22 de agosto de 2025 - por Diogo Silva
A estrutura de capital de uma empresa diz respeito à maneira como ela combina recursos próprios e empréstimos para financiar suas atividades e apoiar seu crescimento.
A forma como esse equilíbrio é definido pode afetar de maneira importante a capacidade da empresa de se desenvolver, os riscos financeiros que ela enfrenta e o retorno entregue aos acionistas.
Aqui nós vamos aprofundar o conceito de estrutura de capital, conhecer seus principais elementos e entender como as escolhas relacionadas a ela podem influenciar o desempenho e a saúde financeira de uma organização.
Leia também: Tributo: o que é, tipos e diferença entre tributo e imposto
O que é estrutura de capital?
A estrutura de capital nada mais é do que a forma como uma empresa se organiza para conseguir dinheiro e tocar seus planos.
Ela pode usar recursos próprios, que são aqueles colocados pelos donos ou acionistas, ou buscar recursos de fora, como empréstimos e financiamentos. É como se fosse o jeito que a empresa equilibra o que já tem com o que precisa pegar emprestado para crescer.
Quando usa mais dinheiro próprio, fica mais independente, mas pode ter menos fôlego para investir. Já quando aposta em dívidas, consegue crescer mais rápido, mas assume o risco de ter que arcar com juros e compromissos mesmo em tempos difíceis.
Por isso, a estrutura de capital é um equilíbrio delicado! Quanto usar do próprio bolso e quanto confiar no dinheiro de terceiros. Essa escolha influencia diretamente na saúde financeira da empresa e na confiança que o mercado tem nela.
Objetivos da estrutura de capital
Os objetivos da estrutura de capital são, no fundo, sobre manter a empresa de pé e pronta para crescer sem se enrolar. É como quando alguém organiza as próprias finanças pessoais, por exemplo, você pensa em quanto pode usar do próprio bolso e quanto vale a pena pegar emprestado, sempre tentando não gastar mais do que consegue pagar.
Para a empresa, é parecido. A ideia é ter dinheiro suficiente para investir e aproveitar oportunidades, mas sem se encher de dívidas que depois virem um problema.
Outro objetivo é mostrar para bancos e investidores que a casa está em ordem, passando confiança de que o negócio é seguro e bem administrado.
A estrutura de capital existe para ajudar a empresa a crescer com equilíbrio, gastando de forma inteligente e se preparando para os altos e baixos do mercado.
Como funciona a estrutura de capital?
A estrutura de capital funciona como uma espécie de balança financeira da empresa. De um lado está o capital próprio, que é o dinheiro colocado pelos sócios ou acionistas; do outro, está o capital de terceiros, que vem de bancos, financiamentos ou emissão de dívidas.
A empresa precisa escolher como vai equilibrar esses dois lados para bancar suas operações e projetos. Se usar mais recursos próprios, ganha em independência, já que não precisa se preocupar tanto com pagamentos de juros, mas pode ter menos força para crescer rapidamente.
Já se recorrer mais a empréstimos, pode acelerar investimentos, mas terá compromissos maiores para honrar no futuro.
Na prática, o funcionamento da estrutura de capital está em decidir a melhor mistura entre essas fontes de recursos, sempre pensando no custo, nos riscos e na confiança que isso vai gerar no mercado.
É como se fosse o jeito da empresa planejar de onde vem o combustível que vai mantê-la em movimento.
Leia também: Diferença entre rendimento e liquidez
Fatores interferem na estrutura de capital
1. Tamanho da empresa
Empresas maiores costumam ter mais facilidade para conseguir empréstimos, porque transmitem mais segurança aos bancos e investidores. Já as menores, por terem menos histórico e menos garantias, muitas vezes dependem mais do capital próprio.
2. Estabilidade dos lucros
Se a empresa tem um fluxo de caixa previsível e lucros constantes, ela consegue se endividar com mais tranquilidade, pois sabe que terá dinheiro para pagar as parcelas. Mas se os resultados são instáveis, o risco aumenta e pode ser mais seguro apostar em recursos próprios.
3. Risco do negócio
Setores mais arriscados, como startups de tecnologia ou empresas em fase inicial, podem ter mais dificuldade para conseguir crédito barato. Por isso, acabam dependendo mais do dinheiro dos próprios sócios ou investidores.
4. Condições do mercado e da economia
Quando os juros estão altos, tomar empréstimo fica caro, e as empresas tendem a evitar dívidas. Já em cenários de crédito farto e barato, recorrer a financiamentos pode ser mais vantajoso.
5. Estrutura patrimonial
Se a empresa tem muitos bens ou ativos de valor, consegue usá-los como garantia para empréstimos, facilitando o acesso a crédito. Já quem tem pouco patrimônio encontra mais barreiras.
6. Controle e autonomia
Alguns empresários preferem manter o controle total do negócio, evitando abrir muito espaço para novos investidores.
Nesse caso, recorrem mais a dívidas do que a capital próprio de terceiros. Outros, por sua vez, preferem dividir o controle para evitar o peso dos financiamentos.
Leia também: Tributo: o que é, tipos e diferença entre tributo e imposto
Quais são os indicadores de estrutura de capital?
1. Grau de endividamento
Mostra quanto a empresa depende de dinheiro emprestado em relação ao que já tem de recursos próprios. Se o número for muito alto, significa que ela está muito alavancada e pode ter dificuldade em honrar dívidas.
2. Composição do endividamento
Aqui, a ideia é entender de onde vêm as dívidas. Se a empresa deve mais no curto prazo ou no longo prazo. Dívidas de curto prazo trazem mais pressão no dia a dia.
3. Participação de capital de terceiros
Indica qual parte dos recursos da empresa vem de fora, como bancos e financiamentos, em vez de vir dos donos ou acionistas. Quanto maior a dependência de terceiros, maior o risco em momentos de crise.
4. Imobilização do patrimônio líquido
Mostra quanto do capital próprio da empresa está preso em ativos fixos, como máquinas, prédios e equipamentos. Quanto mais imobilizado, menos sobra para usar no giro do negócio, o que pode apertar o caixa.
5. Índice de cobertura de juros
Esse indicador revela se a empresa gera lucro suficiente para pagar os juros de suas dívidas. Se o índice for baixo, ela pode ter dificuldades para honrar compromissos com bancos e investidores.
6. Alavancagem financeira
Mede como as dívidas influenciam no retorno para os acionistas. Quando bem administrada, a alavancagem pode turbinar os lucros; mas, se for mal usada, pode transformar pequenas crises em grandes problemas.
Como calcular a estrutura de capital de uma empresa?
Calcular a estrutura de capital é basicamente entender de onde vem o dinheiro da empresa: o que é dela mesma e o que foi pego de fora.
Total de capital = Capital próprio + Capital de terceiros
Depois, você vê a participação de cada um nesse total:
- % de capital próprio = (Capital próprio ÷ Total de capital) × 100
- % de capital de terceiros = (Capital de terceiros ÷ Total de capital) × 100
Isso ajuda a enxergar se a empresa está equilibrada ou se depende demais de dinheiro emprestado, o que pode aumentar os riscos.
Como analisar a estrutura capital de uma empresa?
Analisar a estrutura de capital de uma empresa é como dar uma olhada no modo como ela se financia e entender se está equilibrada.
É observar quanto do dinheiro vem dos próprios sócios e quanto vem de fora, como empréstimos e financiamentos. Uma empresa que depende demais de dívidas pode crescer rápido, mas fica mais vulnerável em momentos difíceis.
Por outro lado, quem usa mais recursos próprios tem mais segurança, mas talvez precise de mais paciência para investir e expandir.
Na prática, olhar para a estrutura de capital envolve verificar se as dívidas estão sob controle, se a empresa consegue pagar os juros sem apertos e se o dinheiro está bem distribuído entre investimentos e operação do dia a dia.
É como conferir se a casa financeira da empresa está organizada, com recursos suficientes para crescer, sem se sobrecarregar, e passando confiança para investidores, bancos e parceiros.
Analisar a estrutura de capital é entender se a empresa está pronta para crescer de forma segura e sustentável.
O que é uma boa estrutura de capital?
Uma boa estrutura de capital é aquela que consegue equilibrar segurança e crescimento. É como o ponto certo entre usar dinheiro próprio e recorrer a empréstimos ou financiamentos, o suficiente para investir e expandir, mas sem se sobrecarregar com dívidas que podem virar um problema.
Empresas com uma boa estrutura de capital conseguem honrar seus compromissos financeiros sem sufoco, têm recursos para aproveitar oportunidades e ainda passam confiança para investidores, bancos e parceiros.
Essa é uma estrutura que permite à empresa crescer de forma saudável, com o dinheiro trabalhando a favor do negócio e sem colocar em risco o seu futuro.
Como melhorar a estrutura de capital de uma empresa?
1. Reduzir dívidas caras
Pagar ou renegociar empréstimos com juros altos ajuda a diminuir o peso das dívidas e libera recursos para investir.
2. Aumentar capital próprio
Trazer novos sócios ou reinvestir lucros faz com que a empresa dependa menos de dinheiro de terceiros, aumentando a segurança financeira.
3. Controlar custos e despesas
Manter os gastos sob controle garante que mais dinheiro fique disponível para investir e reduzir a necessidade de empréstimos.
4. Melhorar o fluxo de caixa
Organizar entradas e saídas de dinheiro evita apertos e ajuda a empresa a honrar compromissos sem recorrer a dívidas de emergência.
5. Planejar investimentos com cuidado
Priorizar projetos que realmente tragam retorno evita desperdício de recursos e mantém a estrutura de capital equilibrada.
6 Avaliar constantemente a estrutura
Revisar regularmente a proporção entre capital próprio e de terceiros ajuda a ajustar a estratégia antes que problemas apareçam.
Importância da estrutura de capital para as empresas
A estrutura de capital é como a base que mantém a empresa firme e pronta para crescer. Ter o equilíbrio certo entre dinheiro próprio e empréstimos ajuda a empresa a investir em novos projetos, aproveitar oportunidades e enfrentar dificuldades sem sufoco.
Além disso, passa confiança para investidores, bancos e parceiros, mostrando que o negócio é bem cuidado e organizado.
Uma boa estrutura de capital dá segurança e liberdade para a empresa se desenvolver de forma saudável, sem se sobrecarregar ou se arriscar demais.
Qual é a diferença entre estrutura de capital e capitalização de mercado?
A diferença é bem simples de entender: a estrutura de capital mostra como a empresa organiza seu dinheiro, ou seja, quanto vem dos próprios sócios e quanto vem de empréstimos ou dívidas, ajudando a ver se ela está equilibrada e segura.
Já a capitalização de mercado mostra quanto o mercado acha que a empresa vale, olhando para o preço das ações multiplicado pelo total de ações.
Ou seja, uma diz como a empresa se mantém por dentro, cuidando do seu dinheiro, e a outra diz quanto ela vale por fora, segundo a visão de investidores e do mercado.
Qual a diferença entre estrutura de capital e estrutura financeira?
A diferença é bem simples: a estrutura de capital mostra de onde vem o dinheiro da empresa, quanto é dos sócios e quanto vem de empréstimos ou dívidas, ajudando a entender se ela está equilibrada e segura.
Já a estrutura financeira mostra como esse dinheiro está sendo usado, ou seja, como os recursos estão distribuídos entre investimentos, ativos e o funcionamento do dia a dia.
Em outras palavras, uma diz de onde o dinheiro vem, e a outra diz como ele está sendo aplicado dentro da empresa.
Fontes: Suno; Vexpenses; Strong; Simplifica; Mais Retorno; Flashapp; 4Cinco; Investing