Por que morar de aluguel é BURRICE da classe média?

Morar de aluguel ainda é a melhor alternativa no Brasil ou é melhor comprar? É isso que vou responder hoje!

8 de maio de 2025 - por Thiago


Durante muitos anos, viver de aluguel no Brasil foi visto como uma alternativa mais acessível, flexível e até financeiramente vantajosa em comparação com comprar um imóvel. No entanto, esse cenário tem mudado e muitas pessoas ainda não perceberam isso. Principalmente, porque não colocaram os números na ponta do lápis.

Antes de tudo, precisamos falar sobre o índice que regula os reajustes de aluguel no Brasil: o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado). Ele é frequentemente usado como base para corrigir contratos de aluguel e sofreu variações consideráveis ao longo das décadas.

Para entender o poder corrosivo da inflação no valor dos aluguéis, usamos a Calculadora do Cidadão, do Banco Central, que permite corrigir valores com base em índices econômicos oficiais. É uma das ferramentas mais confiáveis, com a série do IGP-M desde 1989; a conta parte de 1995 para evitar converter valores de moedas anteriores ao real, lançado em 1994.

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O aluguel ao longo dos anos

Em 1995, o salário mínimo era de apenas R$ 100. A classe média da época, porém, ganhava de 6 a 8 vezes esse valor. Com isso, o valor médio de um aluguel para essa faixa de renda girava em torno de R$ 150 a R$ 300.

Usando a calculadora do Banco Central para corrigir esses valores, temos:

  • R$ 150 em 1995 equivalem a cerca de R$ 1.676 em 2025.
  • R$ 300 em 1995 equivalem a mais de R$ 3.352 hoje.

Isso mostra que o reajuste acumulado do aluguel superou os 1000% desde 1995, com uma média de mais de 8% ao ano.

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Simulando: comprar ou alugar?

Para facilitar a comparação, usamos a calculadora aluguel x financiamento, ela é gratuita e permite inserir dados reais da sua região.

Cidades do interior ou fora das capitais tendem a ter uma valorização média de 4% ao ano.

Já em capitais como São Paulo, João Pessoa, Recife e outras que passam por revitalização urbana, a valorização pode chegar a 8%. Em lugares como Goiânia ou Balneário Camboriú, os preços chegaram a dobrar em apenas cinco anos, algo fora da curva, mas que serve de alerta para o potencial de valorização imobiliária em certas regiões.

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Os números da simulação de 30 anos

No vídeo, a calculadora foi preenchida com um imóvel comum de classe média fora das capitais, de R$ 350 mil, e aluguel de R$ 1.750, cerca de 0,5% do valor do imóvel por mês. Os dois cenários partem do mesmo dinheiro: R$ 85 mil, que quem financia usa na entrada e nos custos de cartório e financiamento, e quem aluga deixa investido. O financiamento é de 30 anos.

  • No começo, o aluguel ganha. Quem aluga paga R$ 1.750, deixa os R$ 85 mil rendendo e ainda investe a diferença para a prestação, que começa em torno de R$ 3.000. Para quem financia, não sobra nada para investir.
  • Depois de 72 meses, a situação vira. O aluguel, reajustado todo ano, passa a prestação, que vai caindo. A partir daí, quem financiou investe a diferença todos os meses.
  • No fim dos 30 anos, quem alugou pagou cerca de R$ 2,39 milhões em aluguel e conseguiu investir R$ 181 mil. Quem financiou pagou R$ 768 mil pelo imóvel, investiu cerca de R$ 1,76 milhão e somou perto de R$ 7,4 milhões entre imóvel valorizado e investimentos.

O resultado muda com os dados. Juros do financiamento, reajuste do aluguel, valorização da região e rentabilidade da carteira mexem na conta, por isso vale refazer a simulação com os números da sua cidade. Uma forma de estimar a valorização local é comparar o preço pago por um imóvel da família décadas atrás com quanto ele vale hoje.

Faz sentido financiar um imóvel?

Ao preencher todas essas informações na calculadora, você verá o resultado de qual é a melhor alternativa. Na simulação do vídeo, financiar e ir investindo conforme for possível foi a melhor opção. Mas por quê?

Porque ao final, quem financia e vai investindo, conforme o valor da parcela reduz, vai conseguir investir um montante maior do que quem mora de aluguel. Afinal, o aluguel vai ficar cada vez mais caro, pois é reajustado continuamente. Lembrando que essa simulação é feita considerando que você tem o valor para dar a entrada no imóvel.

No entanto, quem opta por permanecer no aluguel teria o valor da entrada para investir logo de cara. E quem opta por financiar, usaria o valor para a entrada. Mas, mesmo nesse cenário, ainda compensaria mais financiar e ir investindo conforme o valor da parcela reduzir.

Estilo de vida

Apesar disso, a decisão entre comprar ou alugar não é apenas matemática. Envolve também estilo de vida, objetivos de longo prazo e segurança. No entanto, os dados mostram que, financeiramente, comprar um imóvel tem sido uma decisão mais vantajosa na maioria dos casos.

Por isso, a recomendação é fazer as contas com base na sua realidade. Quer entender melhor como fazer a conta? Então, assista ao vídeo!

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Perguntas frequentes

Morar de aluguel é sempre pior do que comprar?

Não. Na simulação do vídeo, financiar e investir o que sobra terminou melhor em 30 anos, mas o resultado depende do preço do imóvel, do reajuste do aluguel, dos juros do financiamento e da rentabilidade dos investimentos. Faça a conta com os dados da sua cidade.

Por que o aluguel perde no longo prazo?

Porque a prestação do financiamento vai caindo ao longo do contrato, enquanto o aluguel é reajustado todo ano. No começo, quem aluga paga menos e investe mais; com o tempo, o aluguel passa a prestação, e quem financiou passa a investir a diferença todo mês.

Quem não deveria comprar imóvel agora?

Quem ainda não sabe em que cidade vai morar, quem pode se mudar por trabalho, quem ainda não decidiu se vai formar família e quem mora com os pais sem pressa de sair. Nesses casos, o vídeo recomenda deixar o dinheiro investido e decidir mais à frente, porque repassar um financiamento é difícil.

E se eu não tenho o dinheiro da entrada?

Aí não existe a escolha entre alugar e financiar: a única opção no momento é alugar, enquanto você junta o valor da entrada e dos custos de cartório e financiamento.

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