Alfândega: o que é, função e como funciona

A alfândega é o setor que cuida do que entra e sai do Brasil quando se trata de mercadorias. Entenda sua função e como funciona.

22 de maio de 2025 - por Sidemar Castro


A alfândega é o órgão responsável por controlar a entrada e saída de mercadorias entre países. Ela está presente em pontos estratégicos, como portos, aeroportos e fronteiras terrestres.

Apesar de ter várias funções, a principal missão da alfândega é garantir que tudo o que cruza as fronteiras siga as leis e regras do país. Para quem atua no comércio exterior, entender como esse processo funciona é fundamental

Nesta matéria, você vai saber por que, afinal, a alfândega tem um papel-chave em todo o fluxo de importações e exportações.

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O que é a alfândega?

Quem costuma viajar para os países vizinhos, pelas fronteiras, ou outros continentes através de portos ou aeroportos, já passou por uma alfândega. Também conhecida como aduana, a alfândega é o setor que cuida do que entra e sai do Brasil quando se trata de mercadorias. Quem faz esse controle é a Receita Federal, presente em portos, aeroportos e também nas fronteiras terrestres.

Sendo assim, a alfândega confere se está tudo certo com o que as pessoas ou empresas estão trazendo de fora ou levando para outros países. E isso não é exclusividade do Brasil. Outros países também têm suas próprias regras sobre o que pode passar pelas fronteiras, em quais condições e quando é necessário pagar impostos.

Se alguém desrespeita essas normas, pode acabar pagando multa ou até tendo seus produtos apreendidos. Por isso, vale a pena ficar atento e seguir as regras. Afinal, a alfândega está ali para garantir que tudo aconteça de forma legal e segura, tanto para quem viaja quanto para o país.

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Qual a função da alfândega?

A alfândega tem como função fiscalizar tudo o que entra e sai do país, principalmente mercadorias. Ou seja, de fato, ela verifica se os itens transportados, seja por viajantes ou empresas, estão dentro das regras. Tanto em quantidade quanto em valor, e se tudo foi devidamente declarado.

Quem já viajou para fora provavelmente se lembra dela na volta ao Brasil. Isso porque há limites sobre a quantidade de produtos iguais que você pode trazer e também sobre o valor total em dinheiro estrangeiro.

Se você ultrapassar esses limites, a Receita Federal pode cobrar impostos e aplicar multas. Assim, a alfândega ajuda a manter o controle do que cruza nossas fronteiras e garante que as regras sejam seguidas por todos.

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Como funciona a alfândega?

Funciona assim: na realidade, a alfândega usa diversos recursos para fazer a fiscalização de quem entra ou sai do país. É comum encontrar por lá máquinas de raio-x e câmeras de segurança, que ajudam a identificar possíveis casos de contrabando ou subfaturamento de mercadorias.

Além disso, os governos também cruzam informações de cidadãos e empresas, como histórico de viagens, compras e até movimentações financeiras. Tudo isso torna o processo de fiscalização mais eficiente, facilitando o controle de passageiros, bagagens, produtos e remessas.

Se você for parado no aeroporto, por exemplo, um agente da Receita Federal pode, sim, revistar suas malas e conferir seus pertences. O mesmo vale para mercadorias transportadas por navios ou aviões. Ou seja, tudo pode ser inspecionado antes de seguir viagem.

Já a polícia de fronteira tem uma função diferente. Enquanto a alfândega foca nas mercadorias, a polícia cuida do controle de pessoas: verifica documentos, identifica possíveis foragidos e garante que tudo esteja em ordem com quem cruza a fronteira.

No fim das contas, cada um tem seu papel, mas todos trabalham juntos para manter a segurança e o controle do país.

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Alfândega brasileira

O que a alfândega brasileira fiscaliza?

A alfândega brasileira tem a missão de fiscalizar e controlar tudo o que entra e sai do país em forma de mercadoria. O objetivo principal é garantir que essas movimentações estejam dentro das regras fiscais, tributárias e legais do Brasil.

Assim, os agentes da Receita Federal estão presentes em portos, aeroportos e fronteiras terrestres. Com o apoio de tecnologias como raios X e detectores de radiação, eles analisam cargas, conferem documentos, fazem inspeções físicas e checam se tudo foi declarado corretamente. Esse trabalho é essencial para evitar o contrabando, fraudes e a entrada de produtos proibidos ou fora das normas.

Em quais regiões brasileiras está localizada a alfândega?

As unidades alfandegárias estão espalhadas por todas as regiões do país, sempre em pontos estratégicos. Você vai encontrá-las, principalmente, em portos, aeroportos internacionais e nas principais fronteiras terrestres. Algumas das cidades com alfândegas ativas são fundamentais para o controle do comércio internacional e a segurança das fronteiras brasileiras.

Veja essa lista:

  • Santos (SP) – o maior porto do país
  • Foz do Iguaçu (PR)
  • Uruguaiana (RS)
  • Corumbá (MS)
  • Guajará-Mirim (RO)
  • Porto de Manaus (AM)
  • Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP)
  • Aeroporto Internacional do Galeão (RJ)
  • Recife (PE)
  • Salvador (BA)

Entre outros locais espalhados por todas as regiões fiscais do país.

Documentação exigida para produtos importados

Para importar produtos de forma legal no Brasil, é preciso apresentar alguns documentos obrigatórios. Eles servem para identificar as mercadorias, comprovar sua origem e garantir que tudo esteja dentro das regras.

Entre os principais documentos exigidos, estão:

  • Nota fiscal ou fatura comercial (Invoice): mostra o valor, a quantidade e a descrição dos produtos;
  • Conhecimento de embarque (Bill of Lading, Airway Bill, etc.): comprova o transporte internacional da carga;
  • Declaração de Importação (DI) ou Declaração Única de Importação (DUIMP): documento eletrônico que formaliza a entrada do produto no país;
  • Licenças ou autorizações específicas: exigidas em casos de mercadorias controladas (como alimentos, remédios, armas, entre outros);
  • Comprovante de pagamento dos impostos e taxas de importação: como o Imposto de Importação (II), IPI, ICMS, entre outros.
  • Certificado de Origem (CO)
  • Packing List (Romaneio de Carga)
  • Licenciamento de Importação (LI)

Como funcionam as taxas de importação?

Quando você importa um produto para o Brasil, precisa pagar algumas taxas que são calculadas com base no valor da mercadoria. Esses tributos variam de acordo com o tipo de produto, sua classificação fiscal, o país de origem e até mesmo se há acordos internacionais envolvidos.

Os principais impostos cobrados na importação são:

O valor dessas taxas é calculado com base no chamado valor aduaneiro, que inclui não só o preço do produto, mas também o custo do frete e do seguro. Além desses tributos, também podem ser cobradas taxas administrativas e de armazenagem, dependendo do local onde a mercadoria é desembaraçada.

Em alguns casos, produtos de baixo valor podem ter isenção ou entrar em regimes especiais com menos burocracia. Mas, na maioria das vezes, as importações seguem as regras padrão de tributação — por isso, é importante se planejar para evitar surpresas.

Origem e história da alfândega brasileira

A história da alfândega no Brasil começa lá atrás, ainda no período colonial. A primeira unidade foi criada em Salvador, na Bahia, que na época era a capital do Brasil. Depois, vieram as alfândegas de São Vicente e, mais tarde, a de Santos, que se tornaria uma das mais importantes do país.

Com o tempo, a administração aduaneira foi se transformando. À medida que o comércio exterior crescia, os processos de fiscalização também precisaram se modernizar. Hoje, quem cuida de toda essa estrutura é a Receita Federal, responsável por coordenar e fiscalizar as alfândegas espalhadas por todo o território nacional.

Alfândega brasileira e o DUIMP

O DUIMP, ou Declaração Única de Importação, é uma novidade importante no processo de importação no Brasil. Ele veio para modernizar e simplificar a forma como as informações e documentos são apresentados durante o despacho aduaneiro.

Ademais, o DUIMP reúne tudo em um único lugar, facilitando tanto a vida dos importadores quanto o trabalho da alfândega. O grande objetivo é tornar todo o processo mais rápido, transparente e eficiente, reduzindo a burocracia e acelerando a liberação das mercadorias.

Com essa nova ferramenta, os importadores conseguem centralizar dados e acompanhar cada etapa da liberação de seus produtos de forma totalmente digital. Isso coloca o Brasil mais alinhado com as melhores práticas internacionais de comércio exterior, promovendo um ambiente mais moderno e competitivo.

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Importância da alfândega

A atuação da alfândega é muito importante para manter o equilíbrio da economia brasileira. Ao fiscalizar o que entra e sai do país, ela garante que os tributos sejam pagos corretamente, e isso faz toda a diferença para os cofres públicos. Com essa arrecadação, o governo pode investir em áreas fundamentais como saúde, educação e infraestrutura.

Mas o papel da alfândega vai além da arrecadação. Ela também protege a indústria nacional contra a concorrência desleal, barrando a entrada de produtos que chegam de forma irregular, sem cumprir as obrigações legais e fiscais. Esse controle é importante para manter um ambiente de negócios mais justo e competitivo.

Na área da segurança, a alfândega também tem um papel estratégico. Ela combate o contrabando e outras atividades ilegais ligadas ao comércio internacional, ajudando a impedir que produtos perigosos ou proibidos cheguem ao mercado brasileiro. Com isso, protege tanto a população quanto a ordem pública.

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