Diferença entre bancos de desenvolvimento e agências de fomento

São instituições financeiras públicas focadas em oferecer crédito de longo prazo e condições diferenciadas para financiar projetos estratégicos, promovendo o desenvolvimento econômico, social e regional. Entenda as diferenças.

31 de dezembro de 2025 - por Sidemar Castro


As instituições conhecidas como Bancos de Desenvolvimento e Agências de Fomento têm uma missão clara: apoiar projetos que impulsionem o desenvolvimento econômico e social do país. Como trabalham com objetivos públicos, elas financiam iniciativas que o mercado privado costuma evitar, como infraestrutura, inovação e setores emergentes.

Seus investimentos são pensados para o longo prazo, sem a busca de lucro como prioridade. Enquanto bancos como o BNDES têm atuação nacional e operam em maior escala, as agências estaduais, como a Desenvolve SP e a AgeRio, atuam em volumes menores e dependem, em grande parte, de recursos repassados pelos governos locais. Para aprofundar essa comparação, o artigo a seguir traz mais detalhes.

Veja também: Instituição financeira: o que é, tipos e quais têm no Brasil?

O que são bancos de desenvolvimento?

Bancos de desenvolvimento fazem uma espécie de parceria com quem tem uma ideia e quer botar ela pra funcionar. Ao contrário dos bancos normais, que pensam mais no lucro rápido, eles dão grana com mais tempo para pagar e em condições bem mais interessantes para projetos que ajudam a sociedade.

Assim, eles podem bancar pequenas empresas, dar uma força para novas tecnologias e ajudar a construir estradas e hospitais. É como se dessem um empurrãozinho para que cidades e áreas inteiras se desenvolvam sem prejudicar o futuro.

Como funcionam os bancos de desenvolvimento?

Os bancos de desenvolvimento existem para financiar grandes sonhos que muitas vezes não cabem nas regras rígidas dos bancos tradicionais. Ou seja, projetos de infraestrutura, pesquisa, agricultura, tecnologia e até iniciativas sustentáveis, por exemplo, podem receber apoio desses bancos porque eles têm a missão de fomentar a economia de forma estratégica.

Essas instituições conseguem captar recursos de diferentes fontes, como orçamentos públicos, parcerias internacionais e fundos específicos, o que lhes permite oferecer condições de crédito mais acessíveis e com prazos que fazem sentido para investimentos que se estendem por muitos anos.

Exemplos de bancos de desenvolvimento

Existem vários tipos de bancos de desenvolvimento, cada um com seu foco e área de atuação. Alguns atuam em todo o país, enquanto outros se concentram em certas regiões.

No Brasil e no mundo, quando o assunto são projetos grandes, temos:

  • BNDES: O banco brasileiro mais famoso, que oferece grana para projetos desde a agricultura até ideias inovadoras.
  • Banco Mundial e BID: Eles financiam o crescimento de diversos países, trabalhando em projetos sociais, de meio ambiente e de infraestrutura.
  • Banco do Nordeste do Brasil (BNB): Mesmo focado no Nordeste, ele é muito importante para o crescimento dessa região.

Todos esses bancos têm o mesmo objetivo: oferecer crédito com condições especiais, como prazos maiores e juros mais baixos, o que é fundamental para impulsionar o crescimento do país.

Saiba mais: Tipos de bancos: quais são, diferenças, exemplos

O que são agências de fomento?

É bom pensar em fomento como um grupo de instituições que trabalham juntas para ajudar o país a crescer, fornecendo dinheiro a longo prazo. As agências de fomento, como a Desenvolve SP ou a Agência de Fomento do Rio Grande do Sul, olham de perto o que cada estado e região precisa.

A Finep, por exemplo, é do governo federal e só investe em inovação, ciência e tecnologia. Já o CNPq e as fundações estaduais (como a FAPESP e a FAPERJ) ajudam a pesquisa e a formar cientistas.

Como funcionam as agências de fomento?

As agências de fomento seguem as regras do Banco Central, o qual determina o que elas podem ou não fazer, para sempre focarem no desenvolvimento.

Elas funcionam de um jeito próprio com o dinheiro: não podem possuir depósitos. Usam recursos delas mesmas, de fundos do governo ou ainda com empréstimos de instituições como o BNDES e até de outros países. Isso é diferente dos bancos estaduais, que têm mais liberdade para conseguir dinheiro.

Mesmo não sendo bancos completos, elas fazem mais do que só emprestar dinheiro. As agências de fomento podem:

Ou seja, elas são um tipo de parceiro financeiro do governo, prontas para arriscar e investir onde empresas privadas não querem, sempre para criar empregos e fazer a economia da região crescer.

Exemplos de agências de fomento

No Brasil, há várias agências de fomento espalhadas pelo país: em São Paulo existe a Desenvolve SP, no Rio de Janeiro, a AgeRio, em Santa Catarina, a Badesc, no Rio Grande do Sul, a Badesul e no Paraná, a Fomento Paraná.

Outras conhecidas são a Desenbahia, em Salvador, a Afeam, no Amazonas, e a Afap, no Amapá. Cada uma delas tem o papel de estimular o crescimento local, ajudando pequenos negócios, empreendedores e até projetos de infraestrutura que fazem diferença na vida das pessoas.

Entenda mais: Concessão de crédito: o que é, como funciona e quais as etapas?

Qual a diferença entre bancos de desenvolvimento e agências de fomento?

Os bancos de desenvolvimento são instituições robustas, com grande capacidade de financiamento e papel estratégico na execução de políticas públicas. Eles oferecem crédito de médio e longo prazo, participam de grandes projetos de infraestrutura e inovação, e podem captar recursos externos.

Já as agências de fomento têm atuação restrita ao estado em que foram criadas, com foco em pequenas e médias empresas, turismo, agronegócio e iniciativas locais.

Enquanto os bancos de desenvolvimento assumem riscos maiores e influenciam a economia nacional, as agências de fomento funcionam como braços regionais, garantindo que o crédito chegue a quem precisa em cada estado.

Leia também: Crescimento econômico: o que é, como calcular, benefícios

Fontes: Rasa, Mack Consultoria, Informaq.abimaq, BNDES, Akeloo e Suno.

Diferença entre bancos de desenvolvimento e agências de fomento

Diferenças entre ordem start e ordem stop

CGE: Certificação de Gestores ANBIMA para Fundos Estruturados

SMALL11: o que é e como funciona o ETF das Small Caps?