Put spread: o que é, como funciona, tipos

Put spread é uma estratégia de opções que consiste em comprar e vender simultaneamente duas opções de venda com preços de exercício diferentes.

16 de setembro de 2026 - por Sidemar Castro


O Put spread, também conhecido como Trava de Baixa, é uma estratégia com opções que envolve a compra de uma opção de venda com preço de exercício mais alto e, ao mesmo tempo, a venda de outra put com o mesmo vencimento, mas com strike mais baixo.

O objetivo é aproveitar a queda do ativo, com ganhos e perdas previamente limitados. Por se tratar de uma operação de débito líquido, o investidor já sabe quanto pode perder desde o início. Ao longo deste artigo, você confere mais detalhes sobre como essa estratégia funciona.

Importante: este artigo se trata de uma opinião e não de uma recomendação ou indicação de investimento e estratégia.

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O que é put spread?

Put spread é uma estratégia usada no mercado de opções quando você acha que o preço de um ativo vai cair, mas quer limitar o risco e o custo da operação. Basicamente, você faz duas coisas ao mesmo tempo: compra uma opção de venda (put) com um preço de exercício mais alto e vende outra put com preço de exercício mais baixo, mas com a mesma data de vencimento.

Essa combinação é chamada de “trava de baixa” porque a sua operação fica “travada” entre esses dois preços. Você paga um prêmio pela put que compra e recebe um prêmio pela que vende, o que reduz o custo total da posição.

O lucro máximo que você pode ter ocorre se o ativo cair até o preço da put que você vendeu, mas sua perda também fica limitada ao que você pagou de diferença entre os prêmios.

Como funciona o put spread?

O put spread, que também é conhecido no Brasil como trava de baixa com puts, é uma estratégia do mercado de opções utilizada por investidores que acreditam em uma queda moderada no preço de uma ação. A ideia central é lucrar com a desvalorização do ativo, mas limitando tanto o custo da operação quanto o risco envolvido.

Assim, para montar essa estrutura, o investidor realiza duas movimentações simultâneas: ele compra uma opção de venda (put) com um preço de exercício mais alto e, ao mesmo tempo, vende uma opção de venda da mesma ação e com o mesmo vencimento, só que com um preço de exercício mais baixo.

Aqui estão duas formas de entender como essa dinâmica funciona na prática:

Imagine que você quer proteger seu capital contra a queda de uma ação que hoje vale 50 reais. Você decide comprar um seguro (a put) que lhe garante o direito de vender essa ação por 48 reais. No entanto, esse seguro tem um custo que você considera elevado.

Para baratear a operação, você aceita abrir mão de uma parte do lucro caso a ação desabe demais. Então, você vende para outra pessoa um seguro que permite que ela venda a mesma ação para você, por 44 reais. O dinheiro que você recebe ao vender esse segundo seguro ajuda a pagar o primeiro que você comprou.

No final das contas, você montou uma estrutura onde lucra se a ação cair, mas o seu ganho máximo está travado na diferença entre os 48 e os 44 reais. Se a ação subir, seu prejuízo máximo é apenas o valor líquido que você pagou para montar a trava.

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Tipos de put spread

O put spread é uma estratégia que pode ser montada de duas formas principais: comprando uma put com preço de exercício maior e vendendo outra com preço menor, ou o contrário, dependendo da expectativa de queda do ativo.

1) Put spread tradicional (trava de baixa)

Aqui o investidor compra uma opção de venda com preço de exercício mais alto e, ao mesmo tempo, vende outra opção com preço mais baixo. Essa combinação é usada quando se espera que o ativo caia. O ganho vem justamente dessa queda, mas existe um limite: se o ativo despencar muito, o lucro não cresce indefinidamente, pois a venda da segunda opção trava o resultado.

O lado bom é que o risco também fica limitado, já que o custo inicial da operação é conhecido. É uma forma de participar da baixa sem se expor a perdas ilimitadas.

2) Put spread invertido

Embora menos comum, há quem monte a operação de forma inversa, vendendo a put de preço mais alto e comprando a de preço mais baixo. Nesse caso, o investidor aposta que o ativo não vai cair tanto, ou até que se mantenha estável.

O ganho máximo é o prêmio recebido na venda da opção mais cara, mas se o ativo cair forte, o prejuízo aparece. É uma estratégia mais especulativa, usada por quem acredita que o mercado não vai desvalorizar demais.

Vantagens e riscos do put spread

Uma estratégia put spread é usada no mercado de opções quando você espera que o preço de um ativo caia de forma moderada. Basicamente, você compra uma opção de venda com um preço de exercício (strike) mais alto e, ao mesmo tempo, vende outra opção de venda com um strike mais baixo, ambas com a mesma data de vencimento.

Essa combinação reduz o custo da operação comparado a comprar apenas uma put, porque o prêmio recebido pela venda ajuda a compensar parte do que você paga pela compra.

As principais vantagens dessa estratégia são o controle de risco e o custo menor. Como você já sabe de antemão quanto pagou para montar o spread, sua perda máxima fica limitada a esse valor, sem surpresas caso o mercado suba ou se mova de forma inesperada. Isso torna o put spread uma alternativa interessante para quem quer apostar numa queda sem assumir risco ilimitado, como acontece em outras operações mais agressivas.

Por outro lado, esse tipo de operação também tem seus riscos. O lucro que você pode obter está limitado à diferença entre os preços de exercício das opções menos o custo da operação; então, mesmo que o ativo caia bastante, você não ganhará além desse teto.

Além disso, a operação é sensível ao tempo: se o movimento esperado demorar a acontecer, a perda de valor por causa da passagem do tempo pode reduzir seus ganhos ou até transformar um lucro em prejuízo.

Também existem risco de execução e de liquidez no mercado, que podem afetar o fechamento da posição nos preços desejados.

Diferença entre put spread e call spread

Quando falamos de put spread e call spread, estamos falando de duas estratégias bem parecidas no formato, mas usadas em momentos diferentes do mercado.

Em ambos os casos, o investidor monta “duas pernas”: compra uma opção e vende outra com preço de exercício diferente, mas com o mesmo vencimento. A lógica é reduzir o risco e o custo da operação em relação a comprar apenas uma opção simples.

No put spread você trabalha com opções de venda. A ideia é montar a operação quando você espera que o preço do ativo caia. Para isso, compra uma put com preço de exercício mais alto e vende outra put com preço de exercício mais baixo.

O resultado é que seu lucro vem se o ativo realmente cair até perto ou abaixo do strike da opção vendida, com risco limitado ao que você pagou nessa diferença entre os dois contratos.

Já no call spread, muitas vezes chamado de trava de alta, a estratégia usa opções de compra. Aqui a expectativa é que o ativo suba. Você compra uma call com strike menor e vende outra com strike maior. O prêmio recebido na venda ajuda a reduzir o custo da compra, e o máximo de ganho acontece se o ativo subir até ou além do preço da call vendida.

A diferença essencial está justamente na direção da aposta: o put spread tem como foco tirar proveito de uma queda no preço, enquanto o call spread mira uma valorização. Em ambos os casos você limita riscos e custos em troca de limitar também o ganho potencial.

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