Como investir em 2026? O foco agora é outro

18 de maio de 2026 - por raulsena1


Todo ano eleitoral vem acompanhado da mesma ansiedade. Será que é hora de vender tudo? Será que a bolsa vai desabar? Se você acompanha o mercado há algum tempo, já ouviu todas essas perguntas. E se você olhar para os dados históricos, vai descobrir que as respostas costumam decepcionar os catastrofistas.

Vamos olhar para os ciclos eleitorais recentes e analisar o que aconteceu com o Ibovespa em cada um deles.

Em 2006, a bolsa subiu quase 10% no ano eleitoral. Em 2010, subiu pouco mais de 1%. Em 2014, que foi o ciclo mais complicado com a reeleição da Dilma, a bolsa caiu pouco mais de 2%, o único ano de queda expressiva no período. Em 2018, com a expectativa positiva em torno do Bolsonaro, subiu 10%. E em 2022, mesmo com a eleição do Lula e toda a narrativa de que o Brasil iria virar a Venezuela, a bolsa terminou o ano com alta de quase 5%.

O saldo histórico é claro, a maioria dos anos eleitorais terminou positiva. E o único ano de queda significativa foi em um contexto de crise política muito específica e não simplesmente por causa da eleição em si.

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Oscilação eleitoral é uma oportunidade

Para o investidor de longo prazo que investe com base em fundamentos, os anos eleitorais não são uma ameaça, mas sim uma janela.

A lógica é a seguinte, vou tentar explicar isso da forma mais clara possível. Se o Banco do Brasil cai 30% porque parte do mercado acredita que um determinado candidato vai prejudicar a empresa, e você sabe que os fundamentos daquele negócio continuam sólidos, esse é o momento de comprar mais, não de vender. Quando o pânico passa e o mercado volta a precificar a realidade, você já está posicionado com um preço médio muito mais baixo.

É o que no mercado financeiro se chama de assimetria. Você encontra uma empresa boa sendo negociada por um preço que não reflete sua realidade, porque o mercado está operando com base em medo e manchete, não em análise. Quanto mais oscilação no curto prazo, mais essas janelas aparecem para quem tem paciência e estratégia.

O problema de tentar sair e entrar na hora certa

Tem muita gente que pensa assim: vendo tudo antes das eleições, espero o resultado e entro de novo, depois que o mercado se acalmar. Mas, na prática, esse raciocínio quase nunca funciona.

Primeiro, porque você não sabe quando o mercado vai reagir. A bolsa costuma antecipar os movimentos, e quando o resultado eleitoral sai, boa parte do movimento já aconteceu. Segundo, porque você vai pagar imposto ao vender e esse custo corrói o resultado final. Terceiro, porque quem sai do mercado tende a não conseguir entrar de volta na hora certa, seja por medo de comprar na alta ou por esperar uma queda que não vem.

Nos ciclos eleitorais analisados, quem ficou parado mantendo as posições em boas empresas saiu melhor do que quem tentou fazer esse movimento de entrada e saída.

O que fazer agora com o mercado em ano eleitoral

A resposta é a mesma de sempre: não mude nada na sua estratégia.

Se você investe em boas empresas com lucro consistente e baixo endividamento, o resultado eleitoral vai criar oscilações de curto prazo que não vão mudar a trajetória dessas empresas no longo prazo.

O Banco do Brasil, o Itaú, a Engie, empresas centenárias de energia, saneamento e consumo básico vão continuar existindo e gerando resultado independentemente de quem estiver no Palácio do Planalto.

O que muda com as eleições é o preço das ações no curto prazo, não o valor das empresas no longo prazo. E quando preço e valor se separam, isso é oportunidade, não ameaça.

A renda fixa continua sendo parte fundamental de qualquer carteira. Com taxas de 15% e 16% ao ano, especialmente em títulos longos que podem se valorizar quando os juros caírem, é uma posição estratégica relevante independente do cenário político.

Manchete de jornal dizendo que o Brasil vai acabar não é análise. Já disseram isso em 2014, em 2018, em 2022. O Brasil continua aqui, as empresas continuam gerando lucro e quem ficou investido saiu melhor do que quem tentou ser mais esperto que o mercado.

A única estratégia que provou funcionar ao longo desses ciclos todos é simples: comprar boas empresas, manter e continuar aportando quando o mercado cair. Sem drama, sem vender tudo, sem tentar adivinhar o resultado da eleição.

Quer entender melhor sobre qual a minha estratégia de investimento para esse ano eleitoral? Então assista ao vídeo em que explico sobre!

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