3 de julho de 2026 - por Millena Santos
A riqueza na Ásia tem rosto, sobrenome e, cada vez mais, é feminina. Em um continente conhecido por seus impérios industriais, conglomerados imobiliários e gigantes da tecnologia, um grupo seleto de mulheres vem ocupando posições de comando que, até poucas décadas atrás, pareciam reservadas quase exclusivamente aos homens.
Algumas herdaram negócios construídos por suas famílias e souberam multiplicar esse patrimônio, outras partiram literalmente do chão de fábrica para erguer companhias avaliadas em dezenas de bilhões de dólares.
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Lista das 10 mulheres mais ricas da Ásia
1- Roshni Nadar Malhotra
Entre todas as fortunas femininas da Ásia, a de Roshni Nadar Malhotra costuma chamar atenção primeiro, e não por acaso: ela assumiu o comando da HCL Technologies em 2020 depois que seu pai, Shiv Nadar, transferiu para ela 47% das ações da empresa, um gesto que mudou completamente os rumos de sua vida financeira.
Em abril de 2026, seu patrimônio já girava em torno de US$ 45 bilhões, o suficiente para garantir a ela o título de mulher mais rica da Índia e também de executiva mais valiosa do país, um feito reforçado pela forma como ela vem conduzindo a empresa nos últimos anos, apostando pesado em inteligência artificial como caminho para sustentar o crescimento da receita em um mercado cada vez mais competitivo.
2- Savitri Jindal
Savitri Jindal segue um caminho mais tradiciona à frente do Grupo O.P. Jindal, conglomerado industrial com forte presença em aço, energia, cimento e infraestrutura dentro da Índia.
Seu patrimônio saltou para US$ 39,1 bilhões, um avanço considerável em relação aos US$ 35,5 bilhões registrados em 2025, crescimento puxado principalmente pelo bom desempenho da JSW Steel, hoje a maior siderúrgica privada do país e peça central da estratégia do grupo.
Esse desempenho é tão expressivo que, em algumas listas internacionais, ela aparece até na frente de Roshni como a mulher mais rica de toda a Ásia.
3- Zheng Shuliang
Na China, Zheng Shuliang viu seu patrimônio mais do que dobrar em pouco tempo, alcançando aproximadamente US$ 33,2 bilhões em 2026, um crescimento explosivo motivado pela disparada na demanda global por alumínio.
Como líder do China Hongqiao Group, ela comanda a maior produtora mundial desse metal em volume de fabricação, com unidades industriais espalhadas entre a China e a Indonésia, posição que a coloca em uma rota privilegiada para se beneficiar da eletrificação de veículos e da expansão da construção civil em diversas partes do mundo.
4- Yang Huiyan
Mesmo em meio às turbulências que atingiram o mercado imobiliário chinês nos últimos anos, ela mantém um patrimônio de US$ 28,9 bilhões, sustentado principalmente por sua participação majoritária na Country Garden Holdings, a terceira maior incorporadora privada da China.
Diante de um cenário mais instável para novos lançamentos, ela tem direcionado esforços para diversificar os negócios da empresa, investindo em gestão de propriedades já existentes e em serviços voltados ao cuidado de idosos, dois segmentos que prometem mais estabilidade em tempos de incerteza.
5- Zhou Qunfei
A trajetória de Zhou Qunfei é, sem dúvida, uma das mais inspiradoras dessa lista. Ela começou trabalhando como operária em uma linha de produção e, anos depois, fundou a Lens Technology, empresa que hoje fornece telas de toque para gigantes como Apple e Samsung, além de fabricantes de veículos elétricos como Tesla e BYD.
Esse percurso a transformou em um patrimônio de US$ 26,5 bilhões e a colocou entre as mulheres self-made mais ricas do planeta, ou seja, aquelas que construíram sua riqueza sozinhas, sem herança familiar por trás.
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6- Kwong Siu-hing
Em Hong Kong, o setor imobiliário é um dos grandes pilares da economia local, e Kwong Siu-hing sabe tirar proveito disso como ninguém.
Sua fortuna de US$ 24,7 bilhões está diretamente ligada à sua participação na Sun Hung Kai Properties, a maior incorporadora da região, responsável por construções que se tornaram verdadeiros cartões postais da cidade, como o International Commerce Centre.
Anualmente, a empresa fatura bilhões através de torres residenciais de altíssimo padrão e shoppings que atraem tanto moradores locais quanto turistas.
7- Lee Seo-hyun
Como representante da terceira geração de uma das famílias mais poderosas da Coreia do Sul, Lee Seo-hyun acumula um patrimônio de US$ 22,4 bilhões através de participações em empresas afiliadas à Samsung, entre elas a Samsung Life Insurance e a Samsung C&T.
Diferente de gerações anteriores, ela tem focado sua atuação em temas mais contemporâneos, como estratégias de governança ambiental, social e corporativa, além de impulsionar a transformação digital nas divisões de eletrônicos e biofarmacêutica do grupo, áreas que devem ditar o futuro da empresa nas próximas décadas.
8- Gina Rinehart
Gina Rinehart não é asiática de nascimento, mas aparece em rankings da região Ásia-Pacífico por causa do papel importante que sua empresa desempenha na economia chinesa.
À frente da Hancock Prospecting, maior produtora de minério de ferro da Austrália, ela comanda uma operação que fornece sozinha cerca de 20% de todo o minério importado pela China, o que mostra como sua fortuna de US$ 20,8 bilhões está profundamente conectada ao crescimento industrial asiático.
9- Zhong Huijuan
Antes de se tornar uma das mulheres mais ricas da Ásia, Zhong Huijuan era professora de química, e foi justamente esse conhecimento técnico que serviu de base para a construção da Hansoh Pharmaceutical Group, empresa farmacêutica que ela preside atualmente.
Sob seu comando, a companhia se especializou no desenvolvimento de medicamentos para câncer, diabetes e distúrbios do sistema nervoso central, áreas de altíssima demanda em todo o mundo.
Seu patrimônio é estimado entre US$ 15,4 bilhões e US$ 19,9 bilhões, o que ainda assim a mantém com folga entre as dez mulheres mais ricas do continente.
10- Cher Wang
Para encerrar a nossa lista, Cher Wang foi uma das pioneiras na popularização dos smartphones ainda nos primeiros anos desse mercado, tendo cofundado tanto a HTC Corporation quanto a VIA Technologies, empresas que ajudaram a moldar boa parte da indústria de tecnologia móvel que conhecemos hoje.
Atualmente, com um patrimônio de US$ 16,5 bilhões, ela direciona seus investimentos para frentes mais recentes e promissoras da tecnologia, como Internet das Coisas e Realidade Virtual, áreas que vêm sendo exploradas através do Sycamore Entertainment Group, mostrando que, mesmo depois de décadas de sucesso, ela continua de olho nas próximas grandes transformações do setor.
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