FGC realmente vai pagar os CDBs do Master? Novos envolvidos na investigação

23 de janeiro de 2026 - por Raul Sena (Investidor Sardinha)


As recentes notícias envolvendo o Banco Master têm gerado insegurança e muitas dúvidas, especialmente entre investidores e correntistas. Mesmo quem não possui recursos aplicados na instituição precisa entender o que está acontecendo, já que o caso tem levantado discussões importantes sobre todo o sistema financeiro brasileiro e o papel do FGC.

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Liquidação extrajudicial do Banco Master

O Banco Master entrou em liquidação extrajudicial, ou seja, foi uma medida determinada pelo Banco Central e ocorre quando uma instituição financeira não apresenta condições de operar normalmente.

Na prática, isso significa que o banco teve suas atividades comerciais encerradas. Ele não pode mais captar recursos e seu principal objetivo passa a ser a recuperação de ativos que serão utilizados para pagar seus credores.

Em situações comuns, esse processo costuma ser relativamente rápido. O banco envia ao FGC a lista de clientes elegíveis e, em geral, o ressarcimento ocorre entre 30 e 45 dias.

Por que esse caso é mais complexo?

Embora o Banco Master represente cerca de 0,6% dos ativos bancários do país, um percentual que o FGC tem capacidade de cobrir, o processo não seguiu o fluxo tradicional.

Durante a liquidação, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu abrir uma investigação para apurar se o procedimento ocorreu de forma adequada. Esse movimento acabou atrasando o envio da lista de clientes ao FGC, o que impediu o pagamento imediato das garantias.

Além disso, surgiram investigações criminais, com envolvimento da Polícia Federal, que passaram a analisar possíveis falhas graves de compliance e condutas irregulares dentro da instituição.

As investigações avançaram a ponto de envolver nomes relevantes do mercado financeiro, com apreensão de celulares e análise de comunicações. Esse cenário ampliou a insegurança jurídica e contribuiu para o prolongamento do processo de liquidação.

No mercado financeiro, o caso já é considerado um dos mais delicados dos últimos anos, tanto pelo volume de clientes envolvidos, quanto pelas possíveis ramificações institucionais.

Quando o FGC deve pagar?

Apesar do cenário turbulento,o mercado financeiro considera praticamente certo o pagamento do FGC. A expectativa é que o ressarcimento ocorra nos próximos dias ou, no máximo, na próxima semana, salvo novos desdobramentos judiciais.

Um dos pontos mais sensíveis do caso é que o Banco Master cresceu utilizando justamente a existência do FGC como argumento de segurança para captar volumes elevados de recursos.

Se esse crescimento tivesse continuado, o banco poderia ter atingido um patamar conhecido no mercado como “too big to fail” ou grande demais para ser liquidado sem causar impactos sistêmicos. Nesse cenário, a liquidação se tornaria praticamente inviável, exigindo a absorção das operações por outra instituição.

O que vem a seguir?

Na minha humilde opinião, aqui de Goiânia, não houve boato nenhum é apenas uma percepção pessoal de fato. Acredito que após esse pagamento o FGC deve mudar alguma coisa, alguma regra mais rígida, antes que se crie um problema desse tamanho. O Banco Master se utilizou do fato do FGC existir, como meio para fazer uma captação gigantesca.

O episódio do Banco Master reforça alguns aprendizados importantes. O primeiro é que o FGC é um mecanismo essencial, mas não elimina completamente o risco. Desconfie de rentabilidades muito acima da média, diversifique sua carteira e procure agir de maneira pensada e não movido pelo medo ou pela ganância.

Quer entender melhor sobre todo esse imbróglio? Então, assista ao vídeo em que explico melhor sobre tudo o que ocorreu nos últimos dias!

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