ISS: o que é, como calcular, quem paga, qual a alíquota

11 de agosto de 2025 - por Diogo Silva


Você sabe o que é o ISS, ou melhor, Imposto Sobre Serviços? Esse é um tributo que incide na prestação de serviços realizados por profissionais autônomos ou empresas. Normalmente, é cobrado entre 2% e 5%, dependendo da prefeitura e esse valor é destinado a melhorias de serviços de uso comum, como ruas, hospitais, escolas e etc.

Embora pareça algo complexo, é muito simples entender e compreender o ISS. Confira conosco a seguir uma explicação completa sobre tudo o que envolve esse imposto.

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O que é o Imposto Sobre Serviços (ISS)?

O Imposto Sobre Serviços (ISS) é um valor que a gente paga para a prefeitura sempre que um serviço é realizado, pode ser um corte de cabelo, uma consulta médica, a reforma da sua casa ou até um trabalho feito pela internet.

É como se fosse a forma que a cidade encontra de arrecadar recursos para cuidar das ruas, manter escolas, hospitais e outros serviços que usamos no dia a dia. Ou seja, ao pagar o ISS, a gente ajuda a manter a cidade funcionando.

Para que serve e como funciona o ISS?

O ISS serve para gerar receita para a prefeitura e, assim, manter a cidade funcionando. Esse dinheiro ajuda a pagar desde a manutenção de ruas e praças até serviços de saúde, educação e segurança. É uma forma de transformar parte do que a gente paga em melhorias no lugar onde vivemos.

Ele funciona de forma simples! Sempre que um serviço é prestado, seja por uma empresa, profissional autônomo ou até por trabalhos online, o prestador inclui o valor do ISS no preço e repassa esse imposto para a prefeitura. Cada município define suas próprias regras e a alíquota, que normalmente varia de 2% a 5% sobre o valor do serviço.

Quem paga o ISS?

1. Empresas de serviços

São negócios que oferecem serviços como academias, salões de beleza, escritórios de contabilidade, empresas de limpeza, construtoras e muitas outras. Sempre que prestam um serviço, precisam recolher o ISS.

2. Profissionais autônomos

Médicos, advogados, arquitetos, eletricistas, designers, desenvolvedores ou qualquer profissional que trabalha por conta própria e presta um serviço pode ter que pagar o imposto, dependendo das regras da cidade.

3. Trabalhos pela internet

Prestadores de serviços digitais, como programadores, criadores de conteúdo, consultores online ou designers gráficos, também entram na lista. Mesmo que o cliente esteja longe, o ISS é pago para o município onde o prestador está.

4. Empresas de fora da cidade

Quando uma empresa de outro município presta serviço na sua cidade, ela também paga ISS para a prefeitura local, já que o trabalho foi feito ali.

5. Empresas optantes pelo Simples Nacional

Quem está no Simples já recolhe o ISS dentro da guia única de pagamento, mas o imposto continua sendo cobrado, só que de forma mais simplificada.

Qual a alíquota do ISS?

A alíquota do ISS varia de cidade para cidade, mas, por lei, ela deve ficar entre 2% e 5% sobre o valor do serviço prestado.

Cada prefeitura define o percentual exato para cada tipo de serviço. Um salão de beleza, por exemplo, pode pagar 3%, enquanto uma empresa de consultoria paga 5%, dependendo das regras locais.

Essa diferença existe porque os municípios ajustam as alíquotas de acordo com a atividade e suas políticas de arrecadação.

Leia também: Imposto seletivo: o que é e como funciona?

Como calcular o ISS?

Calcular o ISS é algo bem tranquilo. Primeiro, você descobre qual é a porcentagem que a sua prefeitura cobra para o serviço que você presta, como dito, normalmente fica entre 2% e 5%.

Depois, é só pegar o valor que você cobrou do cliente e aplicar essa taxa. Se você fez um trabalho de R$ 1.000 e a alíquota for de 3%, o ISS vai ser de R$ 30.

É como separar uma pequena parte do que você recebeu para contribuir com a cidade, ajudando a manter ruas, escolas, hospitais e outros serviços que todo mundo acaba usando.

Como funciona a isenção e redução de ISS?

A isenção e a redução do ISS funcionam como formas de a prefeitura cobrar menos, ou até nada, desse imposto em situações específicas.

Em alguns casos, a isenção acontece quando a lei municipal decide que certos serviços ou prestadores não precisam pagar ISS.

Isso pode valer, por exemplo, para pequenas empresas em início de atividade, para determinados tipos de serviços ligados à cultura, educação ou assistência social, ou ainda para profissionais aposentados que prestam serviços ocasionais.

Já a redução é quando o município mantém a cobrança, mas aplica uma alíquota menor do que a normal. Isso pode ser usado para incentivar determinados setores, atrair empresas para a cidade ou apoiar atividades consideradas estratégicas para o desenvolvimento local.

No fim das contas, tanto a isenção quanto a redução dependem das regras de cada prefeitura e precisam estar previstas na lei municipal para valer de forma oficial.

Quais são as formas de recolher o ISS?

1. Guia emitida pela prefeitura

O prestador acessa o sistema online da prefeitura, informa o serviço prestado e gera uma guia para pagar o imposto. É o jeito mais comum para quem não está no Simples Nacional.

2. Retenção pelo tomador do serviço

Em alguns casos, quem contrata o serviço já desconta o ISS na hora do pagamento e repassa direto para a prefeitura. Assim, o prestador recebe o valor líquido, com o imposto já abatido.

3. Dentro do DAS

Para empresas optantes pelo Simples Nacional, o ISS é pago junto com outros impostos em uma guia única mensal, o DAS, o que facilita bastante a vida do empreendedor.

4. Carnê anual

Algumas cidades permitem que autônomos e profissionais liberais paguem o ISS por meio de um carnê anual, com parcelas fixas ao longo do ano, sem precisar calcular serviço por serviço.

5. Nota Fiscal Eletrônica de Serviços

Em vários municípios, ao emitir a nota fiscal de serviço, o sistema já calcula o ISS automaticamente e gera a guia de pagamento na hora. Isso evita erros e facilita o controle.

O que acontece se não pagar o ISS?

Se você não pagar o ISS, a prefeitura pode acabar cobrando esse imposto com juros e multas, o que faz o valor aumentar bastante com o tempo.

Além disso, ficar com o imposto atrasado pode gerar problemas, como dificuldade para emitir notas fiscais, participar de licitações ou até ter o cadastro da sua empresa bloqueado.

No fundo, deixar de pagar o ISS é como atrasar uma conta importante. Além de pesar no bolso, pode complicar sua vida profissional e trazer dores de cabeça que ninguém quer enfrentar.

Por isso, é sempre melhor ficar em dia com esse imposto e evitar problemas futuros.

Leia também: Imposto de Importação (II): o que é, função e sua alíquota

O que é retenção de ISS?

A retenção de ISS é quando quem contrata o serviço já faz a cobrança e o pagamento do imposto direto para a prefeitura, antes mesmo de repassar o valor para quem prestou o serviço.

Ou seja, em vez do prestador pagar o ISS, o tomador segura essa parte do dinheiro e entrega para a cidade. Isso facilita o controle para o governo e evita que o imposto fique em aberto.

É como se fosse uma forma de garantir que o ISS será pago na hora certa, sem deixar a responsabilidade só para quem fez o serviço.

Mudanças com a nova lei do ISS

Com a nova lei do ISS, algumas mudanças importantes chegaram para deixar a cobrança do imposto mais clara e justa, tanto para quem presta serviços quanto para as prefeituras.

Agora, a regra ajuda a evitar confusões sobre onde o imposto deve ser pago, especialmente quando o serviço envolve mais de uma cidade. Por exemplo, quando você contrata algo pela internet ou de empresas que estão em outro município.

Outra novidade é que a lei trouxe mais organização na lista dos serviços que precisam pagar o ISS, facilitando a vida de todo mundo e diminuindo as chances de erros ou cobranças indevidas.

Também houve ajustes nas formas de cobrança e na responsabilidade pelo pagamento, deixando tudo mais transparente e alinhado com a realidade do mercado atual.

O fato gerador do ISS

O fato gerador do ISS é o evento que ativa a cobrança do imposto, ou seja, é o que faz a prefeitura ter o direito de cobrar o ISS.

No caso desse imposto, o fato gerador é a prestação de um serviço, sempre que alguém realiza um serviço que está na lista definida pela lei municipal, nasce a obrigação de pagar o ISS.

Isso vale tanto para um profissional que faz um conserto, quanto para uma empresa que presta consultoria, um médico que atende um paciente ou uma plataforma digital que oferece um serviço online.

Assim que o serviço é executado, o ISS entra em ação e precisa ser calculado e recolhido.

Qual é a diferença entre ISS e ICMS?

O ISS e o ICMS são impostos que a gente acaba pagando quase sem perceber, mas que têm papéis diferentes. O ISS é aquele imposto que aparece quando alguém presta um serviço pra gente.

Como foi dito, é quando você vai no cabeleireiro, consulta um médico ou contrata um serviço pela internet. Esse dinheiro vai direto pra prefeitura da sua cidade e ajuda a cuidar de coisas que a gente usa todo dia, tipo escolas e hospitais, por exemplo.

Já o ICMS é aquele imposto que vem junto quando a gente compra alguma coisa, tipo roupas, comida, eletrodomésticos ou até na conta de luz e telefone.

Ele é cobrado pelo estado e serve pra manter serviços maiores, como as estradas, a segurança e hospitais estaduais.

Fontes: Contabilizei; Conta Azul; Totvs; Tax Group; Serasa Experian; Inter

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