Meg Whitman: trajetória de sucesso da ex-CEO da HP

Conheça a trajetória completa de Meg Whitman, executiva que transformou o eBay em gigante global e liderou o turnaround da HP!

26 de junho de 2026 - por Sidemar Castro


Meg Whitman é uma das executivas de negócios e figuras políticas mais influentes dos Estados Unidos. Ela é amplamente reconhecida por ter liderado algumas das gigantes da tecnologia mundial, como o eBay e a Hewlett-Packard (HP), além de ter atuado como embaixadora dos Estados Unidos no Quênia.

Conheça a biografia desta personalidade do mundo corporativo e da política. Leia!

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Quem é Meg Whitman?

Meg Whitman (Margaret Cushing Whitman) é uma figura destacada do mundo dos negócios americanos, uma das executivas mais bem-sucedidas do Vale do Silício. Ela ficou mundialmente conhecida por pegar o eBay ainda pequeno e transformá-lo na potência que é hoje.

Depois, foi tentar salvar a gigante HP e, mais tarde, aventurou-se na política, concorrendo ao governo da Califórnia e, finalmente, servindo como embaixadora dos EUA no Quênia. Ela é uma republicana moderada que acabou apoiando democratas, e sua história é cheia de acertos, erros e muito dinheiro investido.

Biografia e história de Meg Whitman

Nascimento, juventude e educação

Nascida em 1956 em uma família tradicional de Nova York, Meg sempre foi estudiosa. Ela era tão boa aluna que pulou um ano no colégio. A princípio, queria seguir carreira na medicina, mas a vida a levou para outro caminho.

Vida pessoal

Meg é casada desde 1980 com o Dr. Griffith Harsh IV, um respeitado neurocirurgião que estudou em Harvard e Stanford. Ela equilibrou a vida de mãe de dois filhos com a rotina de viajar constantemente a trabalho. A família sempre foi uma base sólida para ela, mesmo com as constantes mudanças de emprego e cidade.

Formação

A grande virada na sua vida acadêmica aconteceu por acaso. Durante as férias de verão da faculdade, ela conseguiu um emprego vendendo anúncios para uma revista chamada Business Today. Foi ali, lidando com empresários e aprendendo na prática como funciona o mundo dos negócios, que ela percebeu que sua verdadeira paixão não era a medicina, mas sim a economia e os negócios.

Ela mudou de curso imediatamente e se dedicou de corpo e alma à nova escolha. O resultado foi brilhante: em 1977, ela se formou em economia com honras pela Universidade de Princeton. Mas não parou por aí.

Dois anos depois, em 1979, conquistou o cobiçado MBA na Harvard Business School, uma das escolas de negócios mais prestigiadas do mundo. Mais tarde, em reconhecimento à sua carreira e às suas doações, a Universidade de Princeton batizou um de seus colegiados residenciais de “Whitman College”, uma honra rara para uma ex-aluna viva.

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Trajetória e carreira de Meg Whitman

Início da carreira

Começou de baixo, como gerente de produtos de marcas de consumo na Procter & Gamble, aprendendo na prática como vender e lidar com o público. Depois, passou por consultorias e cargos de planejamento em empresas como Disney e Hasbro, onde, por sinal, foi a responsável por trazer os Teletubbies para a televisão americana.

eBay

Em março de 1998, Meg tomou uma decisão que mudaria sua vida para sempre. Ela aceitou o cargo de CEO do eBay, uma pequena empresa de leilões online com sede em San Jose, na Califórnia. Na época, a empresa tinha apenas 30 funcionários, uma receita anual de míseros 4 milhões de dólares e um ar de bagunça controlada.

Meg, com seu tino organizacional, viu ali um potencial gigantesco. Ela trouxe disciplina profissional para uma empresa que era movida pela paixão da comunidade, criou processos, expandiu a operação e, o mais importante, nunca perdeu a essência de que o eBay era sobre “pessoas conectando pessoas”. O resultado foi espetacular.

Em dez anos como CEO, até 2008, ela transformou o eBay em uma gigante global com 15 mil funcionários e uma receita anual de 8 bilhões de dólares. Foi sob sua liderança que o eBay comprou o PayPal por 1,5 bilhão de dólares em 2002, uma jogada que muitos criticaram na época, mas que se mostrou genial.

Também foi ela quem comandou a compra do Skype por 4,1 bilhões de dólares em 2005. Quando ela saiu do cargo, em 2007, permaneceu como conselheira até o final de 2008, deixando um legado de crescimento explosivo e inovação.

A revista Fortune a elegeu uma das mulheres mais poderosas do mundo, e o Harvard Business Review a nomeou uma das oito melhores CEOs da década. O Financial Times, por sua vez, a incluiu entre as 50 pessoas que moldaram a década de 2000.

Em 2008, foi introduzida no Hall da Fama dos Negócios dos Estados Unidos, uma honraria rara e merecida.

Hewlett-Packard

Em 2011, Meg aceitou um desafio muito diferente do eBay. A Hewlett-Packard (HP) era uma gigante de 70 anos, inchada, perdida e passando por uma crise de identidade.

O conselho de administração a chamou para apagar o incêndio, e ela assumiu como CEO em setembro de 2011. O cenário era sombrio: as ações despencavam, os funcionários estavam desmoralizados e os concorrentes avançavam.

Sua primeira grande decisão foi ousada: ao contrário do que seu antecessor planejava, ela decidiu manter a divisão de computadores pessoais (PCs), que era a espinha dorsal da empresa.

Mas sua jogada mais importante veio em 2015, quando anunciou a divisão da HP em duas empresas separadas. De um lado, a HP Inc., focada em computadores e impressoras para o consumidor. De outro, a Hewlett Packard Enterprise (HPE), focada em servidores, software e serviços para grandes empresas.

A decisão foi complexa, mas deu à cada negócio a liberdade para crescer com suas próprias estratégias. Nos anos seguintes, Meg trabalhou para reerguer a moral da empresa, cortar custos e recuperar a confiança do mercado.

Em 2017, ela deixou o cargo de CEO da HPE. Sua passagem pela empresa não foi tão gloriosa quanto a do eBay, mas foi considerada bem-sucedida por ter estabilizado um navio que estava à beira do naufrágio.

O que pouca gente lembra é que, no início, a imprensa especializada a criticou duramente, e a Bloomberg a nomeou a “CEO com pior desempenho” em 2013. Ela provou estar errada, e as ações se recuperaram.

Quibi

Esse foi seu maior fracasso profissional. Ela se juntou ao mago de Hollywood Jeffrey Katzenberg para criar uma plataforma de vídeos curtos para assistir no celular. A ideia parecia boa, mas nasceu morta. O aplicativo foi lançado na época errada (pandemia) e o público não se interessou. Todo o dinheiro investido foi perdido, e a empresa fechou em menos de um ano.

Outras atuações

Meg nunca ficou parada. Sempre foi convidada para sentar em conselhos de administração de empresas gigantes, de bancos como Goldman Sachs a montadoras como General Motors, sempre sendo ouvida por sua experiência.

Investimentos esportivos

Nos últimos anos, ela se interessou pelo mundo dos esportes eletrônicos , investindo em um clube de jogos profissionais. Além disso, virou sócia minoritária de um time de futebol em Cincinnati, mostrando que seu faro para negócios vai além da tecnologia.

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Carreira política e diplomacia

Sua carreira política começou arrecadando fundos para republicanos como Mitt Romney.

Em 2010, decidiu entrar ela mesma na briga. Gastou uma fortuna pessoal tentando ser governadora da Califórnia, quebrando recordes de investimento próprio, mas perdeu feio para o veterano Jerry Brown.

Com o tempo, se decepcionou com o rumo do partido, especialmente com a ascensão de Donald Trump. Criticou Trump abertamente, comparando-o a ditadores, e declarou voto em Hillary Clinton e depois em Joe Biden.

Por causa desse apoio, Biden a nomeou embaixadora no Quênia. Lá, ela ficou dois anos, até que, com a vitória de Trump em 2024, pediu para sair do cargo.

Meg Whitman e a filantropia

Ao contrário de muitos bilionários, ela não fez questão de estampar sua filantropia. Criou uma fundação familiar com o marido, mas recusou o convite público de Warren Buffett para doar metade da fortuna.

Sua doação mais famosa foi de 30 milhões de dólares para a Universidade de Princeton, que batizou um colégio residencial com seu nome. Ela também dedica seu tempo a causas ambientais no conselho da The Nature Conservancy.

Prêmios de Meg Whitman

Sua estante de prêmios é cheia. Foi eleita pela Forbes uma das mulheres mais poderosas do mundo diversas vezes. Seu trabalho no eBay a colocou no Hall da Fama dos Negócios dos EUA. E, ironicamente, por seu fracasso na HP, chegou a ser listada pela Bloomberg como a CEO com pior desempenho em relação ao mercado.

Mas a universidade Carnegie Mellon a reconheceu com um título honorário, provando que, em sua carreira, ela coleciona tanto elogios quanto críticas.

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