizada de ativos, no qual as ações, os títulos e outros bens são mantidos e atualizados por terceiros, em nome do seu titular e, para isso, há a cobrança da chamada taxa de custódia da B3.

Ainda nessa categoria, suas principais fontes de receita são os instrumentos de renda fixa como capitalização bancária, debêntures, tesouro direto e cotas de fundos, e os derivativos de balcão que incluem todos aqueles derivativos anteriormente explicados e o COE (Certificados de Operações Estruturadas). Simplificadamente, além daquelas operações de derivativos mais simples, a B3 disponibiliza o registro de operações de derivativos de balcão mais complexos, sem CCP, denominados Estruturadas. O COE mescla elementos de Renda Fixa e Renda Variável e foi inaugurado no mercado brasileiro em 2014, fazendo jus às Notas Estruturadas, muito comuns na Europa e nos Estados Unidos.

Infraestrutura para financiamento

Esta grande empresa do mercado financeiro ainda consegue se beneficiar da expansão do crédito e do desenvolvimento econômico. Nesse contexto, ela atua através do Sistema Nacional de Gravames – SNG, do Sistema de Contratos e da Plataforma Imobiliária.

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O Sistema Nacional de Gravames – SNG gerencia as restrições financeiras incluídas sobre os veículos dados como garantia em operações de crédito no país. Em síntese, ele permite que instituições financeiras, empresas de leasing e administradoras de consórcios façam consultas sobre eventuais restrições ao veículo oferecido como garantia antes de concluir a operação de crédito.

O Sistema de Contratos é a plataforma mais completa de soluções no mercado, composta por recebimento, custódia e transmissão de informações de contratos de financiamentos de veículos aos órgãos estaduais de trânsito, os Detrans de todo o Brasil.

A Plataforma Imobiliária é a ferramenta da B3 para automatizar e padronizar os processos de avaliação de imóveis. Em parceria com a FNC, líder americana em tecnologia de dados para o setor imobiliário, a plataforma integra bancos, avaliadores, cartórios e reguladores a partir de um sistema que automatiza e organiza toda avaliação e envio das informações às instituições financeiras. Assim, a B3 consegue não só ser ágil na resposta para liberação do crédito, como também gerir todas as garantias do mercado imobiliário.

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Tecnologia, dados e serviços

Nitidamente, tecnologia e processamento de dados são características intrínsecas ao negócio da B3. Com isso, ela consegue atuar de modo diversificado e fornecer dados, analytics e demais serviços para o mercado financeiro. No âmbito de Tecnologia e acesso, a Companhia atua principalmente com o processamento de TEDs, que vem aumentando a cada dia. Já no que se refere aos Dados e analytics, ela exerce ampla função ao possuir todos os dados de negociação e relatórios analíticos no mercado listado e no mercado balcão, bem como do segmento de infraestrutura para financiamento. Ainda, ela realiza consulta de dados para os diferentes segmentos e realiza o licenciamento de índices. Para lidar com o gigantesco volume de dados que se acumulam no mercado financeiro, ela possui as seguintes iniciativas que operam com soluções customizadas a fim de armazenar as trocas de informações de forma segura, padronizada, eficiente e extremamente rápida:

  • B3 Plug
  • iMercado

Para concluir, a empresa ainda possui o Banco B3, uma instituição liquidante que tem papel fundamental ao realizar a custódia de fundos de investimento, além da representação para investidores não residentes. Desse modo, ela é a instituição depositária dos chamados BDRs – Brazilian Depositary Receipts, que basicamente são valores mobiliários emitidos no Brasil, mas que representam outro valor mobiliário emitido por companhias abertas com sede no exterior.

Data Centers da B3

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Com a finalidade de armazenar o gigantesco volume de dados, a Brasil, Bolsa, Balcão necessita de um ambiente organizado e muito seguro para armazenagem e processamento das informações. Nesse sentido, ela possui os Data Centers que não apenas amparam tecnologicamente os negócios financeiros da Companhia, como também fornecem soluções para hospedagem (Co-location) de infraestrutura de negociação, serviços e facilidades a essa indústria no Brasil e no mundo.

O Co-location é um exemplo claro de que seus negócios não se restringem às operações diárias no mercado financeiro. Esse serviço permite que os clientes da B3 ocupem uma posição no Data center para armazenar seus servidores, equipamentos e aplicações. Ao mesmo tempo, é fornecido todo o suporte de climatização, segurança física e energia elétrica, o que configura uma ótima opção para empresas que optam por não construir uma estrutura interna especializada nessa tecnologia de armazenamento e que buscam por maior velocidade, desempenho, confiabilidade.

Em suma, este serviço pode ser definido como um ecossistema formado por investidores, provedores de serviços, corretoras, gestoras, bancos e seus fornecedores, fornecendo serviços de interconexão sem precedentes, que reúnem os maiores players do mercado e potencializa a realização de negócios de quem tem acesso a esse ambiente.

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Breve história da empresa

Toda história da atual bolsa de valores brasileira tem início em 1890, ano em que ocorre a fundação da Bolsa Livre, a antecessora da Bovespa, pelo negociante de capitais Emílio Rangel Pestana. Recém formada, a Bolsa durou pouco tempo, apenas pouco mais de um ano, sendo reaberta depois em 1895, agora nomeada Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo. Em 1935, após quase meio século de amadurecimento, ela muda seu nome novamente para Bolsa Oficial de Valores de São Paulo e somente em 1967 recebe sua identidade tão reconhecida atualmente: Bovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo.

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Inicialmente, a Bovespa e as demais bolsas brasileiras, totalizando uma por estado, eram entidades oficiais corporativas, controladas pelas secretarias estaduais de finanças, as atuais Secretarias da fazenda. De modo concomitante com as reformas no sistema financeiro da década de 60, a Bolsa passou a ser administrativamente autônoma e assumiu uma característica mais institucional, na época sem fins lucrativos. Nesse momento, surge a figura do operador de pregão, bem como do modelo de corretoras na sociedade para auxiliarem as operações financeiras.

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Em toda sua história, a inovação tecnológica esteve sempre de mãos dadas com a evolução do ambiente financeiro da Bolsa. Para se ter uma ideia, a partir de 1970 as negociações já eram realizadas e registradas eletronicamente através de cartões perfurados, algo que iniciava a ser feito em tempo real. Incrivelmente, no final desta década a Bolsa de Valores já contava com a negociação de opções como um de seus produtos.

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Em 1984, é fundada a CETIP com apoio do Banco Central, a qual inicia suas operações em 1986. Já em 1990, iniciam as operações através Sistema de Negociação Eletrônica que começa a se consolidar em detrimento do pregão viva-voz. Como resultado, em 1999 a Bolsa de Valores dá um grande passo e cria o Home Broker, que possibilitaria enviar suas ordens de compra e venda através da internet. O ano de 2005 é marcado pelo fim do pregão no antigo modelo viva-voz, tornando as operações na Bolsa totalmente eletrônicas.

Em 2007, a Bolsa deixa de ser uma sociedade sem fins lucrativos e se torna uma sociedade denominada Bovespa Holdings. No ano seguinte ocorre a união entre a Bovespa Holdings e a BM&F, constituindo a nova bolsa: BM&F Bovespa.

Paralelamente, a CETIP passa a ser uma sociedade com fins lucrativos também em 2008 e incorpora a Andima, tornando-a responsável pelos direitos sobre o Sistema Nacional de Debêntures, o Sistema de Distribuição de títulos e contratos e ativos intangíveis. Foi então em 2009 que a CETIP abriu seu capital na Bolsa de Valores. A expansão da CETIP segue em 2010, por meio de sua aquisição, a GRV Solutions. Desse modo, ela torna-se capaz de atuar nos segmentos de crédito ao consumo e passa a oferecer soluções financeiras para outras instituições.

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Em 2011, a BM&F Bovespa amplia seu parque tecnológico com largo investimento em tecnologia, lançando na época a plataforma de negociação PUMA Trading System. Logo depois, ela dá início nas obras em 2012 de seu novo Data Center. A CETIP, por sua vez, cria em 2013 a Plataforma Imobiliária para tornar o processo de crédito imobiliário mais ágil e eficiente.

O marco para constituição da atual Bolsa de Valores ocorreu em 2016, quando o Conselho de Administração da BM&F Bovespa e da CETIP aprovam a fusão de suas operações. Como resultado, a união é aprovada em 2017 pelos órgãos reguladores e assim surge a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão.B3 - B3SA3


Diretoria

Gilson Finkelsztain (Presidente)

Cícero Augusto Vieira Neto (Vice-Presidente de Operações, Clearing e Depositária)

Daniel Sonder (Vice-Presidente Financeiro, Corporativo e de Relações com Investidores)

José Ribeiro de Andrade (Vice-Presidente de Produtos e Clientes)

Rodrigo Antonio Nardoni Gonçales (Vice-Presidente de Tecnologia e Segurança da Informação)

Marcos Vanderlei Belini Ferreira (Diretor Executivo da Unidade de Financiamentos)


Conselho administrativo

Antonio Carlos Quintella (Presidente)

Ana Carla Abrão Costa (Vice-presidente)

Claudia Farkouh Prado

Edgar da Silva Ramos

Eduardo Mazzilli de Vassimon

Florian Bartunek

Guilherme Affonso Ferreira

José de Menezes Berenguer Neto

José Lucas Ferreira de Melo

José Roberto de Machado Filho

Maurício Machado de Minas


Perspectiva para o futuro

O futuro da B3 é pautado na visão de inovação tecnológica, diversificação e aprimoramento de seus produtos, bem como de suas operações em diferentes categorias do mercado financeiro. O foco da empresa é tornar-se robusta e segura no Brasil para assegurar credibilidade operacional ao seus clientes em todos os seus segmentos ofertados.

Nos últimos anos, o número de pessoas físicas que iniciaram seus investimentos em renda variável aumentou drasticamente. Além disso, o futuro desenvolvimento econômico, acompanhado da redução da taxa de juros no país e da aprovação de reformas estruturantes, tende a incentivar os investimentos não só por parte da população brasileira, mas também de estrangeiros e de instituições. Dessa forma, a B3 objetiva estar bem posicionada para participar dessa longa jornada de expansão financeira, oferecendo um portfólio aprimorado que agrade a todo perfil de investidor.

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A Companhia deve priorizar sua expansão no Brasil mediante parcerias para que alcance excelente sinergia no desenvolvimento de seus produtos. Nesse sentido, ela buscará a maximização e fortalecimento do seu core business para garantir que a B3 continue sendo a primeira opção dos investidores residentes e não-residentes.

Sua estratégia de longo prazo pode ser facilmente visualizada a partir de uma base de clientes e de produtos que ela deverá sustentar de modo a continuar tendo credibilidade no futuro. Mais que isso, ela a B3 seguirá um desenvolvimento contínuo através da criação dos novos produtos e do ganho operacional de seu próprio negócio e, por fim, deverá possuir uma permeabilidade às novas tecnologias para ser flexível e ágil na adoção de novos programas e sistemas.

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Composição acionária

B3SA3 Acionista Percentual
1 Capital World Investors 7,23%
2 Capital Research Global Investors 5,01%
3 Fundos administrados pela Blackrock, INC. 4,49%
4 Ações em tesouraria 0,64%
5 Free Float 82,64%

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