Neuralink: tudo sobre a revolucionária startup de Elon Musk

Descubra tudo sobre a Neuralink, a startup de Elon Musk que promete conectar o cérebro humano à tecnologia de forma revolucionária.

19 de maio de 2025 - por Nathalia Lourenço


A Neuralink é uma das startups mais ambiciosas de Elon Musk, criada com o objetivo de integrar o cérebro humano à tecnologia por meio de interfaces neurais avançadas.

Mas como essa tecnologia funciona? Quais são os riscos, os benefícios e as implicações éticas envolvidas? Continue lendo para entender tudo sobre a Neuralink, seus avanços mais recentes e o impacto que ela pode ter no futuro da humanidade.

Você já ouviu falar da Neuralink? A empresa foi criada em 2016 pelo Elon Musk, com uma ideia que, à primeira vista, parece coisa de filme: criar um chip que conecta o cérebro humano diretamente a computadores.

Parece exagero? A proposta é justamente essa: usar apenas o pensamento para fazer tarefas como mexer no computador, digitar ou até controlar outros dispositivos, tudo sem mover um dedo.

Esse chip se chama Link. Ele é minúsculo, do tamanho de uma moeda, e é implantado no crânio, com fios superfinos que se conectam ao cérebro. A tecnologia ainda está em fase de testes, mas os primeiros resultados já chamaram atenção. Um dos mais comentados foi o caso de um macaco que conseguiu jogar videogame usando só a mente.

Por enquanto, o foco está em ajudar pessoas com paralisia ou outras condições neurológicas. Mas, como tudo que envolve Elon Musk, a ideia vai além. Ele acredita que, no futuro, essa pode ser a porta de entrada para uma integração real entre humanos e inteligência artificial.

É claro que um projeto assim divide opiniões. Mas uma coisa é inegável: o limite entre o que é humano e o que é máquina está ficando cada vez mais sutil.

Qual é a origem e história da Neuralink?

Já pensou controlar um computador ou um celular só com o pensamento? Parece cena de filme futurista, mas a Neuralink, empresa criada por Elon Musk em 2016, está tentando transformar isso em realidade.

A ideia surgiu da preocupação de Musk com o avanço da inteligência artificial. Para ele, precisamos acompanhar esse ritmo — e uma das formas seria conectar diretamente o cérebro às máquinas.

A empresa passou um bom tempo trabalhando em silêncio, mas em 2019 revelou seu primeiro chip cerebral, testado em animais. Em 2021, um macaco jogou videogame usando apenas a mente. E em 2024, a Neuralink recebeu autorização para iniciar os primeiros testes em humanos.

O objetivo, por enquanto, é tratar doenças neurológicas. Mas no futuro, a promessa é ainda mais ousada: usar apenas o pensamento para interagir com o mundo digital.

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Quais são os objetivos da Neuralink?

A Neuralink tem dois grandes objetivos: um de curto prazo e outro de longo prazo.

1. Objetivo de curto prazo: tratar doenças neurológicas

Primeiramente, a empresa busca ajudar pessoas com problemas no cérebro ou no sistema nervoso. Isso inclui condições como paralisia, Parkinson, epilepsia e perda de memória. Com os chips da Neuralink, seria possível restaurar movimentos, melhorar a comunicação e até recuperar algumas funções perdidas.

2. Objetivo de longo prazo: unir o cérebro humano à tecnologia

Por outro lado, Elon Musk tem uma visão ainda mais ambiciosa para o futuro. Ele acredita que, em breve, a inteligência artificial será tão avançada que os humanos precisarão se conectar diretamente a ela para não ficarem para trás. Nesse sentido, a Neuralink quer criar essa ligação entre o cérebro e os computadores, permitindo que as pessoas pensem e interajam com a tecnologia de forma muito mais rápida e natural. Além disso, a empresa sonha com outras possibilidades, como:

  • Controlar aparelhos eletrônicos com o pensamento
  • Armazenar memórias digitalmente
  • Aprender novas habilidades com mais facilidade
  • Compartilhar pensamentos entre pessoas

Como funciona os chips da Neuralink?

Os chips da Neuralink funcionam como uma ponte entre o cérebro humano e dispositivos eletrônicos. Eles captam os sinais elétricos enviados pelos neurônios e os transformam em comandos que podem ser entendidos por um computador. Com isso, é possível, por exemplo, mover o cursor de um mouse, digitar palavras ou controlar uma prótese apenas com o pensamento.

Para chegar a esse ponto, a Neuralink passou por várias fases de testes, começando com animais e, depois, avançando para estudos em humanos.

Testes dos chips neuralink em animais

Inicialmente, os testes foram realizados em animais, o que foi essencial para provar que a tecnologia funciona. Em 2020, a empresa apresentou um porco chamado Gertrude que tinha um chip implantado no cérebro. O chip registrava a atividade cerebral em tempo real, mostrando que conseguia ler os sinais do cérebro com precisão.

Posteriormente, em 2021, a Neuralink apresentou um experimento com um macaco chamado Pager. Ele foi treinado para jogar um jogo parecido com “Pong” usando apenas a mente. O animal tinha dois chips implantados, e os sinais cerebrais eram traduzidos em movimentos dentro do jogo. Esse experimento mostrou, de forma clara, que a tecnologia podia interpretar a intenção do animal sem o uso de controle físico.

Testes dos chips neuralink em humanos

Após os resultados positivos em animais, a empresa deu um passo importante. Em 2023, a Neuralink recebeu a aprovação da FDA (agência dos EUA que regula medicamentos e dispositivos médicos) para iniciar os primeiros testes em humanos.

Logo em seguida, no início de 2024, aconteceu o primeiro implante em uma pessoa. De acordo com Elon Musk, o paciente se recuperou bem e conseguiu controlar um cursor de computador apenas com o pensamento. Esses testes iniciais são focados principalmente na segurança do dispositivo e na verificação da comunicação entre cérebro e máquina.

A longo prazo, a empresa pretende ampliar os testes para avaliar como a tecnologia pode melhorar a vida de pessoas com paralisia, doenças neurológicas ou lesões graves. Dessa forma, a Neuralink segue avançando em direção ao seu objetivo de tornar a conexão cérebro-máquina uma realidade acessível.

Desafios e controvérsias da Neuralink

Apesar de seus avanços promissores, a Neuralink enfrenta diversos desafios e controvérsias que levantam dúvidas entre especialistas, autoridades e o público em geral. Essas questões envolvem tanto a parte técnica quanto os aspectos éticos e legais da tecnologia.

Desafios técnicos

Primeiramente, a implantação de chips no cérebro é um processo delicado e de alto risco. Embora os fios usados pela Neuralink sejam extremamente finos, qualquer erro durante a cirurgia pode causar danos neurológicos. Além disso, garantir que os chips funcionem de forma estável e segura por longos períodos ainda é um grande obstáculo.

Outro ponto importante é a durabilidade do dispositivo. Como ele está em contato direto com o cérebro, precisa resistir à umidade, aos movimentos naturais do corpo e à rejeição biológica. Também há o desafio de coletar e interpretar com precisão milhares de sinais cerebrais diferentes.

Questões éticas e de segurança

Além dos desafios técnicos, a Neuralink é alvo de diversas controvérsias éticas. Uma das principais preocupações é a privacidade dos dados cerebrais. Afinal, se o chip pode ler pensamentos ou intenções, quem garante que essas informações não serão usadas de forma indevida?

Há também questionamentos sobre o uso em humanos saudáveis no futuro. Será que a tecnologia criaria uma nova forma de desigualdade, onde apenas algumas pessoas teriam acesso a esse “upgrade” mental? E como lidar com os impactos sociais e psicológicos de uma mente conectada a máquinas?

Acusações e investigações

A Neuralink também já foi alvo de investigações nos Estados Unidos por supostos maus-tratos a animais usados em testes. Ex-funcionários relataram pressa nos experimentos e falhas nos procedimentos, o que levou a críticas sobre o modo como a empresa conduz suas pesquisas.

Embora Elon Musk e sua equipe neguem irregularidades, essas polêmicas mostram que a corrida pelo avanço tecnológico também precisa de responsabilidade, transparência e respeito à ética.

Importância da Neuralink para o mundo

A Neuralink tem o potencial de causar um grande impacto em várias áreas, principalmente na medicina e na interação entre humanos e tecnologia.

1. Avanços no tratamento de doenças neurológicas

A empresa pode transformar o tratamento de doenças graves como paralisia, Alzheimer e lesões na medula espinhal. Com o chip da Neuralink, seria possível restaurar movimentos e melhorar a comunicação, oferecendo novas possibilidades de tratamento para condições antes consideradas irreversíveis.

2. Ampliação das capacidades humanas

A longo prazo, a Neuralink pode aumentar as capacidades humanas, como memória, aprendizado e controle de dispositivos com a mente. Isso transformaria a forma como interagimos com a tecnologia e poderia acelerar o desenvolvimento do conhecimento e habilidades.

3. Implicações para a inteligência artificial

A Neuralink também pode mudar a forma como interagimos com a inteligência artificial. Ao conectar diretamente o cérebro à IA, poderíamos reduzir a distância entre as capacidades humanas e as máquinas, criando uma interação mais fluida e colaborativa.

4. Desafios e reflexões

Embora a tecnologia tenha imenso potencial, ela também levanta questões éticas e sociais importantes, como privacidade e desigualdade. A Neuralink não só representa um avanço científico, mas também exige reflexão sobre como usá-la de forma responsável.

Qual é o valor de mercado da Neuralink?

O valor de mercado da Neuralink tem crescido de forma significativa nos últimos anos, à medida que a tecnologia de interfaces cérebro-computador se torna cada vez mais promissora.

Em 2023, a empresa foi avaliada em cerca de US$ 5 bilhões, com base em negociações privadas de ações realizadas por investidores e acionistas iniciais. Esse valor refletiu o crescente interesse em sua proposta revolucionária de conectar o cérebro humano à tecnologia.

Em 2025, a Neuralink levantou discussões para uma nova rodada de financiamento, onde buscava levantar US$ 500 milhões, o que colocaria sua avaliação pré-dinheiro em US$ 8,5 bilhões. Esse aumento demonstra o otimismo dos investidores em relação ao potencial da empresa.

Além disso, em março de 2025, foi observada uma avaliação de US$ 9,32 bilhões para a Neuralink, um aumento de cerca de 25% desde a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Esse crescimento reflete não apenas o avanço técnico da empresa, mas também a confiança crescente no impacto que sua tecnologia pode ter no futuro.

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Fontes: infomoney, acolabam, estadao e renovainvest

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