Tipos de investimentos de renda variável

Conheça mais sobre renda variável e veja se é o tipo de investimento que você deseja fazer. Acesse e informe-se com nosso texto!

30 de julho de 2025 - por Diogo Silva


Investir é uma das melhores formas de garantir um futuro financeiro estável. Mas existem diversas opções disponíveis e é preciso conhecer bem, pelo menos algumas delas, antes de fazer o investimento. Um dos mais populares é a renda variável! Você sabe o que é e como funciona esse método?

A fim de esclarecer as formas de investir o seu dinheiro, preparamos esse artigo. Confira a seguir antes de tomar qualquer decisão.

Veja também: Quais são os tipos de investimentos de renda fixa?

Tipos de investimentos de renda variável

1. Ações

Investir em ações é basicamente virar sócio de uma empresa. Quando você compra uma ação, está adquirindo uma parte dela, pequena, mas real.

Se a empresa crescer, for lucrativa e bem administrada, suas ações tendem a valorizar, e você pode lucrar vendendo mais caro ou recebendo dividendos. Mas nem tudo são flores: se a empresa tiver problemas ou o mercado não estiver num bom momento, o preço das ações pode cair, e aí seu investimento desvaloriza.

É um investimento com potencial alto, mas também com riscos. Ideal pra quem aceita ver o valor subir e descer no curto prazo, de olho no longo.

2. Fundos Imobiliários

Os FIIs são uma forma prática de investir em imóveis sem ter que comprar um prédio ou lidar com inquilino. Você compra cotas de um fundo que investe em imóveis, como shoppings, lajes corporativas ou galpões logísticos.

Em troca, recebe mensalmente uma parte do lucro, como se fosse um aluguel. É um investimento bem popular entre quem quer uma renda mais previsível.

Mas, claro, ele também tem riscos. Se o imóvel ficar vago, se o fundo fizer más escolhas ou se o mercado esfriar, a renda e o valor das cotas podem cair.

3. ETFs

O ETF reúne várias ações dentro de um único investimento e tenta seguir um índice da bolsa, como o Ibovespa. É como comprar um pedacinho de várias empresas ao mesmo tempo.

Ideal pra quem quer diversificar com pouco dinheiro e sem ter que ficar escolhendo ações uma a uma. O ponto de atenção é que, se o mercado estiver ruim, o ETF também vai acompanhar essa queda.

Leia também: Investimentos alternativos: o que são e quais são os tipos?

4. BDRs

Quer investir em empresas como Apple, Amazon, Google, mas sem sair do Brasil? É aí que entram os BDRs. Eles são recibos de ações estrangeiras negociados na bolsa brasileira.

Então você consegue se expor ao mercado lá fora, usando sua corretora aqui mesmo. O legal é essa diversificação internacional.

Mas, além dos riscos do próprio mercado americano, tem o fator do câmbio. Se o dólar cair, isso também afeta seu investimento, mesmo que a ação lá fora esteja indo bem.

5. Fundos de Ações

Se você quer investir em ações, mas não tem tempo pra ficar estudando o mercado, os fundos de ações podem ser uma boa.

Você coloca o dinheiro e deixa a gestão por conta de um profissional, que vai montar e cuidar da carteira do fundo. É uma forma de terceirizar esse trabalho.

Claro que você paga uma taxa por isso, e mesmo com um gestor bom, o fundo pode ter desempenho negativo. Mas é uma maneira prática de começar na renda variável sem ter que mergulhar de cabeça logo de cara.

6. Derivativos

Aqui o jogo é outro. Derivativos são instrumentos que você usa pra tentar lucrar com a variação de preços de algum ativo, pode ser uma ação, uma moeda, uma commodity.

Também servem pra proteção, mas muita gente usa pra especular mesmo. São bem mais arriscados e exigem um bom nível de conhecimento.

Com eles, dá pra ganhar muito em pouco tempo e também perder tudo na mesma velocidade. Se você é iniciante, o melhor é ir com calma ou estudar bastante antes de entrar nesse mundo.

7. Criptomoedas

Bitcoin, Ethereum, Solana. Essas moedas digitais ganharam o mundo com promessas de inovação e altos ganhos. E, de fato, muita gente lucrou com elas.

O lado bom é que elas são acessíveis e têm um potencial de valorização enorme. Mas o lado ruim é que são extremamente voláteis. Em questão de dias você pode ver seu investimento dobrar ou despencar.

Além disso, ainda há muita incerteza regulatória em vários países. Ou seja, é um investimento de alto risco, bom pra quem está disposto a enfrentar fortes emoções.

8. COEs

Sabe quando você quer experimentar a renda variável, mas sem se expor tanto? Os COEs podem ser uma alternativa. Eles são produtos que misturam renda fixa com renda variável, montados pra funcionar dentro de certos cenários. Alguns te garantem de volta todo o dinheiro investido, mesmo que não tenham lucro.

Outros oferecem a chance de ganhar mais, mas com menos proteção. São bons pra quem quer algo mais sofisticado, mas ainda não está pronto pra mergulhar de cabeça no mercado.

Leia também: Rodada de investimentos: o que é, como funciona e quais os tipos?

O que é renda variável?

Renda variável é basicamente qualquer tipo de investimento em que o resultado final é imprevisível. Você entra, mas não sabe exatamente quanto vai ganhar e nem se vai ganhar.

Pode dar muito certo, pode dar meio certo, ou pode dar errado. Tudo depende do mercado, do momento da economia, das empresas envolvidas, das decisões dos governos ou até de uma notícia que saiu no noticiário naquele dia.

É diferente da renda fixa, onde você já tem uma noção do retorno desde o começo. Na variável, o valor sobe e desce, às vezes no mesmo dia.

Um exemplo bem conhecido são as ações. Hoje elas estão em alta, amanhã podem cair. E isso vale também pra fundos imobiliários, ETFs, criptomoedas, entre outros.

Muita gente busca a renda variável porque ela tem mais potencial de lucro no longo prazo, mas ela também exige mais paciência e estômago pra aguentar os altos e baixos do caminho. Em resumo: não dá pra prometer nada, mas se você entender o jogo e for com calma, pode colher bons frutos com o tempo.

Riscos associados aos investimentos de renda variável

Investir em renda variável é entender, desde o começo, que não existe garantia de retorno. O valor dos seus investimentos vai subir e descer, às vezes no mesmo dia , e isso faz parte do jogo.

Essa oscilação natural é o primeiro grande risco. Se você não estiver preparado emocionalmente, pode acabar vendendo na hora errada, só porque ficou com medo.

Outro risco é o do mercado em si. Mesmo que você tenha escolhido bons ativos, se o cenário econômico piorar, tudo pode cair junto.

E tem também o risco de você investir em uma empresa ou setor específico que enfrenta problemas. Às vezes é algo fora do seu controle, como mudanças nas regras, escândalos, ou simplesmente má gestão.

Se você investe por meio de fundos, ainda corre o risco de o gestor não tomar boas decisões. E, quando investe em algo menos popular, pode acontecer de você querer vender e não encontrar comprador, o famoso risco de liquidez.

Pra completar, tem o risco cambial, que aparece quando você investe fora do Brasil ou em ativos atrelados ao dólar. Às vezes, a ação vai bem lá fora, mas o dólar cai e o seu ganho aqui diminui.

E, claro, tem o fator emocional; talvez o mais subestimado. Renda variável exige paciência. Se você se desesperar com as quedas, pode acabar perdendo justamente na hora em que deveria esperar.

Como escolher os melhores investimentos em renda Variável?

1. Entenda seu perfil de investidor

Antes de qualquer coisa, você precisa saber como lida com risco. Você é mais conservador, moderado ou arrojado? Quem não suporta ver o dinheiro oscilando pode se frustrar com renda variável.

Já quem encara risco como oportunidade pode se sentir mais confortável. Saber seu perfil é o ponto de partida pra escolher ativos que combinem com você.

2. Defina seu objetivo e prazo

Pra quê você está investindo? Pra aposentadoria? Pra comprar um imóvel? Pra aumentar seu patrimônio? E em quanto tempo você pretende usar esse dinheiro?

Investimentos de longo prazo costumam tolerar mais risco, porque têm tempo pra se recuperar de quedas. Já quem precisa do dinheiro em pouco tempo deve ser mais cauteloso.

3. Estude o ativo antes de investir

Não invista no que você não entende. Se for uma ação, veja o que a empresa faz, como anda a saúde financeira dela, se tem lucro, se paga dividendos, se cresce de forma consistente.

No caso de fundos, veja a carteira, o histórico e quem é o gestor. Informar-se antes de colocar dinheiro é o jeito mais simples de evitar arrependimentos.

4. Avalie o histórico e os fundamentos

Mesmo sabendo que desempenho passado não garante resultado futuro, o histórico ajuda a entender o comportamento de um ativo.

Ações de empresas sólidas, com bons fundamentos, tendem a oferecer mais segurança, mesmo em momentos difíceis. Isso também vale para fundos com histórico consistente.

5. Diversifique seus investimentos

Em vez de apostar todo o seu dinheiro em uma única ação ou setor, monte uma carteira com ativos diferentes. Isso reduz o impacto se algum deles for mal. Pode misturar ações de setores variados, fundos imobiliários, ETFs e até uma parte em renda fixa pra equilibrar.

6. Acompanhe, mas não se desespere

Renda variável oscila! É do jogo. Por isso, é importante acompanhar, mas sem ficar desesperado com cada queda. O foco tem que estar no longo prazo.

Se você escolheu bons ativos e tem uma estratégia clara, mantenha a calma e evite agir por impulso. Muita gente perde dinheiro não porque escolheu mal, mas porque saiu na hora errada.

7. Use ferramentas e análises confiáveis

Hoje em dia tem muita informação disponível, mas também tem muita coisa rasa ou sensacionalista. Use fontes confiáveis: sites de análise, relatórios de corretoras, balanços oficiais, e até apps que ajudam a acompanhar carteira e indicadores.

E se puder, estude um pouco de análise fundamentalista e técnica.

8. Tenha uma estratégia clara

Evite investir por modinha ou por dica de rede social. Tenha uma estratégia. Por exemplo: você vai focar em ações que pagam bons dividendos?

Vai apostar em crescimento no longo prazo? Vai usar ETFs pra diversificar? Saber por que você está investindo em cada ativo te dá clareza pra seguir firme mesmo nas turbulências.

Fontes: Bee4; Warren; Cordier Investimentos; Safra

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