Proventos: o que são, quais são os tipos e como funcionam?

3 de abril de 2025 - por Diogo Silva


Muitas pessoas sonham em se organizar financeiramente e conseguir viver com renda passiva. Isso significa que o indivíduo vive sem depender de um trabalho direto, seja por aposentadoria ou por independência financeira. Uma forma de alcançar isso é investindo o dinheiro. Principalmente, em ativos que paguem proventos.

Investidores com ampla visão de mercado, que enxergam a longo prazo e buscam por recebimento de renda passiva podem construir seus patrimônios assim. Diante do assunto, trouxemos mais explicações sobre os proventos. Confira.

O que são proventos?

Os proventos representam, em essência, uma maneira de uma empresa recompensar seus acionistas. Desse modo, uma companhia de capital aberto negociada na bolsa de valores tem a possibilidade de beneficiar todos que compraram suas ações.

Essa distribuição pode ocorrer de diferentes formas, dependendo das políticas e estratégias de cada empresa. Por isso, investir em companhias listadas na bolsa se mostra ainda mais atrativo, já que o investidor não precisa contar apenas com a valorização dos papéis para obter retorno financeiro.

Além disso, algumas empresas oferecem ações preferenciais, que garantem aos investidores certos privilégios, como prioridade no recebimento de proventos e, em alguns casos, valores mais elevados.

Em contrapartida, quem adquire ações ordinárias tem o direito de participar das assembleias e exercer seu voto em decisões importantes para a organização, embora, normalmente, receba menos vantagens financeiras em comparação aos detentores de ações preferenciais.

Por último, vale destacar que esse tipo de benefício não se limita apenas às ações. Fundos de investimento, por exemplo, também repassam lucros periodicamente aos seus cotistas.

Quais são os tipos de proventos?

1. Dividendos

Em primeiro lugar, os dividendos representam a forma mais conhecida de provento. As empresas distribuem parte do lucro líquido entre os acionistas, proporcionalmente à quantidade de ações que cada um possui.

Por exemplo, se a empresa anuncia o pagamento de R$ 2,00 por ação e você tem 500 ações, receberá R$ 1.000,00. Além disso, os dividendos podem ser:

  • Obrigatórios: estabelecidos no estatuto da empresa, com um percentual mínimo a ser pago aos acionistas;
  • Extraordinários: pagos em situações especiais, quando a companhia decide repartir lucros adicionais.

Vale lembrar que a periodicidade dos dividendos varia. Algumas empresas pagam trimestralmente, outras semestralmente ou até anualmente. Por isso, é importante ficar atento aos anúncios oficiais.

2. Juros sobre Capital Próprio (JCP)

Em segundo lugar, o JCP funciona de forma parecida aos dividendos, mas oferece vantagens tributárias para a empresa. Ao pagar JCP, a companhia consegue reduzir sua base de cálculo do Imposto de Renda, já que esse valor conta como despesa financeira.

Por outro lado, o acionista paga 15% de imposto sobre o valor recebido. Mesmo assim, o JCP continua sendo um importante complemento à renda dos investidores. Em geral, o JCP também é anunciado com antecedência e depositado diretamente na conta do investidor.

3. Bonificação em ações

Em alguns casos, a empresa escolhe distribuir ações extras para seus acionistas, em vez de pagar em dinheiro. Essa prática, chamada bonificação em ações, aumenta a quantidade de papéis que o investidor possui.

Por exemplo, em uma bonificação de 10%, quem tem 100 ações passa a ter 110. No entanto, o valor de cada ação é ajustado, mantendo o patrimônio do acionista equilibrado. Essa estratégia costuma aparecer quando a empresa deseja reforçar seu capital social e estimular o acionista a manter a participação no longo prazo.

4. Bonificação em dinheiro

Embora menos frequente, algumas empresas optam por entregar bonificações em dinheiro. Esse tipo de provento não depende, necessariamente, do lucro do exercício.

Geralmente, a companhia usa recursos obtidos de vendas de ativos ou lucros acumulados. Como resultado, o acionista recebe um pagamento adicional inesperado, o que torna a experiência de investir ainda mais atrativa.

5. Direitos de subscrição

Por fim, quando a empresa precisa levantar capital, ela oferece aos acionistas a prioridade para comprar novas ações a um preço vantajoso. Esse direito de subscrição permite ao investidor ampliar sua participação ou, se preferir, vender o direito no mercado e lucrar com ele.

Essa prática reforça o compromisso da empresa com quem já investe nela e cria oportunidades adicionais para gerar ganhos.

Como funcionam os pagamentos de proventos?

Os proventos seguem um cronograma definido por cada empresa e, na maioria das vezes, são creditados diretamente na conta corrente dos investidores. Cada companhia estabelece suas próprias datas e prazos, que fazem parte da sua política de distribuição de resultados.

Por exemplo, a data de declaração é o momento em que a empresa divulga oficialmente o valor dos proventos. Já a data de pagamento indica o dia em que esses valores chegam, de fato, à conta dos acionistas. Essas informações costumam ser publicadas em comunicados oficiais e também podem ser consultadas no site de relações com investidores da empresa.

Além disso, as empresas organizam contas bancárias específicas para realizar esses pagamentos. Essas contas são totalmente separadas das operações diárias da companhia, o que ajuda a manter o processo seguro, transparente e bem estruturado.

É importante lembrar que o valor pago em proventos pode mudar de um período para outro. Essa variação depende dos resultados financeiros alcançados pela empresa, de seu desempenho no mercado e das diretrizes internas sobre distribuição. Por isso, acompanhar as atualizações e comunicados da empresa é fundamental para que o investidor entenda o funcionamento dos pagamentos e saiba exatamente as datas e condições definidas.

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Fontes: Infomoney; Empiricus; Content; Serasa

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