O que é Tesouro Nacional e como funciona?

15 de abril de 2025 - por Diogo Silva


Investir em títulos do Tesouro Nacional é uma forma simples e segura de aplicar seu dinheiro, com a garantia do próprio governo federal. Por meio do programa Tesouro Direto, qualquer pessoa pode começar a investir com valores acessíveis, mesmo sem ter muito conhecimento sobre o mercado financeiro.

Aqui você vai entender quais são os principais tipos de títulos públicos disponíveis, como cada um funciona e para quais perfis de investidor eles são indicados. Se você está buscando uma opção para guardar sua reserva, planejar a aposentadoria ou garantir uma renda extra no futuro, o Tesouro pode ser uma excelente escolha.

O que é o Tesouro Nacional?

O Tesouro Nacional é o órgão do governo federal responsável por cuidar das finanças do Brasil. Ele administra todo o dinheiro que o governo arrecada, como impostos e contribuições, e também o que é gasto, como salários, investimentos e programas sociais.

Além de controlar essas entradas e saídas de recursos, o Tesouro também gerencia a dívida pública federal, ou seja, o dinheiro que o governo toma emprestado para cobrir despesas quando não arrecada o suficiente.

Tudo isso é feito com o objetivo de manter as contas públicas equilibradas e garantir o bom funcionamento da máquina pública.

Qual a função do Tesouro Nacional?

Imagina que o Brasil é uma grande casa. Todo mês entra dinheiro, como salário, e sai dinheiro para pagar as contas básicas.

Agora, pensa que tem uma pessoa responsável por organizar tudo isso: saber quanto entrou, quanto saiu, o que pode ser gasto agora e o que precisa ser guardado. Essa pessoa é o Tesouro Nacional.

A verdadeira função do Tesouro é essa: cuidar do dinheiro do governo. Ele administra as receitas, como impostos, e as despesas, como educação, saúde, obras públicas.

Além disso, se o governo precisa de mais grana do que tem em caixa, é o Tesouro quem cuida de pegar esse dinheiro emprestado, e também de pagar depois.

Ele também garante que tudo seja feito com responsabilidade, para que o país não entre no “cheque especial” e consiga manter serviços funcionando, salários em dia e projetos andando.

Qual a diferença entre o Tesouro Nacional e o Tesouro Direto?

O Tesouro Nacional, como foi dito, é o órgão do governo federal responsável por administrar o dinheiro público. Ele cuida das contas do país, arrecada receitas, paga despesas e gerencia a dívida pública.

É ele quem emite os títulos públicos, que são uma forma do governo conseguir dinheiro emprestado para financiar suas atividades.

o Tesouro Direto é um programa criado em 2002 para permitir que pessoas físicas, como eu e você, possam comprar esses títulos públicos pela internet. Ou seja, é uma forma simples e acessível de investir no governo.

É mais fácil pensar da seguinte maneira:

  • Tesouro Nacional = quem emite os títulos e administra o dinheiro do país.
  • Tesouro Direto = o sistema que permite que qualquer cidadão invista nesses títulos com praticidade.

Isso quer dizer que o Tesouro Nacional é o “dono do cofre” e o Tesouro Direto é o “balcão digital” onde você pode emprestar dinheiro para esse cofre em troca de rentabilidade.

Como funcionam os títulos do Tesouro Nacional?

Os títulos do Tesouro Nacional são instrumentos que o governo utiliza para captar recursos junto aos investidores, com o objetivo de financiar suas atividades, como investimentos em infraestrutura, saúde, educação e outras áreas públicas.

Quando uma pessoa compra um título, ela está emprestando dinheiro ao governo em troca de uma remuneração futura, acordada no momento da compra.

Esses títulos funcionam como promessas de pagamento. O investidor adquire o título hoje e, na data de vencimento, recebe de volta o valor investido acrescido de juros.

A rentabilidade pode variar de acordo com o tipo de título escolhido: alguns pagam uma taxa fixa, outros seguem a inflação (IPCA), e há também os que acompanham a taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia.

A compra desses títulos é feita por meio do Tesouro Direto, um programa criado para facilitar o acesso de pessoas físicas a esse tipo de investimento.

É uma opção segura, com baixo risco de crédito, já que o pagamento é garantido pelo próprio governo federal. Além disso, é possível investir com valores acessíveis, o que torna os títulos públicos uma alternativa interessante tanto para iniciantes quanto para investidores mais experientes.

Quais são os títulos do Tesouro Nacional?

1. Tesouro Selic (LFT)

É um título pós-fixado que acompanha a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. Ele é considerado o mais seguro entre os títulos públicos, pois praticamente não sofre variações bruscas de preço.

É ideal para quem busca estabilidade e liquidez, como no caso da reserva de emergência, já que pode ser resgatado a qualquer momento com pouca ou nenhuma perda.

2. Tesouro Prefixado (LTN)

Oferece uma rentabilidade fixa, determinada no momento da compra. Isso significa que o investidor já sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, desde que mantenha o título até o final.

É uma boa opção para quem acredita que os juros vão cair no futuro, pois garante uma taxa mais alta agora. No entanto, se for vendido antes do vencimento, o valor pode oscilar, dependendo do mercado.

3. Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F)

Funciona de forma semelhante ao Tesouro Prefixado tradicional, mas com uma diferença: ele paga juros a cada seis meses diretamente na conta do investidor.

É indicado para quem busca uma renda periódica ao longo do tempo, como aposentados ou pessoas que desejam complementar a renda antes do vencimento do título.

4. Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal)

Esse é um título híbrido, que paga uma taxa fixa acrescida da variação do IPCA, o principal índice de inflação do país. Isso garante que o investidor tenha ganhos reais acima da inflação, o que é excelente para quem pensa no longo prazo.

É muito usado para objetivos como aposentadoria ou grandes projetos futuros, já que protege o poder de compra do dinheiro ao longo do tempo.

5. Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B)

Também é atrelado à inflação com uma taxa fixa adicional, mas, assim como o prefixado com juros, realiza pagamentos de rendimentos a cada seis meses.

É ideal para quem quer manter seu dinheiro protegido da inflação e ainda receber uma renda extra ao longo do tempo. É muito usado por quem já está na fase de utilizar os rendimentos dos investimentos, como aposentados ou investidores mais conservadores.

Como funciona a rentabilidade dos títulos do Tesouro Nacional?

A rentabilidade dos títulos do Tesouro Nacional varia conforme o tipo de título. Os principais são o Tesouro Selic, o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+.

O Tesouro Selic rende de acordo com a taxa Selic e é ideal para quem busca segurança e liquidez, já que sua rentabilidade é estável mesmo em caso de venda antecipada.

O Tesouro Prefixado oferece uma taxa fixa definida no momento da compra. Você sabe exatamente quanto vai receber se levar até o vencimento, mas pode ter ganhos ou perdas se vender antes, por causa da variação dos juros no mercado.

O Tesouro IPCA+ combina uma taxa fixa + inflação (IPCA), garantindo ganho real acima da inflação. É uma boa escolha para o longo prazo e também sofre variações se vendido antes do vencimento.

Em todos os casos, a rentabilidade contratada só é garantida se o título for mantido até o vencimento. Se vender antes, o retorno pode ser maior ou menor, dependendo do cenário econômico.

Como são as taxas e tributação do Tesouro Nacional?

Ao investir no Tesouro Direto, é fundamental entender as taxas e tributos que incidem sobre os títulos, pois eles afetam a rentabilidade final.

A principal cobrança é a taxa de custódia da B3, de 0,20% ao ano, aplicada sobre o valor dos títulos. Essa taxa é obrigatória e cobre o serviço de guarda e registro dos investimentos.

Ela é cobrada semestralmente (janeiro e julho) ou no momento do resgate. A maioria das corretoras não cobra taxa adicional, tornando o investimento mais acessível.

Os rendimentos do Tesouro Direto também estão sujeitos ao Imposto de Renda, que é retido na fonte e incide apenas sobre os lucros.

A alíquota segue uma tabela regressiva: 22,5% para aplicações de até 180 dias, caindo até 15% para prazos acima de 720 dias, o que favorece o investidor de longo prazo.

Além disso, há o IOF, que só é cobrado se o resgate for feito nos primeiros 30 dias após a aplicação. Após esse período, não há incidência de IOF.

Como investir no Tesouro Nacional?

Investir no Tesouro Nacional por meio do Tesouro Direto é mais fácil do que muita gente imagina. O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora de valores habilitada para operar com o Tesouro Direto.

Muitas corretoras oferecem esse serviço de forma gratuita e com abertura 100% online. Depois de abrir a conta, é preciso transferir o valor que deseja investir da sua conta bancária para a conta da corretora.

Com o dinheiro disponível na corretora, você pode acessar a plataforma do Tesouro Direto, seja pelo site oficial ou pela própria corretora, e escolher o título que melhor se encaixa nos seus objetivos.

Existem opções mais conservadoras, como o Tesouro Selic, ideais para reserva de emergência, e outras voltadas para o médio e longo prazo, como o Tesouro Prefixado ou o Tesouro IPCA+, que podem render mais.

Depois de escolher o título, basta informar o valor que deseja aplicar e confirmar a operação. A partir daí, o investimento será feito e você poderá acompanhar o rendimento diretamente pela plataforma da corretora ou pelo site do Tesouro Direto.

É possível investir com valores a partir de cerca de R$ 30, o que torna esse tipo de aplicação acessível para qualquer perfil de investidor.

Fontes: Suno; Riconnect; Instituto Propague

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