Índice FTSE 100: o que é, como funciona, importância

O FTSE 100 é indicador que nos ajuda a entender o mercado britânico, onde são listadas as 100 maiores empresas do Reino Unido. Saiba mais!

24 de setembro de 2026 - por Diogo Silva


O FTSE 100 é um daqueles indicadores que ajudam a entender o mercado sem complicação. Ele reúne as maiores empresas do Reino Unido e transforma toda essa movimentação em um número fácil de acompanhar, que sobe e desce conforme o clima econômico muda.

Trouxemos aqui a ideia de mostrar o FTSE 100 de um jeito simples e próximo da realidade. Sem termos difíceis, apenas explicando o que ele representa, por que é tão acompanhado e como ele ajuda a entender o momento das grandes empresas e da economia como um todo.

O que é o índice FTSE 100?

O FTSE 100 é só um jeito fácil de entender como estão as maiores empresas do Reino Unido. Pensa da seguinte forma: são as 100 empresas mais importantes que têm ações negociadas na Bolsa de Valores de Londres, todas colocadas no mesmo pacote, para dar uma visão geral do momento.

Quando essas empresas estão vivendo uma fase boa, vendendo mais, crescendo, passando confiança, o número do FTSE 100 sobe quase naturalmente. Quando o clima fica pesado, com medo, crise ou incerteza, ele cai.

E como muitas dessas empresas fazem negócios no mundo inteiro, o índice não fala só sobre o Reino Unido, mas também sobre como anda a economia global. O FTSE 100 serve para sentir, de forma simples e direta, se o mercado está mais tranquilo ou mais preocupado.

Como funciona o FTSE 100?

O FTSE 100 funciona como um retrato vivo do que está acontecendo com as maiores empresas do Reino Unido. Todos os dias, ele observa como essas empresas estão sendo avaliadas pelo mercado na Bolsa de Valores de Londres e transforma esse movimento em um único número, que sobe e desce ao longo do dia.

As empresas maiores acabam pesando mais nesse resultado, porque qualquer mudança nelas tem um impacto maior no conjunto. Então, quando uma gigante cresce ou enfrenta dificuldades, o índice sente isso quase imediatamente. O FTSE 100 também muda com o tempo! Empresas entram, saem, crescem ou perdem espaço, acompanhando a própria evolução do mercado.

Ele reage à vida real. Notícias boas, resultados positivos, crises, decisões econômicas e até acontecimentos globais mexem com o índice. É por isso que acompanhar o FTSE 100 é como observar o humor do mercado mudando ao longo do dia, de forma simples e sem precisar mergulhar em números complicados.

Como calcular o FTSE 100?

O FTSE 100 é calculado olhando para uma ideia bem simples, onde nem todas as empresas têm o mesmo peso. Algumas são enormes, movimentam bilhões e influenciam muito mais o mercado. Outras são grandes, mas nem tanto. O índice respeita exatamente isso.

Para chegar ao número final, ele considera quanto cada empresa vale no total, juntando o preço das ações com a quantidade de ações que existem. Quanto maior a empresa, maior a influência dela no FTSE 100. Se uma gigante sobe ou cai, o índice acompanha quase no mesmo ritmo. Se uma empresa menor se mexe, o impacto é mais suave.

Existe também um ajuste técnico para garantir que o índice continue fazendo sentido ao longo do tempo, mesmo quando empresas entram ou saem, se fundem ou mudam sua estrutura. Mas tudo isso acontece nos bastidores. Para quem acompanha, o FTSE 100 só cumpre seu papel principal de transformar a realidade das maiores empresas do Reino Unido em um número que dá para entender de forma rápida e natural.

Quais são os critérios do FTSE 100?

Os critérios do FTSE 100 seguem o bom senso. Para entrar no índice, a empresa precisa ser grande de verdade, estar entre as 100 mais valiosas do Reino Unido, com ações negociadas na Bolsa de Valores de Londres. Não é sobre promessa ou potencial, é sobre tamanho e relevância naquele momento.

Além disso, as ações dessa empresa precisam circular com facilidade, mostrando que o mercado realmente olha para ela e negocia seus papéis. Também é esperado um nível básico de organização e transparência. E nada disso é permanente! O FTSE 100 é revisado regularmente.

Empresas que crescem ganham espaço, as que perdem força saem. Assim, o índice acaba sendo um reflexo vivo de quem está no topo da economia britânica agora, não do passado.

Composição do índice FTSE 100

1. Shell

Uma das maiores empresas de energia do mundo. Seu peso no índice vem do tamanho global do negócio e da forte presença no setor de petróleo e gás.

2. HSBC

O HSBC é um banco com atuação internacional, especialmente forte na Europa e na Ásia. Reflete bem a conexão do Reino Unido com o sistema financeiro global.

3. AstraZeneca

Gigante farmacêutica que ganha destaque pela inovação em medicamentos e pela atuação forte em saúde, um setor sempre estratégico.

4. Unilever

Presente no dia a dia das pessoas, com marcas de alimentos, higiene e limpeza. Seu tamanho vem da constância de consumo no mundo inteiro.

5. BP

Outra grande do setor de energia, com peso histórico no índice e forte influência quando o preço do petróleo se movimenta.

6. Rio Tinto

Empresa de mineração com atuação global. Representa bem o impacto das commodities no FTSE 100.

7. Diageo

Dona de marcas famosas de bebidas alcoólicas. Tem força por atuar em um setor estável e globalmente distribuído.

8. British American Tobacco

Uma das maiores empresas do setor no mundo, com forte geração de caixa e presença internacional.

9. GlaxoSmithKline

Outra gigante da saúde, conhecida por medicamentos e vacinas, com peso importante no índice.

10. BHP

Multinacional de mineração que reforça como o FTSE 100 é influenciado por empresas que atuam muito além do Reino Unido.

Como investir no FTSE 100?

Investir no FTSE 100 é escolher um caminho mais simples e tranquilo. Em vez de tentar acertar qual empresa vai se destacar, você investe no conjunto das maiores empresas do Reino Unido. Isso normalmente é feito por meio de fundos ou ETFs que acompanham o índice e fazem todo o trabalho por você.

É como colocar seu dinheiro para andar junto com essas empresas. Se elas crescem e vivem um bom momento, seu investimento tende a acompanhar. Se o cenário aperta, ele também sente. Para quem investe do Brasil, o acesso costuma vir por corretoras que permitem investir fora do país.

Bom, investir no FTSE 100 é apostar no ritmo das grandes empresas britânicas, de forma simples, sem precisar complicar.

Histórico do índice FTSE 100

O FTSE 100 surgiu em 1984 para resolver um problema simples, o de que ninguém queria analisar dezenas de empresas todos os dias para saber se o mercado estava indo bem ou mal. Então, juntaram as maiores empresas do Reino Unido, todas negociadas na Bolsa de Valores de Londres, e criaram um número que contasse essa história de forma direta.

Desde então, o índice caminhou junto com o mundo real. Ele subiu quando o mercado estava confiante, sentiu o peso das grandes crises, atravessou momentos de medo, recuperação e adaptação. Com o passar do tempo, ficou claro que ele não falava só do Reino Unido, porque muitas dessas empresas vendem para o mundo inteiro.

Hoje, o FTSE 100 carrega essa trajetória inteira nas costas. Ele não é só um gráfico: é o reflexo de décadas de mudanças, expectativas, erros e recomeços do mercado financeiro.

Importância do índice FTSE 100

A importância do FTSE 100 está no fato de ele facilitar a leitura do mercado. Ele pega algo grande, cheio de números e detalhes, e transforma em uma visão simples do que está acontecendo com as maiores empresas do Reino Unido. Basta olhar para o índice para ter uma noção se o momento é de confiança, de cautela ou de incerteza.

Mas o FTSE 100 não fala só do Reino Unido. Como muitas dessas empresas fazem negócios no mundo inteiro, ele acaba refletindo o que está acontecendo na economia global. Por isso, ele é tão acompanhado por investidores, analistas e até fora do mercado financeiro. O índice serve como um ponto de referência, quase como um termômetro, ajudando a entender o humor do mercado e a direção que as grandes empresas estão tomando.

Fontes: Suno; Remessa Online; Axi; IG; Info Money; Clube do Valor; Mais Retorno;

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