18 de julho de 2025 - por Raul Sena (Investidor Sardinha)
Vamos falar de um tema espinhoso, mas necessário: os riscos financeiros do casamento. Sim, ele também pode quebrar corações e bolsos. Os riscos são diferentes para homens e mulheres, por isso vamos falar dos dois lados aqui, com base em milhares de casos reais que vimos na plataforma.
Vou começar citando os riscos para os homens e logo em seguida, os problemas que mais afetam as mulheres.
1. Comunhão dos bens
Um dos maiores erros que vimos? Casar em comunhão universal de bens sem entender o que isso significa na prática. Muitos homens acabam herdando dívidas da parceira. Financiamento de carro, cartão estourado, empréstimo. Tudo isso pode virar uma bomba no colo dos dois, mesmo que só um tenha assinado o contrato.
Tem casos de divórcio onde o ex simplesmente some com o bem (tipo um carro), para de pagar e o banco vai atrás de quem ainda está no CPF da dívida.
2. Divórcio custa caro
Na prática, o divórcio costuma sair mais caro para os homens. Entre advogado, pensão, guarda dos filhos e partilha de bens, vimos casos em que o homem perdeu de 8% a 10% do patrimônio só nos trâmites legais, sem contar a divisão dos bens em si.
E claro, normalmente é ele quem paga pensão e os custos adicionais. Existem exceções, mas a estatística mostra um padrão bem claro.
3. Estilo de vida diferente
Outro erro frequente é com relação aos homens que fingem ter mais dinheiro do que realmente têm no início do relacionamento. A mentira vira padrão e o parceiro acaba preso em um estilo de vida que não consegue sustentar. Vai investimento, vai reserva, vai tudo embora só para manter a aparência.
E quando há conta conjunta e falta de diálogo, o problema se agrava. Compras excessivas, falta de controle e conflito na certa.
4. Riscos tributários e sucessórios
Um tema pouco falado, mas que tem causado problemas é com relação à pensão socioafetiva e ao reconhecimento de união estável não intencional.
Se sua namorada dorme com frequência na sua casa, vocês falam em ter filhos, já falam em “futuro” juntos, parabéns, o Estado pode te considerar casado! E sem um contrato prévio, isso significa comunhão de bens automática.
A recomendação é clara: formalize a união estável com separação de bens se não quiser misturar patrimônios. Dá pra fazer online, barato e rápido.
5. Empresas e relacionamento
A cilada das ciladas é colocar o cônjuge ou namorada para trabalhar na sua empresa sem nenhum contrato.
O que começa como “ela vai só ajudar no caixa”, vira um caos jurídico em caso de término. Processos por sociedade oculta, disputas sobre lucros, brigas entre sócios, nós já vimos de tudo aqui. Quer empreender com a pessoa? Tudo bem, mas antes disso, documente tudo muito bem.
Riscos para as mulheres
Para as mulheres os riscos são outros, mas tão sérios quanto. Então, leia com atenção e fique atenta!
1. Abrir mão da carreira (e pagar o preço depois)
Um clássico que vimos por aqui é quando a mulher deixa a carreira de lado para cuidar da casa e dos filhos. Tudo lindo, tudo em nome do amor. Mas aí, depois de anos em casa, o marido resolve que quer “viver a vida” e pede o divórcio.
Resultado? Ela ficou anos fora do mercado, tem filhos para criar, pouco ou nenhum patrimônio e muitas vezes, nenhum contrato pré-nupcial que a proteja.
O cenário é cruel. Menor capacidade de reconstrução financeira e muita dificuldade para recomeçar, especialmente se a idade e os filhos pesarem na hora de buscar um novo relacionamento ou emprego.
2. Dependência financeira
Muitas mulheres decidem, por escolha ou por imposição, abrir mão da própria renda em nome da família. E aí vem o problema, mesmo em casamentos felizes, há fases ruins. Discussões, frustrações, crises.
Mas quando você não tem sua própria grana, até um problema passageiro vira prisão. Não é só o padrão de vida que muda em caso de separação, é a capacidade de viver por conta própria que desaparece.
Por isso, mesmo que você escolha não trabalhar em tempo integral, é fundamental manter alguma atividade: um freela, um curso, um projeto. Nem que entre pouco, o importante é ter a certeza de que você está nesse relacionamento porque quer e não porque depende.
3. Divórcio sem planejamento
Sim, muitas vezes quem pede o divórcio são as mulheres. Mas também são elas que, frequentemente, fazem isso no calor da emoção, sem se planejar.
O resultado? Desorganização, perda de estabilidade e uma batalha jurídica cheia de dificuldades. Não estou dizendo para continuar em um relacionamento ruim, mas sim para se planejar e se estruturar antes de dar o passo.
Se possível:
- Organize suas finanças.
- Conquiste (ou retome) uma fonte de renda.
- Tenha uma rede de apoio (familiar ou profissional).
4. Partilha de bens desigual
Um erro comum é que a mulher normalmente fica responsável por cuidar dos filhos, da casa, da base emocional da família, mas não participa das decisões financeiras.
O resultado é que na hora da separação acaba descobrindo que nada está no nome dela. Pior, muitas nem sabem quanto ou onde o patrimônio do casal está. Isso se chama violência patrimonial, e é mais comum do que parece.
Não importa se vocês decidiram dividir ou não as finanças, o que importa é saber o que está acontecendo com o dinheiro. Conheça o patrimônio, entenda os investimentos, tenha acesso a documentos e contas.
Tudo isso pode parecer exagero quando o relacionamento vai bem. Mas é justamente nessa hora que se deve conversar sobre essas coisas, sem briga, sem ressentimento.
Quer entender melhor sobre esses conselhos? Então, assista ao vídeo completo!
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