12 de junho de 2025 - por Diogo Silva
O Euromercado surgiu logo com o fim da Segunda Guerra Mundial, expandindo-se rapidamente e se tornando a solução para muita coisa. De modo simples, essa é uma forma de realizar transações em moedas internacionais sem passar pela fiscalização exacerbada dos grandes bancos, por exemplo.
É uma maneira mais livre de atuar no mercado internacional! Para ficar mais por dentro, confira esse texto a seguir. Preparamos um conteúdo completo.
O que é Euromercado?
Você já ouviu esse termo antes? Euromercado é um mercado financeiro internacional. Nele são negociados os títulos e valores imobiliários em moedas estrangeiras.
Esse mercado é conhecido por sua ampla gama de instrumentos financeiros, como o Eurodólares, Eurocâmbio e Eutobonds, permitindo assim que os investidores e as instituições financeiras possam realizar transações em diferentes moedas de modo seguro.
No Euromercado, as operações são realizadas de forma descentralizada. Isso quer dizer que não existe uma bolsa de valores física para que ocorram as negociações.
Em vez disso, as transações são realizadas por meio de uma rede de bancos e corretoras que atuam entre os vendedores e compradores. Isso, é claro, facilita a liquidez e eficiência do mercado.
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Como o Euromercado funciona?
O euromercado funciona como um mercado financeiro internacional, como falamos acima. Nele, os brancos e instituições recebem depósitos em moedas estrangeiras, que normalmente é o dólar, fora do país emissor da moeda.
Então, com esses recursos, eles realizam empréstimos, financiam empresas e governos, além de negociarem títulos internacionais. Esse mercado menos regulado que os mercados nacionais. O Euromercado oferece mais flexibilidade nas taxas de juros, prazos e condições.
Essas operações são feitas, normalmente, entre grandes instituições financeiras em centros financeiros globais. Isso permite movimentações rápidas e de grande volume.
Assim, o euromercado facilita o acesso a recursos em moedas internacionais de maneira ágil e com custos menores.
O Euromercado funciona apenas na Europa?
Não! Embora leve esse nome, o euromercado não funciona somente na Europa. Ele é um mercado financeiro internacional que opera em diversos lugares ao redor do mundo, como Cingapura, Nova York, Hong Kong e vários outros.
O principal ponto é que as operações envolvem moedas estrangeiras, fora do país emissor da mesma. Por exemplo, os dólares depositados em bancos asiáticos ou sul-americanos também fazem parte do Euromercado. Logo, ele é global e não está limitado a nenhuma região em específico.
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Principais características do Euromercado
Como já foi dito, o euromercado é um mercado financeiro internacional. Sua grande característica são as operações com moedas internacionais, principalmente o dólar.
Outra coisa que chama a atenção é a sua menor regulação, visto que as transações ocorrem fora da supervisão de bancos centrais dos países de origem das moedas.
Isso proporciona grande flexibilidade nas negociações. Ele envolve grandes volumes financeiros e é usado por grandes bancos, governos e empresas multinacionais.
As operações são feitas entre instituições financeiras e estão inclusos a captação de recursos, concessão de empréstimos e emissão de títulos internacional, como euro-obrigações.
As taxas de juros utilizadas são baseadas em índices internacionais, como a atual SOFR ou a antiga LIBOR. Outra característica do euromercado é o destaque para a alta liquidez e sua presença no mundo todo, funcionando não somente na Europa, como dissemos, mas também em outros grandes centros financeiros.
Vantagens e desvantagens do Euromercado
Assim como tudo o que envolve o mercado financeiro, o euromercado traz vantagens e desvantagens. Um dos pontos fortes é, com toda certeza, a maior flexibilidade, uma vez que as operações ocorrem fora do rígido controle dos bancos. Isso permite condições mais atrativas de financiamento, como prazos e taxas de juros mais competitivos.
Além disso, esse mercado oferece alta liquidez e acesso rápido a grandes volumes de capital, o que é muito vantajoso para empresas multinacionais e governos que necessitam captar recursos em outras moedas.
Também faz possível a diversificação das fontes de financiamento, facilitando o comércio e os investimentos internacionais.
Mas, em contrapartida, o euromercado tem baixa regulação, mesmo oferecendo liberdade. Isso pode aumentar os riscos, como falta de garantia para os investidores e menos transparência nas operações.
E, por ser um mercado internacional, todos estamos sujeitos a riscos cambiais e instabilidades econômicas e políticas globais.
Em tempos de crises, por exemplo, a ausência de proteção governamental direta acaba dificultando a estabilidade e acesso ao crédito.
Origem e evolução do Euromercado
E Euromercado surgiu nos anos de 1950, logo após a Segunda Guerra Mundial, quando os países da Europa começaram a acumular dólares fora dos Estados Unidos.
A Inglaterra era o principal deles! Esse processo deu origem aos eurodólares, que eram depósitos fora dos territórios americanos.
A criação do euromercado ganhou força a partir da necessidade de financiamento internacional e rigidez das regras financeiras dos Estados Unidos naquele período.
Ao longo das décadas de 1960 e 1970, esse mercado ganhou muita força e tornou-se uma forte fonte de crédito para governos e grandes empresas. Rapidamente começou a operar com outras moedas de grande força, se espalhando para Nova York e Cingapura, por exemplo.
Atualmente é um mercado global que visa facilitar a captação de recursos em moedas estrangeiras, com baixa regulação e mais flexibilidade.
Fontes: Suno; Mais Retorno; Diário Financeiro; Tudo Sobre Finanças