23 de junho de 2025 - por Millena Santos
Criado para fortalecer a cooperação entre os países do BRICS, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) tem se mostrado uma ferramenta importante para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países emergentes, com condições mais acessíveis e foco nas reais necessidades dos países envolvidos.
Neste conteúdo, você vai entender como o banco funciona, qual o seu papel no cenário global, os projetos que já foram colocados em prática e por que ele é considerado uma peça-chave na nova ordem econômica mundial.
Vamos lá? Boa leitura!
O que é Novo Banco de Desenvolvimento (NBD)?
O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) é uma instituição financeira criada com o objetivo de apoiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países que fazem parte do BRICS, um grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A ideia surgiu como uma alternativa para oferecer financiamento a iniciativas que estimulem o crescimento econômico desses países.
O NDB foi a primeira instituição financeira criada especialmente com essa finalidade dentro do bloco, surgindo como uma outra opção aos grandes bancos tradicionais, como o FMI e o Banco Mundial.
Portanto, a ideia é dar mais autonomia aos países emergentes na hora de investir em suas próprias prioridades.
Para que serve o NBD?
Na prática, o NBD tem ajudado países do BRICS a tirarem do projetos do papel. No Brasil, por exemplo, o banco já financiou a modernização de rodovias e iniciativas voltadas ao desenvolvimento urbano, o que melhora o transporte e a infraestrutura das cidades.
Na China, os recursos foram usados para construir parques eólicos, a fim de aumentar a produção de energia limpa e sustentável.
A Rússia contou com o apoio do Novo Banco de Desenvolvimento para reforçar o setor de energia, enquanto a Índia investiu em transporte sustentável e programas de energia renovável.
Esses exemplos são importantes pois mostram como ele funciona. E o melhor: tudo isso com condições mais acessíveis, como juros menores e menos burocracia, o que dá mais liberdade para que cada país escolha onde investir.
- Leia também: União Europeia: quais são os membros e os objetivos?
Como funciona o NBD?
A estrutura acionária do Novo Banco de Desenvolvimento é dividida de maneira igualitária entre os países fundadores, o que garante que nenhum deles tenha controle isolado sobre as decisões.
O capital autorizado do banco ultrapassa os 100 bilhões de dólares, sendo que, desse total, 50 bilhões já foram efetivamente subscritos pelos membros.
Ainda vale dizer que, apesar de ter sido criado com foco nos países do BRICS, o NBD não se limita apenas a esse grupo. Outros países que fazem parte da ONU também podem se tornar membros, desde que cumpram algumas condições específicas. São elas:
- os países fundadores devem manter juntos pelo menos 55% da participação no banco;
- países que entrarem como membros, mas não tomarem empréstimos, precisam representar menos de 20% da estrutura acionária;
- e os países que não são fundadores devem ter, no máximo, 7% de participação no total.
Origem do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD)
O Novo Banco de Desenvolvimento foi oficialmente criado em 2014, durante a cúpula do BRICS realizada em Fortaleza, no Brasil. Foi nesse encontro que os países fundadores assinaram o acordo que deu origem à instituição.
Apesar da criação ter sido formalizada naquele ano, as operações do banco só começaram de fato em 2015, quando a estrutura foi organizada e o NBD passou a funcionar como uma instituição financeira ativa, pronta para financiar projetos e promover o desenvolvimento nos países-membros.
Qual é a importância do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD)?
Um dos pontos que reforçam a importância do Novo Banco de Desenvolvimento é a credibilidade que a instituição conquistou ao longo dos anos.
O banco não apenas ganhou reconhecimento internacional, como também já aprovou dezenas de projetos em diferentes áreas, mostrando que está, de fato, comprometido com o desenvolvimento dos países-membros.
Além disso, o NBD tem parcerias com outras instituições financeiras globais de bem importantes, como o Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB), o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (EBRD), entre outros.
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Fonte: Suno, Mais Retorno.