Magnificent 7

23 de maio de 2025 - por Diogo Silva


As Magnificent 7 são um grupo de sete gigantes da tecnologia que dominam o mercado financeiro global: Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet (Google), Meta, Nvidia e Tesla.

Essas empresas são responsáveis por grande parte do crescimento dos índices de ações, especialmente nos Estados Unidos, devido ao seu poder de inovação e impacto no setor tecnológico. Conhecê-las é essencial para quem busca entender o atual cenário do mercado e suas principais forças impulsionadoras. Confira a seguir.

O que são as Magnificent 7?

Você já ouviu falar das Magnificent 7? Esse nome nada novo vem do clássico filme “Os Sete Magníficos” lá de 1960, virou apelido no mercado financeiro pra se referir às sete gigantes da tecnologia dos EUA que dominam o jogo nas bolsas americanas.

E olha, você com certeza conhece todas elas:

  • Apple
  • Microsoft
  • Amazon
  • Alphabet (a dona do Google)
  • Meta (responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp)
  • Nvidia
  • Tesla

Essas empresas são simplesmente gigantes, não só em valor de mercado, mas também em influência no mundo todo. Elas estão sempre na linha de frente da inovação e praticamente ditam o ritmo da tecnologia que a gente usa no dia a dia.

Pra você ter uma ideia do peso delas, só essas sete têm força suficiente pra balançar índices enormes como o S&P 500 e o Nasdaq. Quando uma delas se mexe, o mercado inteiro sente.

Quais são as empresas da Magnificent 7?

1. Apple

A Apple é aquela gigante que todo mundo conhece. Criadora do iPhone, iPad, Mac e Apple Watch. Além dos aparelhos, ela manda bem nos serviços digitais como Apple Music, iCloud e Apple TV+, que garantem uma verba recorrente todo mês.

O segredo? Um ecossistema super integrado que prende o usuário e garante lucro alto. Sem falar que a Apple vive no topo como uma das empresas mais valiosas do mundo, com um caixa de dar inveja.

2. Microsoft

A Microsoft começou com o Windows e o Office, mas hoje vai muito além disso. Virou uma gigante que atua em nuvem (com o Azure), inteligência artificial, produtividade (Microsoft 365), games (Xbox e Activision Blizzard) e por aí vai.

Ela é super forte no mundo corporativo e tá ganhando destaque em IA, principalmente com a parceria com a OpenAI, criadora do ChatGPT. E o modelo de assinaturas que ela usa garante uma grana constante e previsível.

3. Amazon

A Amazon começou dominando o e-commerce e virou o maior marketplace do mundo, mas hoje ela tá em tudo quanto é canto. O serviço de nuvem dela, o AWS, é uma máquina de fazer dinheiro e essencial pra boa parte da internet funcionar.

Fora isso, tem a Prime Video, a Alexa, a parte de logística, IA, dispositivos pra casa e até supermercado físico, tipo o Amazon Fresh e o Whole Foods. Resumidamente, a Amazon é uma potência que não para de crescer e se espalhar por todo lado.

4. Alphabet (Google)

A Alphabet é a dona do Google e de um monte de outros serviços que você provavelmente usa todo dia, tipo YouTube, Android, Chrome, Gmail e Google Maps. O Google Search ainda é o carro-chefe, sendo o buscador mais usado do planeta.

Ela domina o mercado de publicidade online e também investe pesado em tech de ponta, como carros autônomos, saúde e inteligência artificial, com a DeepMind. Ela é uma das empresas mais inovadoras e influentes do mundo.

5. Meta (Facebook)

A Meta é quem tá por trás do Facebook, Instagram, WhatsApp e, mais recentemente, o Threads. Ou seja, ela basicamente comanda boa parte do tempo que a gente passa nas redes sociais. E com tanta gente conectada, não é surpresa que ela seja uma potência na publicidade digital, sabe usar os dados como ninguém pra segmentar anúncios.

Nos últimos tempos, a empresa tem apostado alto no metaverso, um mundo virtual onde a ideia é que a gente interaja de forma mais imersiva, com realidade virtual e aumentada. Ainda tá no começo, mas a Meta tá jogando pesado pra transformar isso no futuro da internet.

6. Nvidia

A Nvidia começou focada em placas de vídeo pra games, mas hoje é uma das estrelas quando o assunto é processamento gráfico e inteligência artificial. Os chips dela tão em tudo: data centers, supercomputadores, carros autônomos, robôs e, claro, são a base de modelos de IA generativa tipo o ChatGPT.

Com o boom da inteligência artificial, a Nvidia saiu do banco de reserva e virou protagonista, crescendo muito rápido e ficando cada vez mais valiosa no mercado.

7. Tesla

A Tesla, que tem o Elon Musk no comando, é a marca mais famosa quando o assunto é carro elétrico. Ela mudou o jogo na indústria com veículos potentes, software que recebe atualizações pela internet e um foco forte em sustentabilidade.

Mas a Tesla não para nos carros, ela também tá na energia limpa, com baterias pra casa, painéis solares e soluções pra empresas guardarem energia. E, claro, investe pesado em direção autônoma, sendo uma das maiores apostas no futuro da mobilidade.

Qual a origem do grupo “The Magnificent 7”?

O apelido “Magnificent 7” surgiu lá no mercado financeiro, entre analistas e gestores que queriam dar um nome pras sete empresas de tecnologia que estavam dominando geral nos EUA.

O termo pegou de vez em 2023, quando essas sete gigantes começaram a se destacar muito, mesmo com o resto do mercado meio parado ou até caindo. Enquanto outras ações estavam andando devagar ou despencando, essas continuavam crescendo firme, puxando os índices americanos como o S&P 500 e o Nasdaq pra cima.

O nome, que vem daquele clássico filme de faroeste “Os Sete Magníficos” de 1960, foi usado por caras como Mike Wilson, do Morgan Stanley, e outros especialistas pra mostrar que essas empresas eram tipo os heróis da economia atual, salvando o mercado e liderando a revolução tecnológica.

Desempenho das ações do Magnificent 7 ao longo do tempo

Em 2023, essas essas grandes empresas da tecnologia começaram a se destacar demais, tanto que estão segurando a barra do S&P 500, já que muitas outras empresas no índice não foram tão bem assim.

Um estudo da Economatica mostrou um lance curioso: dentro do S&P 500, tem muita empresa que teve resultado negativo, mas uma pequena parte está arrebentando, e essas são justamente as que têm mais peso no índice.

Eles fizeram uma comparação entre um portfólio formado só por essas sete magníficas e o próprio S&P 500, e o resultado é impressionante. De dezembro de 2022 até outubro de 2023, esse grupo cresceu 83,3%, enquanto o índice subiu só 9,8%.

Mas vale um alerta importante, só olhar o retorno alto não basta, porque isso pode enganar. Investir é sempre uma questão de equilibrar risco e retorno; não dá pra esquecer disso na hora de decidir.

Como comprar ações da Magnificent 7?

Comprar ações das Magnificent 7 é simples e acessível. Primeiro, é necessário abrir uma conta em uma corretora que ofereça acesso ao mercado americano, como XP, BTG, Avenue ou corretoras internacionais como a Interactive Brokers. Após cadastrar a conta e enviar a documentação, o próximo passo é transferir recursos para a conta em dólares.

Com o saldo disponível, basta buscar os tickers das empresas: AAPL (Apple), MSFT (Microsoft), AMZN (Amazon), GOOGL (Alphabet), META (Meta), NVDA (Nvidia) e TSLA (Tesla), e decidir quantas ações deseja comprar. A compra pode ser feita a preço de mercado ou com limite de valor.

Outra opção é investir em ETFs, como o QQQ (que replica o Nasdaq 100), que inclui todas as Magnificent 7. No Brasil, também há o ETF MG7, focado nessas empresas.

Com isso, você tem acesso fácil e direto a essas gigantes da tecnologia, seja comprando ações individuais ou por meio de fundos.

Riscos e desafios das Magnificent 7

Mesmo sendo gigantes e super influentes, essas empresas têm seus desafios e riscos importantes para encarar.

Um dos maiores é a pressão regulatória. Governos dos EUA, da Europa e de outras partes do mundo estão de olho nelas, investigando práticas antitruste, uso de dados e o domínio que têm no mercado. Por exemplo, a Apple e o Google são bastante criticadas pelo controle que exercem sobre seus ecossistemas e lojas de apps.

Outro ponto é a necessidade de estar sempre inovando. Elas têm que lançar novidades o tempo todo pra continuar na liderança. A Meta, por exemplo, tem apostado pesado no metaverso, mas ainda não viu um retorno claro. Já a Nvidia depende de ser referência em chips para inteligência artificial, um mercado que só fica mais disputado.

Também rolam preocupações com o preço dessas ações, que estão bem altos por causa do crescimento rápido. Isso faz com que fiquem mais vulneráveis a qualquer notícia ruim sobre lucro ou expectativas frustradas.

Como essas empresas representam uma parte enorme do S&P 500, uma queda mais forte delas pode mexer com o mercado todo.

Tem ainda os riscos geopolíticos e operacionais. As tensões entre EUA e China, por exemplo, afetam as cadeias de produção e o acesso a mercados, impactando empresas como Apple, Nvidia e Tesla. E a concorrência de empresas chinesas e outras big techs só aumenta.

Por fim, elas também enfrentam pressão para adotarem práticas mais sustentáveis e responsáveis (ESG), além do risco constante de ataques cibernéticos. Vazamentos de dados ou falhas na privacidade podem abalar a reputação e o valor dessas companhias.

Qual é a diferença entre as ações Magnificent 7 e FAANG?

A diferença entre as ações FAANG e as Magnificent 7 está principalmente na composição dos grupos e no momento do mercado em que cada termo surgiu.

O grupo FAANG é uma sigla criada na década de 2010 e inclui Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google. Essas empresas se destacaram durante a expansão da tecnologia voltada ao consumo digital, redes sociais e streaming, sendo consideradas as grandes líderes do crescimento dos mercados naquela época.

Já o termo Magnificent 7 é mais recente, popularizado a partir de 2023, e representa as sete empresas mais influentes e valiosas do mercado atual, especialmente em um contexto de aceleração da inteligência artificial, computação em nuvem e novas tecnologias.

O grupo inclui Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Meta, Nvidia e Tesla. Ou seja, ele mantém algumas empresas do FAANG, como Apple, Amazon, Meta e Alphabet, mas substitui a Netflix, que perdeu protagonismo, e adiciona Microsoft, Nvidia e Tesla, companhias que hoje estão no centro das inovações tecnológicas.

Enquanto o FAANG representava o domínio do consumo digital na década passada, as Magnificent 7 refletem uma nova fase do mercado, com foco em inteligência artificial, chips de alto desempenho, nuvem e mobilidade elétrica.

Além disso, as Magnificent 7 têm hoje um peso muito maior no índice S&P 500, sendo responsáveis por uma parcela significativa de seu crescimento recente.

Fontes: Forbes; Investopedia; Saxo; Inteligência Financeira; Fidelity;

Ponto de equilíbrio econômico, contábil e financeiro

Como o BTG Pactual ficou maior do que Bradesco e Santander?

MACD: o que é, como funciona, como interpretar

Diferenças entre ME e EPP