23 de setembro de 2025 - por Diogo Silva
O mundo atual nos permite fazer compras na internet e receber tudo no conforto de casa, mas isso é uma coisa relativamente nova. O e-commerce mudou totalmente a forma como o mundo todo consome seus mais diversos tipos de produtos. Mas como foi que surgiu e, sendo empreendedor, como fazer para entrar nesse universo?
Preparamos um artigo completo com tudo o que você precisa saber. Então, vem com a gente e confira a seguir.
O que é e-commerce?
E-commerce é, no fundo, a forma como a internet transformou o nosso jeito de comprar e vender. Em vez de ter que sair de casa, enfrentar trânsito ou filas, basta pegar o celular ou o computador, escolher o que você quer e finalizar a compra em poucos cliques.
É como ter uma loja aberta 24 horas por dia, sempre ao seu alcance, pronta para entregar na sua porta.
Para quem compra, significa praticidade, variedade e até a chance de pesquisar e comparar antes de decidir. Para quem vende, é a oportunidade de mostrar seu produto para muito mais gente, sem depender apenas de um espaço físico.
O e-commerce é sobre aproximar pessoas, encurtar distâncias e tornar o processo de compra algo mais leve e fácil no nosso dia a dia corrido.
Para que serve o e-commerce?
Como dito, o e-commerce serve, no fim das contas, para deixar a nossa vida mais prática. Ele está aí para que a gente consiga comprar o que precisa sem sair de casa, a qualquer hora do dia, com poucos cliques no celular ou no computador.
É como ter uma loja sempre aberta na palma da mão, pronta para entregar na nossa porta.
Para quem usa para vender, o e-commerce é uma forma de mostrar seus produtos para muito mais gente, mesmo que esteja em uma cidade pequena ou não tenha uma loja física. E quando é você quem compra, tem a chance de ter variedade, comparar preços e escolher com calma.
Como funciona o e-commerce?
O e-commerce funciona de um jeito bem direto! Você entra em um site ou aplicativo, olha os produtos, escolhe o que quer, paga ali mesmo e depois é só esperar chegar na sua casa. É como se fosse uma loja, mas dentro do celular ou do computador.
Do outro lado, a loja recebe o pedido, separa o produto e organiza a entrega. Tudo acontece de forma rápida e prática, sem você precisar sair de casa, enfrentar fila ou depender de horário.
É basicamente isso. Um jeito mais simples de comprar e vender, que deixa tudo ao alcance de alguns cliques.
Tipos de e-commerce?
1. B2C (Business to Consumer)
É o modelo mais comum! As empresas vendendo diretamente para pessoas. Sabe quando você compra roupa em um site de moda ou um celular em uma loja online? Isso é B2C. A ideia é a empresa oferece o produto, e o consumidor final compra.
2. B2B (Business to Business)
Aqui a venda acontece entre empresas. Por exemplo, uma fábrica de embalagens que vende caixas para uma loja virtual de cosméticos. Nesse caso, o público não é a pessoa comum, mas sim outras empresas que precisam daquele produto ou serviço para trabalhar.
3. C2C (Consumer to Consumer)
É quando pessoas comuns vendem para outras pessoas, geralmente em plataformas que conectam compradores e vendedores. Um exemplo são os marketplaces onde alguém pode anunciar um celular usado ou uma peça de roupa que não quer mais. É um jeito de transformar o que está parado em dinheiro e, ao mesmo tempo, ajudar quem procura algo mais em conta.
4. C2B (Consumer to Business)
Esse é menos falado, mas existe. É quando a pessoa comum oferece algo para a empresa. Pode ser, por exemplo, um fotógrafo vendendo suas imagens para um banco de fotos online ou um influenciador fechando parceria com uma marca. Nesse caso, o consumidor vira fornecedor.
5. Marketplace
Não é exatamente um tipo separado, mas vale citar. É quando uma plataforma reúne vários vendedores diferentes em um só lugar. Um bom exemplo é a Amazon ou o Mercado Livre. É como um shopping online, onde você encontra várias lojas juntas.
E-commerce no Brasil
– Estatísticas do e-commerce no Brasil
O e-commerce no Brasil virou quase que uma extensão da nossa rotina. Hoje em dia, comprar pela internet é normal: você pensa em algo que quer, pega o celular, escolhe, paga e recebe na porta de casa sem precisar enfrentar trânsito, fila ou abrir mão do seu tempo.
Em 2023, esse tipo de compra movimentou quase 200 bilhões de reais, e a previsão é que em 2025 passe de 220 bilhões. Ou seja, cada vez mais brasileiros estão entrando nessa onda.
E não é só jovem que se joga nas compras online. Quem tem mais de 50 anos está cada vez mais presente nesse universo, mostrando que a internet realmente facilita a vida de todo mundo.
Para as pequenas e médias empresas, o e-commerce tem sido uma porta aberta para crescer e alcançar clientes que talvez nunca chegassem até elas.
Hoje, cerca de um terço de tudo que é vendido online vem desses negócios menores, provando que dá para competir mesmo sem ser gigante.
O jeito que a gente compra também mostra essa mudança. Muita gente faz pelo menos uma compra por mês e muitos aproveitam para fazer várias.
Preço, promoções e frete grátis continuam sendo motivos decisivos na hora de escolher onde comprar. E embora o Sudeste lidere as vendas, todas as regiões do país estão cada vez mais conectadas.
No fim das contas, o e-commerce é isso, um jeito de deixar a vida mais prática, de aproximar quem vende de quem compra e de transformar um simples clique em uma experiência rápida, fácil e sem estresse.
Principais empresas de e-commerce no Brasil
No Brasil, algumas empresas de e-commerce já viraram quase sinônimo de compras online, porque facilitam muito a vida de quem quer comprar sem sair de casa. Um exemplo clássico é o Mercado Livre, que funciona como um grande shopping virtual, cheio de vendedores diferentes e produtos de todos os tipos, do eletrônico à roupa ou item de casa.
A Americanas também se destacou, pois começou como loja física, mas hoje todo mundo conhece e compra pelo site ou aplicativo, aproveitando promoções e variedade.
A Magazine Luiza se transformou em referência digital, misturando lojas físicas e online de um jeito muito prático. Dá para comprar na internet e receber em casa ou retirar na loja.
Já a Via, que reúne marcas como Casas Bahia e Ponto, também se adaptou ao mundo digital e atende milhões de brasileiros, mostrando que é possível combinar presença física e online com sucesso.
E não podemos esquecer da Amazon Brasil, que trouxe aquela experiência internacional de comprar quase qualquer coisa em um só lugar, com entrega rápida e confiável. Tem ainda nomes menores, mas importantes, como a Netshoes, para quem curte artigos esportivos.
Essas e outras empresas têm o mesmo objetivo, que é deixar a vida da gente mais prática, tornando as compras online fáceis, rápidas e confiáveis, sem precisar sair de casa.
Vantagens e desvantagens do e-commerce
O e-commerce mudou completamente a forma como a gente compra, e, vamos combinar, facilita muito a vida. A maior vantagem é a praticidade. Essa opção de mercado dá para comprar de casa, do celular, no intervalo do trabalho, a qualquer hora, sem enfrentar trânsito ou filas.
Além disso, você tem uma variedade enorme de produtos, consegue comparar preços, ler avaliações de outras pessoas e escolher exatamente o que quer. Para pequenos negócios e empreendedores, é uma oportunidade incrível de alcançar clientes em todo o país sem precisar ter uma loja física enorme.
Mas, claro, também têm as desvantagens. Como você não vê ou toca o produto antes, às vezes a expectativa e a realidade não combinam, seja no tamanho, na cor ou na qualidade.
O tempo de entrega pode variar, e aquele nervosismo até a encomenda chegar é real. E mesmo com pagamentos seguros, sempre existe um risco pequeno de problemas ou golpes.
E vamos ser sinceros, nada substitui a experiência de ir a uma loja, ver, experimentar e escolher com calma.
Diferença entre e-commerce e marketplace
Muita gente se confunde, mas e-commerce e marketplace são coisas parecidas, só que com jeitos diferentes de funcionar. O e-commerce é como aquela loja que tem site próprio.
A marca cuida de tudo! Ela escolhe o produto, cuida do estoque, embala e envia para você. Por exemplo, se você compra direto no site de uma loja de roupas, todo o processo é feito por ela mesma.
O marketplace, por outro lado, é como um grande shopping online. Ele reúne várias lojas em um mesmo lugar, mostrando todos os produtos juntos.
O marketplace oferece segurança, pagamento e visibilidade, mas cada lojinha é responsável pelo próprio estoque e envio. É o caso do Mercado Livre ou da Amazon, que você encontra diferentes vendedores e produtos em um só espaço.
A diferença é simples. No e-commerce, a loja cuida de tudo sozinha; no marketplace, várias lojas compartilham um mesmo espaço para vender. Nos dois casos, a ideia é deixar a compra online prática e rápida.
Diferença entre e-commerce e loja virtual
Sabe quando você entra no site de uma loja, escolhe um produto e compra direto dali? Isso é uma loja virtual! É o cantinho online daquela empresa, que cuida de tudo, desde o estoque até a entrega na sua casa. É como se fosse a loja física, só que dentro do seu celular ou computador.
Já o e-commerce é o universo inteiro de compras pela internet. Ele não é só uma loja, mas tudo que envolve vender online, como as lojas virtuais, marketplaces, redes sociais, tudo junto. Ou seja, toda loja virtual é parte do e-commerce, mas o e-commerce é muito maior, é todo o mundo digital de compras.
Diferença entre e-commerce e plataforma de produtos digitais
Muita gente acaba confundindo e-commerce com plataforma de produtos digitais, mas dá para entender a diferença de um jeito bem simples.
O e-commerce, como falamos diversas veses, é o universo de compras online de produtos físicos. Você escolhe algo, paga e recebe em casa. Pode ser roupas, eletrônicos, livros ou qualquer coisa que precise ser enviada para o cliente. É o mundo das compras “de verdade”, que envolvem estoque, embalagem e entrega.
Já a plataforma de produtos digitais trabalha com coisas que não precisam ser entregues fisicamente. São cursos online, ebooks, softwares, músicas ou assinaturas de serviços.
Nesse caso, depois da compra, o cliente acessa o produto diretamente na internet, sem precisar esperar transporte ou se preocupar com embalagem.
Como criar um e-commerce?
1. Defina o que você vai vender
Antes de mais nada, é importante decidir o que vai colocar à venda. Pode ser um produto físico, um serviço ou até um digital. Pense no que você conhece, no que você gosta e, claro, no que o mercado está buscando. Isso ajuda a ter foco e a atrair os clientes certos.
2. Escolha o público-alvo
Saber para quem você quer vender é fundamental. Isso influencia desde a linguagem que você vai usar até a forma de divulgar o produto. Conhecer seu público ajuda a criar uma experiência de compra mais personalizada e atrativa.
3. Escolha a plataforma de e-commerce
Existem várias opções no mercado, desde lojas prontas como Shopify, Nuvemshop ou Wix até criar algo personalizado com ajuda de um desenvolvedor. O importante é escolher uma plataforma que seja fácil de usar, segura e que ofereça boas opções de pagamento.
4. Configure o site e organize os produtos
Aqui você vai colocar fotos, descrições, preços e categorias. Fotos de qualidade e descrições claras fazem toda a diferença, porque ajudam o cliente a entender exatamente o que está comprando e aumentam a confiança na sua loja.
5. Defina meios de pagamento e frete
Oferecer opções variadas de pagamento e opções de entrega confiáveis é essencial. Quanto mais fácil e seguro for comprar, maior a chance de o cliente finalizar a compra.
6. Planeje marketing e divulgação
Mesmo com um site lindo, ninguém vai comprar se não souber que ele existe. Use redes sociais, e-mail marketing, anúncios pagos e parcerias para divulgar sua loja. Conte histórias, mostre os produtos de forma criativa e interaja com o público.
7. Ofereça bom atendimento ao cliente
Responder dúvidas rapidamente, resolver problemas e tratar o cliente com atenção faz toda a diferença. Um bom atendimento gera confiança e fideliza quem compra na sua loja.
8. Acompanhe resultados e melhore sempre
Depois que o e-commerce está no ar, é importante acompanhar números como visitas, vendas, produtos mais vendidos e feedback dos clientes. Isso ajuda a entender o que funciona, o que precisa melhorar e como crescer cada vez mais.
Métricas do e-commerce
1. Taxa de conversão
Essa métrica mostra quantas pessoas que visitam sua loja realmente compram. Por exemplo, se 100 pessoas entram no site e 5 compram, a taxa de conversão é 5%. Ela ajuda a entender se o site está funcionando bem e se os clientes estão encontrando o que precisam.
2. Ticket médio
É o valor médio que cada cliente gasta em uma compra. Para calcular, basta dividir o faturamento total pelo número de pedidos. Um ticket médio alto indica que os clientes estão comprando mais produtos ou produtos de maior valor, o que é ótimo para o negócio.
3. Taxa de rejeição
Essa métrica mostra quantas pessoas entram na sua loja e saem sem interagir com nada. Uma taxa de rejeição alta pode indicar que o site não é atraente, as páginas demoram para carregar ou os produtos não estão claros.
4. Tempo médio no site
Indica quanto tempo, em média, os visitantes passam na sua loja. Quanto mais tempo, maior a chance de eles explorarem produtos, lerem descrições e decidirem comprar.
5. Origem do tráfego
Mostra de onde os visitantes estão vindo, ou seja, das redes sociais, anúncios pagos, buscas no Google ou links de parceiros. Essa informação ajuda a entender quais canais estão trazendo mais clientes e onde vale investir mais.
6. Carrinhos abandonados
Refere-se aos clientes que adicionam produtos no carrinho, mas não finalizam a compra. Acompanhar isso ajuda a identificar problemas no processo de pagamento, frete ou experiência do usuário, e permite criar estratégias para recuperar essas vendas.
7. Retorno sobre investimento
Mostra se o dinheiro gasto em marketing e anúncios está trazendo lucro. Um ROI positivo indica que os investimentos estão valendo a pena; um ROI baixo indica que é preciso ajustar estratégias.
8. Lifetime Value
É o valor total que um cliente gasta na sua loja durante todo o tempo em que compra com você. Quanto maior o LTV, mais valioso é cada cliente para o negócio.
9. Taxa de recompra
Indica quantos clientes voltam para comprar novamente. Essa métrica mostra se a experiência de compra e os produtos estão agradando, ajudando a fidelizar clientes.
10. Avaliações e feedback dos clientes
Não é um número exato, mas acompanhar comentários, notas e opiniões ajuda a entender o que funciona bem e o que precisa melhorar na experiência de compra.
Dicas para atrair mais clientes para o ecommerce
1. Esteja nas redes sociais de verdade
Não é só criar uma página e postar uma vez por semana. Mostre seus produtos, conte histórias sobre a sua marca, faça vídeos divertidos e responda quem comenta. Quanto mais você se conecta de forma genuína, mais as pessoas confiam e querem comprar de você.
2. Tenha um site fácil de usar e agradável
Se o cliente não encontra o que procura ou se o site demora para carregar, ele desiste rapidinho. Um site organizado, bonito e intuitivo deixa a experiência agradável e aumenta as chances de alguém finalizar a compra.
3. Faça promoções que chamem atenção
Frete grátis, descontos especiais ou brindes simples podem fazer a diferença. As pessoas adoram sentir que estão aproveitando uma oportunidade, mas é importante planejar bem para não prejudicar o seu lucro.
4. Crie conteúdo interessante
Posts, vídeos, tutoriais ou dicas sobre o seu produto ajudam a aproximar a marca do cliente. Isso mostra que você entende do assunto e dá confiança para quem ainda não conhece sua loja.
5. Use anúncios com inteligência
Mostrar seus produtos para as pessoas certas faz toda a diferença. Anúncios no Google, Facebook ou Instagram bem direcionados ajudam a atrair quem realmente tem interesse em comprar.
6. Atendimento é tudo
Responder dúvidas rápido, ajudar em problemas e tratar o cliente com atenção faz com que ele se sinta valorizado. Um bom atendimento transforma compradores em fãs da sua loja.
7. Valorize opiniões e avaliações
Depoimentos de clientes satisfeitos mostram que sua loja é confiável e que seus produtos são bons. É quase como ter gente recomendando você para outras pessoas.
8. Crie programas de fidelidade
Dar pontos, descontos ou benefícios para quem compra mais de uma vez faz com que o cliente volte e se sinta especial.
9. Apareça nas buscas do Google
Quanto melhor seu site estiver otimizado, mais pessoas vão encontrar seus produtos de forma natural. Bons títulos, descrições claras e conteúdo relevante ajudam bastante.
10. Lembre os clientes que já visitaram sua loja
Às vezes alguém entra, olha os produtos e vai embora. Mostrar anúncios depois, lembrando dessa pessoa do que ela gostou, aumenta muito as chances de ela voltar e comprar.
Como o e-commerce surgiu?
O e-commerce pode até ter ficado famoso nos anos 2000, mas ele começou bem antes, lá nos anos 70. Em 1979, um americano chamado Michael Aldrich teve uma ideia incrível de criar um jeito de comprar coisas pela internet em tempo real. Naquela época, isso parecia coisa de filme de ficção científica!
Ele fez uma adaptação curiosa usando uma televisão ligada a uma linha de telefone e criou o Videotex. Foi assim que tudo começou a se tornar possível. Aos poucos, a tecnologia foi evoluindo e, de repente, ficou cada vez mais fácil para qualquer pessoa comprar pela internet sem precisar sair de casa.
Em 1995, nos Estados Unidos, nasceu a Amazon, que começou vendendo livros online e hoje é essa gigante que todo mundo conhece. Aqui no Brasil, também em 1995, surgiu a Booknet, criada pelo Jack London. Quatro anos depois, ela foi vendida e virou o Submarino, aquele mesmo que muita gente continua comprando até hoje.
Com o tempo, os marketplaces cresceram e apareceram plataformas que tornam a vida de quem quer vender online muito mais fácil. Hoje, comprar pela internet já é natural para a gente, faz parte do dia a dia, e o e-commerce virou uma parte enorme do varejo. É impressionante pensar que tudo começou com uma TV e um telefone lá nos anos 70!
Fontes: Amazon; Nuvem Shop; Shopify; OList; Omie