30 de março de 2026 - por raulsena1
Muito tem se falado sobre um possível “reset global”. Essa teoria sugere que estamos na última janela em que é possível enriquecer e quem não conseguir construir patrimônio nos próximos 5 anos, ficaria para trás definitivamente.
Parte dessa tese se apoia no aumento das tensões globais e nos conflitos geopolíticos que estamos presenciando nos últimos anos.
Mas, olhando com mais calma, isso não é uma grande novidade. Na verdade, é uma ideia até infantil de certa forma. A história mostra que o mundo funciona em ciclos. Períodos de relativa estabilidade são seguidos por fases de maior tensão. A ideia de que viveríamos em uma paz permanente, na verdade era pouco realista. Quem realmente estuda sobre o assunto, sabia que em algum momento isso ocorreria.
Não quer dizer que estamos prestes a ver um colapso global. Mesmo em momentos críticos, existe um limite racional para o conflito.
A inteligência artificial vai acabar com os empregos?
Outro ponto que começaram a falar agora, diz respeito ao avanço da inteligência artificial. Estão dizendo que o ser humano não tem mais nada para fazer. Isso porque a tecnologia não está substituindo apenas o trabalho manual, mas também tarefas cognitivas.
E isso levanta uma preocupação: se as máquinas conseguem fazer esse tipo de trabalho, o que sobra para nós, humanos?
Mas, na realidade, essa discussão não é nova. Em diferentes momentos da história, cada grande avanço tecnológico trouxe o mesmo de medo. E, ainda assim, o mercado de trabalho não desapareceu, ele se transformou.
Existe uma questão estrutural que muitas dessas teorias ignoram. O próprio sistema econômico depende de pessoas consumindo.
Se as empresas automatizarem tudo e reduzirem drasticamente os salários ou o número de trabalhadores, quem vai comprar os produtos? Não adianta produzir de forma extremamente eficiente, se não há demanda.
O capitalismo precisa de circulação de renda. Empresas pagam salários, os trabalhadores consomem e esse ciclo sustenta o crescimento econômico. Romper completamente com isso, levaria ao colapso do capitalismo.
As promessas das big techs
Outro ponto que merece atenção é o nível de expectativa criado pelas grandes empresas de tecnologia.
Nos últimos anos, vimos promessas ambiciosas: carros totalmente autônomos, metaverso dominando o cotidiano, robôs domésticos amplamente disponíveis. A realidade, até agora, é mais moderada. Houve avanços importantes, mas nada tão grandioso quanto o que foi anunciado.
Na verdade, o ritmo da mudança costuma ser muito mais lento e complexo do que as narrativas sugerem.
Além disso, muitas dessas transformações dependem de fatores básicos que nem sempre são considerados: infraestrutura, energia, mão de obra especializada e até limitações físicas. A inteligência artificial, por exemplo, ainda depende de enormes data centers, consumo energético elevado e profissionais qualificados para operar e evoluir.
Apesar dos avanços, a inteligência artificial ainda está longe de substituir completamente o ser humano. Na prática, ela funciona melhor como ferramenta do que como substituta. Pode aumentar a produtividade, reduzir custos e facilitar tarefas, mas ainda depende de orientação humana em diversos contextos.
Uma oportunidade única?
A ideia de que existe uma “última chance” para enriquecer costuma surgir em momentos de incerteza. Ela cria urgência, mas também simplifica demais uma realidade que é muito mais gradual.
Sim, estamos passando por mudanças importantes. No entanto, não estamos tão próximos assim desse colapso global. Na verdade, estamos bem distantes disso, existe um caminho muito longo que deve ser percorrido.
Ainda não existe robô que cozinha ainda, não existe nem robô que lava dentro do carro. As pessoas estão sendo muito alarmistas quanto a isso, não precisa desse drama todo. É claro que vale a pena investir em inteligência artificial, existem boas empresas, mas definitivamente o cenário não é tão catastrófico quanto o que pregam por aí.
Quer entender melhor sobre essas teorias e o porquê penso diferente do que estão falando por aí? Então, assista ao vídeo em que expliquei melhor sobre!
E se você quer aprender a investir, independente do cenário político atual, te convido a conhecer a AUVP, que é nossa escola de investimentos. Faça a sua análise de perfil e se você receber aprovação, além de utilizar um sistema inteligente para a gestão de seus ativos, você vai aprender a investir no Brasil e no mundo inteiro.

E para ficar por dentro das principais informações do mercado financeiro, acompanhe os conteúdos do canal @investidorsardinha e do perfil @oraulsena no Instagram.
Leia também: Por que a elite brasileira NÃO está investindo?