A economia nos 3 anos do governo Lula

13 de abril de 2026 - por raulsena1


Já são quase 3 anos de governo Lula e hoje vou fazer uma análise sobre os impactos do governo Lula na economia do país. Mas antes, é importante lembrar que esse conteúdo tem viés. Como vocês sabem, trabalho no mercado financeiro, crio produtos para esse mercado, tenho uma consultoria de investimentos. Então, é óbvio que esse conteúdo terá um viés liberal do mercado financeiro.

Nos primeiros três anos do governo Lula, o Brasil apresentou resultados econômicos que chamam atenção. O PIB cresceu acima das expectativas do mercado, a bolsa atingiu máximas históricas e o desemprego caiu. No entanto, na contramão dos números positivos temos um déficit fiscal elevado, o dólar chegando a passar de R$6, a taxa de juros em 15% e o aumento de impostos em uma velocidade aterrorizante.

Veja também: Superávit e déficit: diferenças, impactos na economia

As promessas do governo

Antes mesmo de assumir, o governo já sinalizava qual seria sua linha econômica. A proposta envolvia a presença maior do Estado, a ampliação de programas sociais e uma revisão na forma como os impostos são distribuídos.

Entre as promessas, estavam a isenção de imposto de renda, o aumento de políticas de transferência de renda e a ideia de que parcelas mais ricas da população deveriam pagar mais impostos.

Logo no início do governo, houve uma mudança importante na forma como o gasto público é controlado. O teto de gastos foi substituído por um novo arcabouço fiscal, permitindo uma expansão maior das despesas. Com isso, os gastos do governo voltaram a ficar acima da inflação.

O governo também conseguiu aprovar a reforma tributária que substituiu 5 impostos por um só. No entanto, na prática isso não reduziu os impostos, mas simplificou a cobrança de tributos (que era uma demanda de vários empresários).

O problema é que já no primeiro ano, o Lula aumentou absurdamente os gastos com distribuição de renda e Bolsa Família, ajudando a fechar as contas com um rombo de R$230 bilhões só no resultado primário. Ou seja, tudo que ele arrecadou, menos os gastos, sem contar os juros da dívida pública.

Segundo ano de governo

Ao longo de 2024, começaram a surgir sinais mais claros de pressão na economia. A inflação se aproximou do teto da meta, o dólar apresentou momentos de forte alta e o Banco Central foi levado a adotar uma política monetária mais restritiva.

A taxa de juros atingiu níveis elevados, chegando a patamares que não eram vistos há anos. Esse movimento reflete, em grande parte, a preocupação com o risco fiscal e a necessidade de controlar a inflação. Mas, o que realmente começou a derrubar a popularidade do Lula foi a taxa das blusinhas que empurrou o imposto de 20% nas compras internacionais de até US$ 50.

Isso gerou uma repercussão extremamente negativa, porque ali o governo deixou clara uma sensação de aumento generalizado dos impostos, porque pegou a população mais pobre em cheio.

Só em 2024 o governo arrecadou R$2,7 trilhões. Enquanto isso, os gastos continuavam estourados, a previdência seguia em uma crescente perigosa e os gastos com o Bolsa Família saltaram de R$30 bilhões para R$160 bilhões em 2024.

Terceiro ano de governo

Com um déficit fiscal crescente, mas com PIB ainda subindo na casa dos 3% ao ano, o governo Lula entrou em 2025 com uma mudança importantíssima no órgão que controla a política monetária. O Campus Neto saiu do Banco Central e no lugar dele o Lula pôde indicar o presidente agora do Banco Central, o Gabriel Galípolo.

Que, ao contrário do que a maioria pensava, manteve uma política dura contra a inflação e subiu ainda mais a taxa de juros. E uma das principais razões para isso foi o risco fiscal, que estava bem preocupante, já que a dívida pública estava muito alta.

Outro ponto relevante foi a continuidade no aumento da arrecadação. O governo tentou implementar novas medidas tributárias, algumas das quais enfrentaram resistência no Congresso.

Além disso, propostas como o monitoramento de transações financeiras geraram forte reação pública, ampliando a percepção de intervenção estatal e aumentando o desgaste político. Teve ainda aquela questão da tributação dos EUA sob o Brasil, que parecia irremediável, mudou de situação repentinamente. Lula e Trump se encontraram, fizeram as pazes e as tarifas sumiram e isso fortaleceu demais a imagem do Lula.

Além disso, a instabilidade internacional levou os investidores a buscarem mercados emergentes, fortalecendo o real e impulsionando a bolsa brasileira. Com isso o real tem se valorizado, mesmo com a Selic altíssima e a bolsa também está em alta; o que tem surpreendido positivamente a todos.

Leia mais: Quem vai ganhar as eleições em 2026? A Faria Lima já decidiu

Resumo dos 3 anos de governo

O crescimento do PIB veio acima das expectativas do mercado, a bolsa de valores atingiu níveis recordes, o dólar estabilizou, aprovação da Reforma Tributária, isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, redução da pobreza e o desemprego caiu para mínimas históricas.

Por outro lado, os desafios fiscais se tornaram cada vez mais evidentes. O aumento dos gastos públicos, aliado à elevação da carga tributária, pressionou as contas do governo e contribuiu para o crescimento da dívida pública, a redução do liberalismo econômico e um rombo crescente em algumas estatais.

Diante desse cenário, surge a principal dúvida: esses resultados são sustentáveis no longo prazo? A economia apresentou crescimento, mas fortemente impulsionado pelo aumento dos gastos do governo, mas acho que dificilmente seja possível manter isso.

Vale a pena investir no Brasil?

Mas independente de tudo, acredito que estamos em um momento excelente para investir no Brasil. Se está bom a taxa de juros a 15%, imagina quando tivermos cortes nessa taxa? Então, com certeza essa é uma boa decisão.

Quer entender melhor sobre os detalhes econômicos do governo Lula até agora? Então, assista ao vídeo em que explico melhor sobre!

E se você quer aprender a investir, independente do cenário político atual, te convido a conhecer a AUVP, que é nossa escola de investimentos. Faça a sua análise de perfil e se você receber aprovação, além de utilizar um sistema inteligente para a gestão de seus ativos, você vai aprender a investir no Brasil e no mundo inteiro.

Por que a elite brasileira NÃO está investindo?

E para ficar por dentro das principais informações do mercado financeiro, acompanhe os conteúdos do canal @investidorsardinha e do perfil @oraulsena no Instagram.

Leia também: Juros altos? Fod@-se, aprenda a lucrar no Brasil independente da crise

Ciclo perigoso se inicia na bolsa de valores? Está cara demais?

Banco Central não conseguiu: Tesouro Direto suspende leilões e recompra títulos

Black Rock sequestra dinheiro de investidores e proíbe saques

Lula desidratou? Mercado já aposta na derrota e a Bolsa AMOU