22 de julho de 2025 - por Diogo Silva
É de suma importância entender o que é ativo realizável a longo prazo dentro de uma empresa! Isso ajuda a manter o balanço patrimonial, assim como compreender melhor as particularidades da instituição. Resumindo, representa valores que a empresa tem para receber, mas que não virão tão rápido assim.
Ou seja, é meio que uma garantia de futuro, que sinaliza a saúde financeira como um todo. E diante disso, trouxemos uma explicação mais detalhada sobre o assunto. Confira conosco a seguir.
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O que é ativo realizável a longo prazo?
Ativo realizável a longo prazo é basicamente tudo aquilo que a empresa tem a receber ou recuperar, mas que só vai virar dinheiro depois de um bom tempo; geralmente mais de um ano.
São valores que estão “a caminho”, mas que ainda vão demorar a entrar no caixa. Pode ser, por exemplo, um empréstimo que a empresa fez para alguém e só vai receber lá na frente, ou algum valor que está preso num processo judicial e ainda depende de decisão para ser recuperado.
No fim das contas, são bens ou direitos que já pertencem à empresa, mas que só serão realmente aproveitados num futuro mais distante.
Como funciona o ativo realizável a longo prazo?
Como dito acima, o ativo realizável a longo prazo funciona como uma espécie de dinheiro prometido que a empresa tem a receber, mas que só vai cair na conta depois de um bom tempo, geralmente mais de 01 ano.
Esses valores já pertencem à empresa de alguma forma, mas ainda não estão disponíveis para uso imediato. Eles podem vir de contratos assinados, empréstimos feitos, parcelamentos longos ou até valores que estão presos em disputas judiciais.
A empresa registra tudo isso no balanço para deixar claro que esse dinheiro existe e vai entrar no futuro, mesmo que demore. Isso ajuda a mostrar uma visão mais completa da situação financeira dela, inclusive o que ainda está por vir.
Exemplos de ativo realizável a longo prazo
Um bom exemplo de ativo realizável a longo prazo é quando a empresa empresta dinheiro para outra empresa ou pessoa e combina que o pagamento vai acontecer só daqui a dois anos.
Esse valor emprestado entra no balanço como algo que ela tem a receber no futuro. Outro caso comum é quando a empresa está envolvida em um processo judicial e precisou depositar uma quantia em juízo; esse valor ainda é dela, mas só poderá ser recuperado quando o processo terminar.
Também entra nessa categoria qualquer contrato de venda parcelada com prazo longo, em que o cliente vai pagando aos poucos por vários anos.
Ou seja, são valores que a empresa já tem direito de receber, mas que só vão se tornar dinheiro na prática depois de bastante tempo.
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O que entra no Ativo Realizável a Longo Prazo?
O que entra no ativo realizável a longo prazo, como explicamos, são todos os valores que a empresa tem para receber ou recuperar, mas que só devem se concretizar depois de um ano.
Por exemplo, se a empresa emprestou dinheiro, seja pra quem for, e só vai receber de volta daqui a dois anos, esse valor entra aí.
Também entram valores que estão envolvidos em processos judiciais, como depósitos que só poderão ser sacados quando o processo acabar.
Outro exemplo são vendas feitas em parcelas bem longas, que vão sendo pagas ao longo dos anos. Até adiantamentos feitos a fornecedores ou funcionários, que só vão ser compensados mais pra frente, também entram.
Isso aponta que tudo o que já pertence à empresa de alguma forma, mas que ainda não pode ser usado no presente, vai para essa parte do balanço.
Qual a diferença entre ativo realizável a longo prazo e ativo circulante?
A principal diferença entre ativo realizável a longo prazo e ativo circulante está no tempo em que os valores vão entrar no caixa da empresa.
O ativo circulante reúne tudo o que a empresa tem e que pode se transformar em dinheiro no curto prazo, ou seja, dentro de até 12 meses.
É o que está mais perto de virar caixa, como dinheiro em conta, estoques, vendas a prazo com recebimento rápido e contas a receber no curto prazo.
Já o ativo realizável a longo prazo inclui os valores que a empresa também tem a receber ou recuperar, mas que só devem se concretizar depois de um ano, como foi explicado.
São recursos que estão no caminho, mas ainda vão demorar a chegar!
Qual a importância do tivo realizável a longo prazo?
O ativo realizável a longo prazo é importante porque mostra que a empresa tem valores a receber no futuro, o que ajuda a dar uma visão mais completa da sua saúde financeira.
Mesmo que esse dinheiro ainda não esteja disponível agora, ele representa recursos que vão entrar mais pra frente e que podem ser usados para planejar investimentos, quitar dívidas ou manter a estabilidade da empresa.
Além disso, esse tipo de informação é essencial para quem analisa a empresa, como investidores, bancos e gestores, porque revela o que ela pode contar no médio e longo prazo.
Em outras palavras, mesmo que não seja um valor imediato, ele ajuda a construir segurança e confiança sobre o que vem pela frente.
O que é ativo não circulante realizável a longo prazo?
Ativo não circulante realizável a longo prazo é uma parte do balanço patrimonial onde a empresa registra tudo o que tem a receber ou recuperar depois de um ano.
Ele faz parte do chamado ativo não circulante, que reúne os bens e direitos que não se transformam em dinheiro no curto prazo.
Nessa categoria entram, por exemplo, empréstimos feitos a outras empresas com prazo longo para pagamento, valores depositados em processos judiciais, vendas parceladas a perder de vista ou qualquer outro valor que só vai virar dinheiro no futuro.
Apesar de não estar disponível de imediato, esse ativo mostra que a empresa tem recursos a caminho, o que ajuda no planejamento e na avaliação da sua situação financeira ao longo do tempo.
Fontes: Grupo Investidor; Novucard; Crecerto; Mais Retorno