Como investir em Bitcoins? Aula para iniciantes

23 de fevereiro de 2026 - por Raul Sena (Investidor Sardinha)


Nem todo investidor deseja aprender sobre carteiras digitais, chaves privadas ou soberania financeira. Para muitas pessoas, o interesse é exclusivamente financeiro: participar da possível valorização do ativo e incorporá-lo à carteira como mais uma classe de investimento.

Esse público é maior do que o grupo de entusiastas que enxergam o Bitcoin como uma revolução monetária. E é justamente para esse perfil que existem alternativas mais simples de exposição ao ativo.

No mercado de criptomoedas, existe uma frase bastante conhecida:“If not your keys, not your coins” que quer dizer algo como “Se não são suas chaves, não são suas moedas”.

A autocustódia consiste em comprar Bitcoin e transferi-lo para uma carteira sob controle exclusivo do investidor. É a forma mais segura de posse do ativo sob a ótica da independência financeira. No entanto, essa alternativa exige responsabilidade operacional, organização e algum conhecimento técnico. E nem todos desejam assumir esse papel.

Muitos investidores preferem abrir mão da soberania total em troca de praticidade, conveniência e familiaridade com estruturas tradicionais do mercado financeiro.

O risco de manter Bitcoin em exchanges

Uma prática comum é comprar Bitcoin em corretoras e manter o saldo nessas plataformas. Embora seja uma solução prática, o histórico do mercado mostra que essa decisão envolve riscos.

Ao longo dos anos, grandes exchanges simplesmente desapareceram ou entraram em colapso, deixando milhões de investidores sem acesso aos seus recursos.

Isso ocorre porque essas empresas:

  • operam com estruturas relativamente recentes
  • podem assumir riscos operacionais elevados
  • dependem de processos internos e governança próprios
  • não possuem a mesma robustez histórica das instituições financeiras tradicionais

As exchanges continuam sendo excelentes ferramentas de compra e venda. A questão central é a custódia de longo prazo.

ETFs de Bitcoin no Brasil

Para quem deseja simplicidade, os ETFs surgem como uma alternativa natural.

ETFs são fundos negociados em bolsa que replicam o desempenho de um ativo. No caso do Bitcoin, funcionam como um veículo regulado para exposição ao preço da criptomoeda.

A compra é feita diretamente pela corretora, na área de renda variável, como qualquer outro ativo de bolsa. O único requisito é possuir perfil de investidor compatível com ativos de maior risco.

ETFs de Bitcoin no exterior

Investidores com conta internacional encontram um mercado mais amplo e com taxas menores.

Entre as principais opções estão ETFs administrados por grandes instituições financeiras globais, com taxas entre 0,15% e 0,25% ao ano.

A presença de gestoras tradicionais traz um elemento adicional de confiança institucional, especialmente para quem prefere investir por meio de estruturas consolidadas.

ETFs de Bitcoin no exterior

Investidores com conta internacional encontram um mercado mais amplo e com taxas menores. Entre as principais opções estão ETFs administrados por grandes instituições financeiras globais, com taxas entre 0,15% e 0,25% ao ano.

A presença de gestoras tradicionais traz um elemento adicional de confiança institucional, especialmente para quem prefere investir por meio de estruturas consolidadas.

Bitcoin via bancos e plataformas de investimento

Outra alternativa que vem ganhando espaço é a compra de Bitcoin diretamente por bancos e plataformas financeiras.

Nesse modelo o banco realiza a custódia, o investidor visualiza o ativo como parte da carteira e não existe a necessidade de lidar com chaves privadas

Essa opção tende a atrair investidores que valorizam a segurança jurídica, a regulação e a familiaridade com instituições tradicionais.

Qual alternativa faz mais sentido?

A resposta depende do seu objetivo como investidor.

  • Autocustódia:maior independência e controle
  • ETFs:simplicidade e praticidade
  • Bancos e plataformas:conveniência e confiança institucional

Não existe uma resposta correta. Existe a alternativa mais coerente com o perfil e as prioridades de cada pessoa. Na minha opinião, a melhor opção sempre vai ser a autocustódia. Mas, isso vai de acordo com cada pessoa, cada perfil. Se você tem medo de perder a chave, já é uma pessoa mais de idade, talvez não seja a melhor alternativa de fato.

Agora, para quem busca apenas exposição ao potencial de valorização do ativo, o mercado já oferece soluções simples, reguladas e acessíveis.

Quer entender melhor sobre como começar? Assista a aula que fiz para quem começar com essas e várias outras dicas!

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