É o fim do Facebook?


Com uma queda de 44,34% nos últimos 12 meses, o Facebook passou a ser alvo de críticas nas diversas mídias que geram ruído no mercado acionário. Marca-se assim o fim do Facebook?

Afinal, uma queda no valor de mercado superando meio trilhões de dólares seria capaz de comprar a Petrobras, Itaú, Vale e sobraria uns trocados ainda para comprar empresas menores.

Onde tudo começou?

O Facebook, pela primeira vez na história, lançou um relatório informando que haviam perdido o número de usuários ativos.

Mais precisamente, tiveram um resultado de 1.930 bilhões em número de usuários ativos para 1.929 bilhões. Uma diferença minúscula, mas então por quê essa reação do mercado?

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Qual concorrente pode causar o fim do Facebook?

Com um crescimento de 1 bilhão de usuários ativos em apenas 3 anos, é evidente o sucesso da nova mídia social: Tiktok.

Assustados e perdidos dentro do próprio negócio, é como se o gigante Facebook tentasse copiar as funções de vídeos rápidos e algoritmos precisos do tiktok.

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Mas inserido numa plataforma tão cheia de fusões que criam confusão, quase que como um Frankenstein de opções em mídia social dentro de um lugar só.

Esse mesmo efeito parece ocorrer também em sua mídia social de maior sucesso entre o público mais jovem, o Instagram.

O problema dessa concorrência

Quando a disputa era contra redes sociais americanas, tais como Myspace, Orkut, Snapchat, o Facebook tinha uma competição de mesmo nível sobre as mesmas condições legais e de alcance demográfico.

Isso porque o Facebook é proibido de operar em boa parte da Ásia e da Rússia, onde tem uma parte significativa da população mundial.

Além de que, por ser uma rede social americana, o facebook impõe normas de conteúdos sobre o que pode ou não ser publicado de acordo com a legislação de seu país.

Assim, o facebook adapta o modelo que os congressistas americanos querem que ele faça, visto nosso regime democrático.

Bem diferente do regime da China, onde as restrições ocorrem em maior parte na censura de assuntos relacionados a críticas do regime político ditatorial.

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O ciclo que marca o fim do Facebook

Usuários abaixo de 35 anos de idade já abandonaram o Facebook. É uma curva natural da morte das redes sociais.

Adolescentes começam a usar uma rede social por acharem ela jovem, divertida e nova. Esses adolescentes eventualmente se tornam jovens adultos que incluem essa rede no meio social empregatício.

Eventualmente esses adultos se tornam pais, com filhos que não vão achar interessante estar na mesma rede social que eles, migrando assim para a nova plataforma.

A segurança do Facebook é uma piada

A situação fica ainda pior quando o facebook começa a “matar” a rede a começar pela segurança.

Condução de testes nos usuários, venda de dados, permitem direcionamento das propagandas para pessoas físicas, exposição de dados sensíveis de forma irresponsáveis etc.

A rede começa, então, a ser vista pelos investidores como uma plataforma muito arriscada, ainda mais com Mark Zuckerberg aparecendo com a imagem de vilão nas mais diversas mídias.

O Facebook vira “Meta”

Para tirar as demais empresas do nome “Facebook” (mesmo nome do seu aplicativo de mídia social), é feita uma troca por “Meta”.

Dessa forma, o whatsapp, instagram e demais plataformas dentro da Meta não seriam afetados pela má performance do Facebook.

O mercado entende que é o fim mesmo

O mercado já reage negativamente acreditando que a troca do nome é incentivada pela crença de aceitação de que perderam a liderança ou prevêem essa eventual perda.

Com um modelo de negócios focado em anúncios e dados que recebe cada vez mais restrições por parte das legislações ou até mesmo dos próprios navegadores, seu algoritmo ficou mais “burro”.

Dessa forma os anunciantes gastam mais dinheiro de forma menos eficaz.

Afinal, é o fim do Facebook mesmo?

Como rede social? talvez. Mas a Meta não. Acontece que é um grupo de empresas muito forte.

Facebook app, Messenger, Instagram, Whatsapp, Oculus, Workplace, Portal, Novi.

O facebook foi sempre capaz de vencer a concorrência e tem um poder de compra altíssimo para adquirir pequenos concorrentes. Esse poder ainda existe, mesmo que tenham errado de forma grave em alguns produtos.

Há muitas possibilidades de recuperação para o Facebook como rede social. A plataforma tem muitos usuários e tem seu nicho de atuação, possivelmente se recebida o devido foco pode exercer um domínio forte por muitos anos no âmbito digital.

É o fim do Facebook?

Veja essa matéria como vídeo aqui.

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