Ordem de Pagamento (ORPAG): o que é, tipos e como funciona

30 de maio de 2025 - por Diogo Silva


Embora não seja tão popular hoje em dia, a Ordem de Pagamento ainda é muito útil! Atualmente, o Pix é o método de transição mais popular. No entanto, a ORPAG tem suas vantagens, como a não obrigatoriedade de uma conta bancária para enviar ou receber qualquer quantia de dinheiro.

Mas, entre as desvantagens, destaca-se o tempo para ter acesso ao dinheiro. Bom, trouxemos uma explicação completa sobre o assunto. Confira a seguir.

O que é ordem de pagamento (ORPAG)?

Ordem de Pagamento, ou ORPAG, é uma opção para quem deseja movimentar dinheiro sem precisar de uma conta bancária, permitindo que outras pessoas retirem fundos ou cheques no banco.

É como se fosse uma autorização para movimentação financeira nas organizações privadas.

Hoje a Ordem de Pagamento não funciona como um tipo de transferência comum, como já foi um dia. Mas ainda bem muito tradicional no sistema bancários.

Em tempos de Pix, pode não parecer, mas é muito útil para enviar dinheiro para pessoas que não têm conta bancária.

Para que serve a ordem de pagamento?

Como dito, a Ordem de Pagamento serve para enviar e receber dinheiro, seja para o exterior ou em território nacional, para pessoas que não têm conta bancária. Basta preencher os documentos corretamente e levar até o banco para envio.

Quem receberá o dinheiro, poderá escolher a opção de sacar em espécie ou cheque. Dependendo da quantia, essa pode não ser uma escolha segura, deixar no banco uma bolsa ou mala com dinheiro em espécie.

Não há limite máximo ou mínimo para envio de dinheiro por meio dessa ordem. Mas, pela natureza da transação, dificilmente são feitas transferência menores de R$ 1.000,00.

Tipos de ordem de pagamento

1. Cheque Internacional

Esse tipo é o que utilizamos para transferir dinheiro para o exterior. Normalmente, é emitido na moeda local, mas é muito comum encontra-lo em euro ou dólar, que são moedas mais estáveis.

2. Ordem Comercial

A Ordem Comercial é quando uma empresa recorre ao banco para mandar dinheiro para outra pessoa ou uma organização. Essa é uma forma de garantir que o fornecedor receba o pagamento pelo que vendeu.

3. Ordem de Pagamento Cruzada

Já a Ordem de Pagamento Cruzada, trata-se da solicitação para que um montante seja transferido a um intermediário. Ou seja, não vai direto par o beneficiário final.

Como fazer ordem de pagamento?

Não é difícil fazer uma Ordem de Pagamento. Como falamos acima, é só preencher a documentação, seguindo os seguintes passos:

  • Escolha a instituição financeira;
  • Preencha o formulário fornecido por ela;
  • Pague a taxa de serviço;
  • Pegue o comprovante e envie o valor ao destinatário.

O formulário solicita algumas informações padrões, como:

  • Valor, moeda e cotação;
  • Remetente: nome, endereço, CPF, telefone e outros dados;
  • Beneficiário: nome, CPF, endereço, telefone e mais informações;
  • Dados bancários do beneficiário;
  • Agência de destino, onde será feito o saque.

Como sacar uma ordem de pagamento?

Parece algo complexo, mas é totalmente o oposto. Para receber uma ordem de pagamento, basta ir à agência bancária indicada pela pessoa ou empresa que enviou o dinheiro.

O beneficiário, ou seja, quem irá receber o valor, não precisa ser correntista. Normalmente, em até 24 horas o valor ficará disponível para saque.

Você pode receber a Ordem de Pagamento por meio de cheque ou, se tiver uma conta, pode pedir o débito direto nela.

Prazo da ordem de pagamento

Diferente do Pix, por exemplo, que se realiza transações instantâneas, a Ordem de Pagamento tem um prazo maior. A partir do momento que o dinheiro é enviado, ele estará disponível somente 48 horas depois. Na verdade, esse é o prazo mínimo, podendo chegar ao máximo de sete dias.

Esse é um dos motivos de não ser tão utilizado hoje em dia, uma vez que o Pix faz o seu papel muito bem. Com a Ordem de Pagamento isso não é possível, pois o valor e a documentação precisam passar por uma análise no banco.

Quais são as vantagens e desvantagens da ordem de pagamento?

A ORPAG, assim como qualquer tipo de transferência, apresenta vantagens e também desvantagens. Logo, você precisa analisar com cuidado se vale a pena para a sua situação.

Vantagens

  • Segurança, visto que a ORPAG evita o transporte de dinheiro em espécie, garantindo assim maior segurança;
  • Abrangência: você pode ainda usá-la para fazer envios tanto nacionalmente, quanto internacionalmente.

Desvantagens

  • Prazo de compensação: em transferências internacionais, o prazo para compensação do pagamento pode ser um pouco maior do que em outras modalidades;
  • Limite de valor: embora tenhamos dito que não há limite de valor, algumas instituições específicas podem estabelecer esse limite. Por isso é interessante se atentar a isso;
  • Risco: apesar da segurança, a operação ainda pode passar por fraudes, como falsificação do documento ou intercepção dos dados durante o envio.

Cuidados de segurança com a ordem de pagamento (ORPAG)

Ao optar por esse serviço, é preciso se atentar a alguns cuidados de segurança, principalmente se optar por um envio internacional. Destacam-se:

  • Não vá desacompanhado, se for sacar;
  • Escolha uma agência que você já tenha conhecimento;
  • Não compartilhe isso com ninguém, nem mesmo com amigos e familiares. Diga que vá ao banco, mas sem dizer o motivo;
  • Tente disfarçar o que está fazendo. Uma dica é: leve boletos, como se fosse pagá-los;
  • Peça ao caixa para ser discreto;
  • Ao sair do banco, vá direto para casa. Não pare em outros lugares.

História da ordem de pagamento (ORPAG)

A ordem de pagamento surgiu como uma solução simples e segura para transferir dinheiro entre pessoas, especialmente quando ainda não era comum ter conta bancária. Isso era muito usado em tempos em que bancos e meios digitais ainda não estavam tão acessíveis.

Lá atrás, quem queria mandar dinheiro para alguém, geralmente em outra cidade, ia até um banco ou casa financeira, entregava o valor em mãos, e o banco emitia uma “ordem” para que a pessoa do outro lado pudesse sacar o dinheiro. Era uma espécie de recado oficial: “pode pagar esse valor para uma pessoa ou empresa”. Quem recebia só precisava de um documento e do número da ordem.

No Brasil, esse tipo de operação foi crescendo e, para evitar fraudes ou desorganização, o Banco Central passou a regulamentar o serviço a partir da década de 1990.

A ORPAG então passou a ter regras bem definidas, garantindo mais segurança para quem envia e para quem recebe.

Com o avanço da tecnologia e o surgimento de transferências eletrônicas, TEDs, DOCs e mais recentemente o PIX, a ordem de pagamento foi perdendo espaço. Mas ela nunca desapareceu.

Até hoje, ainda é usada em situações bem específicas, como em processos judiciais ou quando o recebedor não tem ou não pode usar uma conta bancária.

Fontes: SUNO; C6 Bank; Remessa Online; Nomad Global; Celcoin;

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