Maiores altas e baixas de setembro na Bolsa de Valores e os destaques sobre o Brasil

2 de outubro de 2023 - por Evelyn


Ouça as notícias pelo nosso podcast!

Bom dia, Investidor Sardinha.

Segunda-feira é dia de Pérolas de Sabedoria:

A dúvida é o princípio da sabedoria.

                                             Aristóteles

Este é mais um Soco Matinal com as principais notícias do dia no mercado financeiro e no mundo, tudo em 5 minutos, para você já começar o dia zonzo.

IBOVESPA

No último pregão, dia 29/09/2023, na sexta-feira, a gente conseguiu ver o índice, nosso Ibov, fechando no positivo com 0,72% aos 116.565 pontos.

A gente foi melhor que Wall Street, de forma que até o varejo aqui se deu bem e foi junto com a Vale nessa subidinha boa.

De modo geral o Ibovespa encerrou o mês em território positivo, após um desempenho mensal anteriormente no zero a zero. Essa alta foi influenciada em parte pelo alívio observado em Nova York, onde os índices americanos tiveram um dia positivo após a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), um importante indicador de inflação dos Estados Unidos.

O PCE registrou um aumento de 0,4% em agosto em relação a julho de 2023 e um crescimento de 3,5% nos últimos 12 meses, mostrando uma inflação ligeiramente mais fraca em comparação com o mês anterior. Isso foi considerado positivo para o Federal Reserve, o banco central dos EUA, e pode indicar que não haverá mais aumentos nas taxas de juros.

No entanto, a notícia de que uma ala do partido republicano derrotou um projeto de lei na Câmara que evitaria a paralisação do governo (Shut-Down) pesou sobre os índices americanos. O Dow Jones e o S&P 500 caíram, enquanto o Nasdaq teve um pequeno ganho.

O terceiro trimestre foi marcado por um aumento nas taxas de juros nos Estados Unidos, o que afetou os ativos de risco. O Ibovespa fechou o trimestre com uma queda de 1,29%, apesar de um ganho de 0,71% em setembro.

O ciclo de aumento das taxas de juros nos EUA e a incerteza sobre o orçamento do governo americano contribuíram para a volatilidade dos mercados financeiros. A possibilidade de paralisação do governo dos EUA também levanta preocupações sobre o impacto na economia, já que milhões de servidores públicos podem deixar de receber seus salários.

Companhias ligadas ao mercado interno e de crescimento foram as principais altas no Ibovespa no último pregão, com a curva de juros recuando. No entanto, essas mesmas empresas geralmente tiveram quedas no trimestre devido aos desafios macroeconômicos e ao aumento das taxas de juros nos EUA.

AO MESMO TEMPO TIVEMOS OS SEGUINTES DESTAQUES DO ÚLTIMO PREGÃO

De antemão, as empresas que se saíram bem dentro do índice:

  • Grupo Casas Bahia (BHIA3): R$ 0,63 (+6,78%)
  • IRB (IRBR3): R$ 44,00 (+5,36%)
  • Hapvida (HAPV3): R$ 4,70 (+5,15%)
  • GPA (PCAR3): R$ 3,50 (+4,17%)
  • MRV (MRVE3): R$ 10,67 (+3,79%)

Por outro lado, as empresas com os piores desempenhos:

  • CVC (CVCB3): R$ 2,57 (−3,02%)
  • Natura (NTCO3): R$ 14,56 (−2,22%)
  • BB Seguridade (BBSE3): R$ 31,21 (−1,55%)
  • Eztec (EZTC3): R$ 18,82 (−1,05%)
  • CPFL Energia (CPFE3): R$ 33,61 (−1,61%)

Nesse meio tempo, vamos ver o que rolou nos Fundos Imobiliários:

IFIX

O IFIX subiu 0,82%, aos 3.219 pontos, enquanto no mês ele acumula alta de 0,20% e no ano uma alta de 12,28%.

Ao passo que temos nos destaques positivos:

  • HCTR11: +9,34%
  • TORD11: +5,8%
  • KFOF11: +5,12%
  • VINO11: +4,43%
  • VSLH11: +3,58%

Por outro lado, nos destaques negativos ficaram:

  • GTWR11: -1,48%
  • JSAF11: -1,25%
  • HSAF11: -1,2%
  • HTMX11: -0,65%
  • RBRY11: -0,57%

Nesse meio tempo, vamos ver as principais moedas considerando o valor do nosso Real:

CÂMBIO

Dólar EUA: R$ 5,03 (-0,02%)

Euro: R$ 5,34 (+0,39%)

Libra esterlina: R$ 6,15 (+0,19%).

Por fim, saindo um pouco do mercado nacional, vamos falar sobre as bolsas mundiais e os índices de mercado internacional.

Morning call de Índices Internacionais

EUA entraram em shutdown: o que é que isso significa?

Imagem: Placa em inglês sobre o Shut-Down de 2017. Fonte: Diário de Notícias

Falando do cenário internacional, as bolsas mundiais fecharam sem direção única.

Nos Estados Unidos:

  • DOW JONES: -0,47%
  • S&P 500: -0,27%
  • NASDAQ: +0,14%

Já nas bolsas europeias tivemos os seguintes resultados:

  • DAX (Alemanha): +0,41%
  • FTSE 100 (Inglaterra): +0,08%
  • CAC 40 (França): -0,26%
  • FTSE MIB (Itália): +0,28%

Por fim, nas bolsas asiáticas:

  • Nikkei (Japão): -0,05%
  • Shangai (China): –%
  • KOSPI (Coreia do Sul): —%

Enquanto isso, as criptomoedas nas últimas 24h (7h21min):

  • Bitcoin: US$ 28.297 (+3,96%)
  • Ether: US$ 1.732 (2,70%)

Ainda, nas commodities: 

  • Ouro: US$ 1.863/Onça troy
  • Petróleo Brent (Futuros): US$ 95,31/barril (-0,07%)
  • Minério de Ferro (Futuros): US$ 120,79/tonelada (-0,04%)

Agora vamos falar de ações e stocks (exterior):

Morning call de ações

As 5 ações que mais caíram e mais subiram na semana | InvestNews

Imagem: painel com várias cotações e duas setas, uma verde e outra vermelha representando alta e baixa, respectivamente – Fonte: InvestNews

BRASIL

Agora que já fechamos o mês de setembro, vamos dar uma olhada no desempenho das ações durante o período?

As ações que mais caíram no mês foram:

  1. CASAS BAHIA (BHIA3) (-50,39%)
  2. P. AÇÚCAR – CBD (PCAR3) (-29,15%)
  3. MAGAZINE LUÍZA (MGLU3) (-23,19%)
  4. VAMOS (VAMO3) (-16,74%)
  5. LOJAS RENNER (LREN3) (-15,43%)
  6. EZTEC (EZTC3) (-14,61%)
  7. PETZ (PETZ3) (-13,87%)
  8. CARREFOUR BR (CRFB3) (-13,26%)
  9. EMBRAER (EMBR3) (-11,65%)
  10. REDE D’OR (RDOR3) (-11,34%)

O varejo, como se vê, sofreu e não foi calado, mas de modo geral o que estamos vendo é que as empresas do mercado doméstico de uma forma geral estão apanhando mesmo.

O setor varejista no Ibovespa enfrenta um ano desafiador em 2023, com quedas significativas em suas ações. As expectativas iniciais eram positivas, à medida que se antecipava o início de um ciclo de cortes de juros, o que seria muito bom. No entanto, uma série de fatores adversos afetou essas empresas, resultando em quedas em suas ações.

Os principais motivos para a queda das empresas varejistas incluem:

1. Reversão nas Expectativas sobre Taxas de Juros Globais:

O mês de setembro testemunhou uma reversão nas expectativas em relação às taxas de juros globais. Houve uma percepção de que o ciclo de aperto monetário nos países desenvolvidos, como os Estados Unidos e países europeus, estava chegando ao fim. No entanto, os bancos centrais desses países continuaram a elevar as taxas de juros, gerando incerteza entre os investidores.

2. Pressão Cambial:

O aumento das taxas de juros nos países desenvolvidos afetou o apetite dos investidores estrangeiros pelo mercado brasileiro, levando a uma fuga de capital estrangeiro e pressionando o dólar, o que por sua vez impactou negativamente as empresas brasileiras.

3. Alta nos Preços das Commodities:

Os preços do minério de ferro e do petróleo aumentaram globalmente, gerando preocupações sobre a inflação no Brasil e seu impacto nas empresas locais.

4. Competição de Empresas Estrangeiras:

Empresas chinesas, como Shein, Shopee e AliExpress, intensificaram sua presença no mercado brasileiro, oferecendo produtos de qualidade a preços mais baixos. Isso aumentou a competição para as varejistas brasileiras.

5. Questões Tributárias:

Mudanças na tributação de compras internacionais e aumento da carga tributária sobre empresas contribuíram para a pressão sobre as varejistas ligadas a bens discricionários e de baixa renda.

6. Resultados Fracos e Endividamento:

Muitas varejistas apresentaram resultados abaixo do esperado, refletindo a demanda fraca e, em alguns casos, altos níveis de endividamento. Algumas empresas enfrentam dificuldades em manter a rentabilidade de suas operações.

A Casas Bahia tem problemas de estrutura de capital e endividamento, com isso ela ficou com o pior desempenho, entretanto as empresas varejistas enfrentaram desafios macroeconômicos, de setor e de negócios que contribuíram para suas quedas nas ações. A competição intensificada, pressões cambiais e incertezas econômicas globais desempenharam um papel significativo na queda dessas empresas.

Por fim, a expectativa é que as varejistas se adaptem e consigam reestruturar suas operações para lidar com esses desafios e recuperar a confiança do mercado.

Enquanto isso, as empresas que conseguiram sair por cima da carne seca no mês anterior:

  1. CSN MINERAÇÃO (CMIN3) (+13,32%)
  2. BRF SA (BRFS3) (+12,72%)
  3. HAPVIDA (HAPV3) (+10,33%)
  4. PETROBRAS (PETR3) (+9,70%)
  5. SÃO MARTINHO (SMTO3) (+8,66%)
  6. PETROBRAS (PETR4) (+8,45%)
  7. SUZANO S.A. (SUZB3) (+8,24%)
  8. SABESP (SBSP3) (+5,37%)
  9. TELEF BRASIL (VIVT3) (+5,02%)
  10. ASSAÍ (ASAI3) (+4,74%)

Na primeira quinzena, havia otimismo devido às expectativas de impacto positivo das commodities e das taxas de juros. No entanto, isso mudou abruptamente no segundo tempo.

O cenário externo desfavorável, com a falta de estímulos na China e a indicação de juros mais altos nos Estados Unidos pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), prejudicou o Ibovespa. Isso levou à fuga de capital para ativos considerados mais seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA (treasuries).

As empresas que se destacaram em setembro foram principalmente ligadas a commodities, refletindo o desempenho desses ativos. A maior valorização foi da CSN Mineração, impulsionada pelo aumento do preço do minério de ferro. A BRF teve ganhos devido a especulações sobre uma possível aquisição pela Marfrig. As ações da Petrobras também subiram, influenciadas pela alta do petróleo e pelo fluxo estrangeiro otimista em relação ao Brasil.

PETROBRAS

A plataforma de exploração de petróleo P-71, da Petrobras, está se aproximando do pico de produção de 150 mil barris por dia, o que deve ser alcançado em outubro. Localizada no Campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a P-71 é uma estrutura do tipo FPSO e tem capacidade para processar 6 milhões de metros cúbicos de gás e armazenar até 1,6 milhão de barris de óleo.

Embora esteja se aproximando de um recorde de produção, não é a estrutura com maior capacidade de processamento de óleo na região do pré-sal. O FPSO Guanabara, no Campo de Mero, já atingiu 180 mil barris por dia. Atualmente, o pré-sal responde por 78% da produção da Petrobras, e a empresa planeja instalar mais 11 plataformas na camada até 2027. Além disso, a exploração no pré-sal tem contribuído financeiramente para o Brasil, com a Petrobras pagando royalties, participações especiais e pelo direito de exploração.

EXTERIOR

Os mercados europeus abriram com ganhos, mas caíram durante a manhã de segunda-feira devido a pressões contínuas sobre o setor de manufatura. O índice Stoxx 600 estava 0,4% menor às 10h53, horário de Londres. As ações de mineração permaneceram 0,56% mais altas, enquanto as ações de saúde caíram 1,16%.

Os últimos dados dos índices de gerentes de compras mostram uma queda na produção manufatureira e na demanda por novos pedidos. Os números da inflação na zona do euro também diminuíram para 4,3% em setembro, o que pode sugerir que o Banco Central Europeu atingiu o pico das taxas de juros.

Além disso, os futuros de ações dos EUA subiram na abertura das negociações, após um acordo temporário no Congresso dos EUA para evitar um fechamento do governo.

O Banco do Japão anunciou que aumentará suas compras de títulos em resposta ao aumento das taxas de juros dos títulos do governo. As taxas dos títulos do governo japonês atingiram o nível mais alto desde setembro de 2013.

A atividade de manufatura na zona do euro continuou em queda em setembro, com novos pedidos caindo em um ritmo raramente visto desde 1997. Isso também foi refletido na Alemanha, onde a produção caiu no ritmo mais acentuado em quase três anos e meio.

Agora vamos às notícias do cenário interno e mundial:

Resumo de notícias do Brasil e exterior

Brasil avança 5 posições, lidera na América Latina e está no 49º lugar no Índice  Global de Inovação - Agência de Notícias da Indústria

Imagem: uma mão feminina que segura um globo terrestre luminoso e dele saem inúmeras conexões luminosas e estruturas geométricas – Fonte: Agência de Notícias

BRASIL

OLHA ONDE “NÓIS CHEGOU”

O Brasil lidera o ranking de Índice Global de Inovação na América Latina, subindo 5 posições em relação a 2022 e ocupando agora o 49º lugar entre 132 países. Essa é a melhor posição do país em 12 anos. Apesar do avanço, a classificação ainda é considerada aquém do potencial do Brasil, dada sua posição como a 10ª maior economia do mundo.

O país superou o Chile (52º) e se tornou a economia mais inovadora da região, com o México (58º) em terceiro lugar na região. Entre os países do Brics, o Brasil ocupa a 3ª posição, à frente da Rússia e da África do Sul. Os 10 países mais bem classificados incluem a Suíça, Suécia, Estados Unidos, Reino Unido e outros. A classificação é divulgada anualmente pela OMPI em parceria com instituições internacionais.

OS GRINGOS ESTÃO VINDO PRA CÁ

O Brasil está vivenciando uma retomada do turismo internacional, com mais de quatro milhões de visitantes estrangeiros nos primeiros oito meses de 2023, gerando uma receita de US$ 4,45 bilhões, superando os níveis pré-pandêmicos. Agosto registrou a melhor receita em 28 anos, com US$ 657 milhões.

A Embratur planeja atrair mais turistas, focando em promover o afroturismo e expandir voos internacionais em parceria com companhias aéreas. A demanda por lazer e novos destinos está impulsionando o setor, e companhias aéreas estão anunciando voos adicionais para o Brasil. O governo também autorizou a devolução do ICMS cobrado sobre mercadorias compradas por turistas estrangeiros, incentivando o turismo internacional.

FINALMENTE CONQUISTAMOS UMA CADEIRA NA PRESIDÊNCIA

O Brasil assumiu a presidência do Conselho de Segurança da ONU, com um mandato de outubro a dezembro, e planeja pautar temas como paz e igualdade de gênero. A presidência do Conselho de Segurança é rotativa, e o Brasil é o país em desenvolvimento mais eleito para ocupar uma vaga rotativa no conselho, tendo sido eleito 11 vezes.

No entanto, o Brasil não conseguiu efetivar sua aspiração de se tornar membro permanente. O presidente Lula defende a reforma do Conselho de Segurança da ONU para torná-lo mais representativo e eficaz. O Brasil pretende destacar o papel das mulheres na prevenção de conflitos e na paz durante seu mandato.

HORÁRIO DE VERÃO

Ao que tudo indica não vai rolar o horário de verão neste ano, o motivo? boas condições de suprimento de energia e outros fatores.

Tanto a área técnica do Ministério de Minas e Energia quanto o ministro da pasta afirmaram que não há necessidade de adiantar os relógios neste ano. Os reservatórios das usinas hidrelétricas estão nas melhores condições de armazenamento dos últimos anos, e a oferta de energia elétrica aumentou devido ao uso crescente de usinas eólicas e solares.

Além disso, as mudanças no padrão de consumo de energia e o aumento do uso de ar-condicionado tornaram o horário de verão menos relevante do ponto de vista elétrico.

FOFOQUINHA…

A Companhia Saudita de Investimento Agrícola e Pecuário (Salic) está em negociações com o Ministério da Agricultura do Brasil para participar de um programa que visa recuperar e converter até 40 milhões de hectares de pastagens no país.

Isso poderia praticamente dobrar a área de produção de alimentos no Brasil sem a necessidade de desmatamento. Outros países, como Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes, também estão envolvidos nas negociações, mas os sauditas devem apresentar o maior investimento do grupo, que provavelmente será realizado por meio do Banco do Brasil.

Além disso, estão previstos outros projetos relacionados ao comércio de grãos e insumos agrícolas. As tratativas começaram após um encontro entre autoridades brasileiras e o CEO em exercício da Salic em julho, mas ainda não há acordo fechado.

MAIS EMPREGO NO SETOR DE ENERGIA RENOVÁVEL

O Brasil criou 1,4 milhão de empregos na área de energias renováveis em 2022, ficando em segundo lugar globalmente, atrás apenas da China. Isso é resultado do crescimento das energias renováveis, principalmente da energia solar, que gerou 241 mil empregos. Os biocombustíveis líquidos também tiveram um grande aumento, com 856 mil empregos. No mundo, a energia solar fotovoltaica foi a maior geradora de empregos, com 4,9 milhões de postos de trabalho. Esse crescimento das energias renováveis está atraindo investimentos e deve continuar criando empregos no Brasil e no mundo.

EXTERIOR

UM GIRO PELO MUNDO

No início do quarto trimestre, os mercados financeiros globais enfrentaram desafios, com ações e o euro em queda, os custos de empréstimos do mercado de títulos do governo em alta e um acordo de última hora para evitar um desligamento do governo dos EUA que teve impacto limitado nos futuros de Wall Street. As ações europeias começaram o trimestre com perdas, e os dados fracos do PMI contribuíram para a falta de confiança dos comerciantes. O índice MSCI mundial também caiu 7% desde julho, devido ao aumento dos preços do petróleo e dos custos globais de empréstimos.

O euro enfraqueceu ainda mais durante o trimestre, perdendo mais de 3% devido à força contínua do dólar americano, que se fortaleceu com as crescentes taxas de juros do Federal Reserve. O mercado japonês, por outro lado, viu uma valorização do iene, que atingiu 150 ienes por dólar, beneficiando os exportadores japoneses.

Os rendimentos dos títulos do governo europeu também continuaram a subir, com os títulos alemães de 10 anos atingindo 2,86%, o nível mais alto em 12 anos.

Embora um acordo de última hora tenha evitado um desligamento do governo dos EUA, os futuros de ações dos EUA não mostraram um forte entusiasmo, sugerindo que os riscos continuam presentes. As ações japonesas foram impulsionadas por dados positivos da pesquisa Tankan do Banco do Japão, embora o Banco Mundial tenha reduzido suas previsões para a economia chinesa.

Em relação às moedas, o dólar permaneceu forte em relação a muitas delas, exceto o iene, onde atingiu seu maior nível em um ano. O mercado de títulos e câmbio continuou a ser influenciado pelo cenário de taxas de juros dos EUA e pela venda de ienes e títulos japoneses.

CASAS NO REINO UNIDO

Os preços das casas no Reino Unido se mantiveram estáveis em setembro em relação ao mês anterior, mas caíram 5,3% em relação ao ano anterior, de acordo com o credor Nationwide.

MANUFATURA NA ZONA DO EURO

A atividade de manufatura na zona do euro continuou em queda em setembro, com novos pedidos caindo em um ritmo raramente visto desde 1997. Isso também foi refletido na Alemanha, onde a produção caiu no ritmo mais acentuado em quase três anos e meio.

BANCO DO JAPÃO

O Banco do Japão anunciou que aumentará suas compras de títulos em resposta ao aumento das taxas de juros dos títulos do governo. As taxas dos títulos do governo japonês atingiram o nível mais alto desde setembro de 2013.

Assim termina nosso morning call. Bons investimentos.

Quer saber mais sobre algum assunto desta edição? Vai lá no @evysardinha que a gente bate um papo legal sobre os assuntos trazidos aqui.

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