14 de janeiro de 2026 - por Raul Sena (Investidor Sardinha)
O que planejar, o que é indispensável para quem quer mudar de vida financeira e deixar de viver no aperto em 2026? A primeira resposta costuma decepcionar quem espera uma fórmula mágica: não adianta delegar tudo para o “ano que vem”.
Acreditar que em janeiro tudo se organiza magicamente, raramente funciona. Se a mentalidade não muda, nenhuma simpatia ou roupa branca, amarela, dinheiro no sapato, resolve.
Prosperidade exige intenção, organização e decisões chatas feitas com constância.
Veja também: Como começar a investir o seu dinheiro: Guia de investimento para iniciantes
Prosperidade não é ostentação
Um erro comum é confundir prosperidade com aparência de riqueza. Carro caro, apartamento grande ou vida instagramável não é sinônimo de dinheiro.
Prosperidade é dormir sem ansiedade, pensando se vai conseguir pagar as contas no mês seguinte.
É não depender exclusivamente do próximo salário para sobreviver. É ter uma reserva que permita lidar com imprevistos sem desespero e é poder dizer “não” para o que não faz sentido.
Se você passou 2025 tentando parecer rico e terminou o ano mais endividado, repetir o mesmo comportamento em 2026 só vai te levar ao mesmo resultado. Não há nada de estranho nisso, estranho é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.
Se sua vida financeira está funcionando, continue e se está ruim, pare de fazer o que está fazendo.
Se organize
Não adianta consumir conteúdo sobre investimentos, sem organizar o básico. Antes de multiplicar dinheiro, é preciso entender o seu fluxo de caixa.
Quanto você ganha ao longo do ano? Quanto entra, quanto sai e quanto sobra? Qual percentual da sua renda será destinado aos investimentos?
Planejamento não é adivinhação, é estimativa realista. Mesmo quem empreende precisa trabalhar com números conservadores, para não contar com dinheiro que ainda não existe.
A regra central aqui é simples: se pague primeiro. Invista antes de gastar, destine algo próximo de 20% a 25% da sua renda para seus investimentos. Para algumas pessoas isso não é viável, mas para muitas é, desde que haja organização.
Quando você se planeja desde janeiro, viagens, trocas de carro e projetos pessoais deixam de ser “sonhos” e passam a ser decisões possíveis.
O que costuma gerar resultado não é uma grande ideia milagrosa, mas o processo chato: sentar, conversar, planejar o ano, prever gastos maiores e entender onde está o peso real do orçamento.
Mude aos poucos
Tentar virar uma pessoa financeiramente perfeita de uma hora para outra costuma falhar. Mudanças radicais raramente se sustentam.
O caminho mais eficiente é identificar os maiores gargalos e começar por eles. Se o problema é delivery, comece a cozinhar. Se é shopping, reduza a frequência. Se é bar ou consumo por impulso, crie limites claros.
Resolver tudo ao mesmo tempo gera frustração. Então, vá aos poucos, comece pelo maior problema e vá descendo para os demais.
Comece a investir como adulto
Para quem está começando, investimentos simples funcionam melhor. Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária ou investimentos automáticos e previsíveis são suficientes no início.
Antes de buscar rentabilidades sofisticadas, é importante criar o hábito e vencer a ansiedade de gastar. Depois disso, com mais capital e maturidade emocional, escolhas mais complexas fazem sentido.
Fuja de promessas rápidas e operações milagrosas. Aos poucos, você vai conhecer mais sobre o assunto e vai conseguir encontrar opções mais rentáveis.
Quer mais dicas para ter um 2026 mais próspero? Então, assista ao vídeo em que falo mais sobre!
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