9 de setembro de 2025 - por Diogo Silva
Existem várias siglas capazes de confundir quem se atenta ao mercado acionário. Os investidores precisam prestar atenção e, mais do que isso, saber o que cada uma significa para que não haja erros na hora de tomar uma decisão. Um clássico exemplo disse é o IPO e OPA.
Embora se pareçam, as siglas representam dois momentos opostos, mas de extrema importância para uma empresa. E para que você não erre mais, trouxemos uma explicação direta, mas completa, sobre cada um. Confira a seguir.
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O que é IPO (Oferta Pública Inicial)?
IPO, ou Oferta Pública Inicial, é quando uma empresa decide dar um grande passo e abrir suas portas para o mercado e permitir que qualquer pessoa possa se tornar sócia dela comprando ações na bolsa de valores.
É como se a empresa deixasse de ser restrita a um pequeno grupo de donos e passasse a dividir um pedaço da sua história com investidores de todos os tamanhos.
Normalmente, esse movimento acontece quando a empresa já está consolidada e busca novos recursos para crescer, expandir seus projetos ou até mesmo organizar suas finanças.
Para quem investe, é a oportunidade de entrar desde o começo nessa nova fase e acompanhar de perto o futuro da companhia. Já para a empresa, além do dinheiro, o IPO traz visibilidade, prestígio e uma conexão maior com o mercado.
– Como a IPO funciona?
Como foi falado acima, IPO funciona como um grande passo que uma empresa dá para se tornar conhecida pelo mercado e abrir espaço para novos sócios.
Primeiro, ela se prepara cuidadosamente, contando com bancos e especialistas que ajudam a descobrir quanto suas ações valem e como será a oferta.
Depois vem o período de reservas, quando investidores interessados podem se inscrever e mostrar que querem participar dessa nova fase.
Chegado o dia do lançamento, as ações começam a ser negociadas na bolsa, subindo ou descendo de preço conforme a procura.
Para a empresa, é uma maneira de conseguir recursos para crescer, investir em projetos e ganhar visibilidade; para quem investe, é a chance de fazer parte da história da companhia desde o começo, com oportunidades e desafios de acompanhar de perto seu crescimento.
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– Quais são as vantagens e desvantagens da IPO?
Fazer um IPO traz tanto oportunidades quanto desafios. Para a empresa, a grande vantagem é conseguir recursos para crescer, investir em novos projetos e ganhar mais visibilidade e confiança no mercado.
Para os investidores, é a chance de se tornar sócio desde o começo e acompanhar de perto a evolução da companhia.
Mas abrir o capital também exige cuidados. A empresa passa a estar sob os olhos do público, precisa prestar contas constantemente e lidar com pressões de investidores e oscilações do mercado, perdendo um pouco do controle sobre suas decisões.
Para quem investe, a emoção é grande, porque junto da possibilidade de ganhos vêm riscos reais; as ações podem valorizar ou desvalorizar, dependendo de como a empresa e o mercado se comportam.
O que é OPA (Oferta Pública de Aquisição)?
OPA, ou Oferta Pública de Aquisição, é quando alguém, seja uma empresa ou um investidor, decide comprar ações de uma companhia que já está na bolsa. É como se essa pessoa chegasse e dissesse que quer ser sócio ou assumir o controle dessa empresa, e faz uma proposta oficial para todos os acionistas.
Diferente do IPO, que é a primeira vez que a empresa vende ações, a OPA acontece depois, e o objetivo pode variar: aumentar participação, assumir o comando ou até tirar a empresa da bolsa.
Para quem já tem ações, é uma oportunidade de vender por um preço definido, muitas vezes mais vantajoso que o valor de mercado.
Tudo é feito de forma transparente, garantindo que todos os acionistas tenham a chance de participar e decidir o que fazer com suas ações.
– Como a OPA funciona?
A OPA funciona como uma oportunidade aberta para todos os acionistas de uma empresa que já está na bolsa. Quem quer comprar as ações, anuncia oficialmente a oferta, dizendo quanto está disposto a pagar e por quanto tempo a proposta ficará válida.
Durante esse período, cada acionista decide se quer vender suas ações ou continuar como sócio. Se a oferta atingir o objetivo, como assumir o controle ou aumentar a participação, a operação é finalizada e as ações são transferidas.
Para quem já tem ações, é uma chance de vender por um preço definido; para quem faz a oferta, é uma maneira clara e organizada de se aproximar da empresa e participar mais ativamente de sua história.
– Quais são as vantagens e desvantagens da OPA?
A OPA traz oportunidades e desafios para todos os envolvidos. Para quem faz a oferta, é uma maneira organizada e transparente de aumentar sua participação ou até assumir o controle da empresa.
Para os acionistas, é a chance de vender suas ações por um preço definido, muitas vezes acima do que elas valem no mercado.
Mas também existem desafios. A empresa pode sentir a pressão de perder o controle ou ver mudanças na sua gestão, e os acionistas precisam decidir se vendem ou ficam, pensando se o futuro da companhia pode trazer mais valorização.
No fim, é um processo que mistura oportunidade, estratégia e escolhas importantes para todos.
Qual a diferença entre IPO e OPA?
A diferença entre IPO e OPA está no momento e na intenção de cada operação. O IPO é como a estreia de uma empresa na bolsa; é a primeira vez que ela vende ações ao público, buscando recursos para crescer, investir e ganhar destaque no mercado.
Já a OPA acontece depois, quando a empresa já está na bolsa, e funciona como uma proposta para comprar ações que já existem, muitas vezes para assumir o controle ou reorganizar quem tem participação na companhia.
No IPO, entram novos investidores e a base de sócios cresce; na OPA, não surgem novos sócios, apenas se redistribuem ações entre quem já é acionista.
Além disso, o IPO costuma gerar grande repercussão, com divulgação e apresentações para atrair interessados, enquanto a OPA é mais direta, focada nos acionistas atuais e feita de forma transparente para que todos tenham a chance de participar e decidir.
Fontes: EInvestidor; My Capital; Terra Investimentos; 2 Invest; Nexgen Capital