17 de outubro de 2025 - por Diogo Silva
A depreciação é uma forma de acompanhar como os bens vão perdendo valor com o tempo, seja um carro, uma máquina ou um imóvel. A mais conhecida, a depreciação linear, é simples e fácil de entender: ela distribui a perda de valor de maneira constante, ano após ano, trazendo organização e clareza para o planejamento financeiro.
Mas nem tudo se desgasta do mesmo jeito. Alguns itens perdem valor mais rápido no começo, como acontece com equipamentos tecnológicos, enquanto outros têm seu desgaste ligado ao uso, como máquinas que se desgastam conforme produzem. Acompanhe conosco para entender melhor.
Leia também: Depreciação: o que é, como calcular e analisar?
O que é a depreciação linear?
A depreciação linear é uma maneira de entender, de forma bem prática, como um bem vai perdendo valor com o passar dos anos. Pense em um carro novo: no primeiro dia ele brilha, cheira a novo e funciona perfeitamente.
Mas, com o tempo, o uso constante, o desgaste natural e até os modelos mais modernos que surgem fazem com que ele valha cada vez menos. A depreciação linear traduz justamente isso; a ideia de que o valor de um bem diminui de forma gradual e constante ao longo da sua vida útil.
Funciona como uma forma organizada de reconhecer que nada dura para sempre. Se uma empresa compra um computador por R$ 5.000 e espera usá-lo por cinco anos, ela entende que, a cada ano, esse computador perde R$ 1.000 do seu valor.
Assim, ao final do quinto ano, o bem já terá sido totalmente depreciado. Esse processo ajuda tanto a manter as contas mais realistas quanto a planejar o momento certo de renovar equipamentos, substituindo o que já deu o seu melhor.
Como funciona a depreciação linear?
A depreciação linear funciona de forma bem direta! Ela distribui, de maneira igual, a perda de valor de um bem ao longo dos anos em que ele será usado. Isso significa que, a cada período, o bem perde a mesma quantia de valor, sem variações ou surpresas.
É uma forma simples e justa de representar o envelhecimento natural dos objetos e equipamentos, que se desgastam com o tempo e o uso.
Na prática, esse método ajuda a manter as finanças mais organizadas e realistas. Ao saber exatamente quanto um bem perde de valor por ano, fica mais fácil planejar substituições, investimentos e entender o verdadeiro custo de manter aquele item em funcionamento.
A depreciação linear traz clareza e equilíbrio para o controle patrimonial, traduzindo em números o que o tempo inevitavelmente faz: transformar o novo em usado.
Como calcular a depreciação linear?
Calcular a depreciação linear é basicamente entender, de forma simples e organizada, como um bem vai perdendo valor com o passar dos anos. A ideia é dividir essa perda igualmente ao longo do tempo, para que todo ano o valor caia na mesma proporção. Para isso, usa-se uma fórmula bem direta:
Depreciação anual = (valor de compra – valor residual) ÷ vida útil.
O valor de compra é quanto o bem custou quando foi adquirido. O valor residual é quanto ele ainda valerá quando já estiver no fim da sua vida útil, aquele restinho que ainda pode ser aproveitado ou revendido. Já a vida útil é o tempo que se espera que o bem dure antes de precisar ser substituído.
Vamos dar um exemplo! Uma empresa compra uma máquina por R$ 20.000, acredita que ela pode ser usada por 10 anos e que, no final desse tempo, ainda possa ser vendida por R$ 2.000.
Fazendo o cálculo, temos: (20.000 – 2.000) ÷ 10 = R$ 1.800 por ano. Isso significa que, a cada ano, essa máquina perde R$ 1.800 do seu valor original.
Esse método é uma forma prática e transparente de enxergar o desgaste natural dos bens; uma forma de lembrar que o tempo passa, o uso deixa marcas, e que tudo tem o seu ciclo.
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Quais são as vantagens e desvantagens da depreciação linear?
A principal vantagem da depreciação linear é que ela é simples, direta e fácil de acompanhar. Como o bem perde o mesmo valor todos os anos, o cálculo fica previsível e sem complicações.
Isso ajuda muito no planejamento financeiro, porque é possível saber exatamente quanto o bem vai custar ao longo do tempo. Além disso, esse método traz uma sensação de equilíbrio e transparência, já que mostra de forma constante e organizada como o tempo vai afetando o valor de cada item.
Mas, como tudo na vida, a depreciação linear também tem seu outro lado. Ela parte da ideia de que o bem se desgasta sempre no mesmo ritmo, o que nem sempre é verdade. Alguns equipamentos, por exemplo, perdem desempenho mais rápido no início, enquanto outros continuam firmes por anos antes de começarem a dar sinais de desgaste.
Essa rigidez faz com que o método nem sempre represente a realidade de uso de cada bem. Mesmo assim, ele continua sendo um dos mais usados justamente por ser prático e oferecer uma visão clara e constante do valor das coisas ao longo do tempo.
Quando usar a depreciação linear?
A depreciação linear é perfeita para situações em que o bem vai se desgastando de forma constante e previsível, sem grandes surpresas.
É como acompanhar o passar do tempo; alguns objetos perdem valor aos poucos, ano após ano, de maneira equilibrada. Por isso, ela costuma ser usada em móveis, imóveis, máquinas e equipamentos que têm uma vida útil bem definida e que são usados de forma regular.
Além disso, esse método traz uma sensação de segurança e organização. Como o valor que se perde a cada ano é sempre o mesmo, fica mais fácil planejar os gastos, controlar os bens e se preparar para substituições futuras.
Como falamos antes, é uma forma simples e transparente de acompanhar o desgaste natural das coisas, ajudando empresas e pessoas a terem uma visão clara do valor real dos seus ativos ao longo do tempo.
Os outros tipos de depreciação
Além da depreciação linear, existem outros jeitos de acompanhar como os bens vão perdendo valor, cada um adaptado à realidade de uso de cada item.
Um deles é a depreciação acelerada, que assume que alguns bens se desgastam mais rápido no começo da vida útil. É o caso de equipamentos tecnológicos, que logo ficam ultrapassados, ou máquinas que sofrem muito nos primeiros anos de uso intenso.
Esse método ajuda a refletir de forma mais realista a perda de valor, especialmente quando o desgaste não é uniforme.
Outro jeito é a depreciação por unidades produzidas, que não olha para o tempo, mas para a utilização do bem. Ou seja, o quanto ele é realmente usado determina quanto perde de valor.
Imagine uma máquina de fábrica que, quanto mais peças ela produz, mais se desgasta. Existem ainda outros métodos, como a depreciação decrescente ou progressiva, que tentam ajustar o ritmo da perda de valor de acordo com a realidade do bem.
Todos esses métodos têm a mesma mensagem.Tudo tem um ciclo de vida, e cada coisa se desgasta no seu próprio ritmo, seja aos poucos, mais rápido no começo ou conforme o quanto é usada.
Fontes: Mais Retorno; Diário Financeiro; Zarmoney; Sam Locação; Corporation Finance Institute; Suno;