21 de julho de 2025 - por Sidemar Castro
A análise da concorrência significa acompanhar de perto os outros negócios que oferecem produtos ou serviços parecidos com os seus. Isso envolve observar aspectos como preços, gestão comercial e a experiência que eles oferecem ao cliente.
Esse estudo é fundamental para planejar e gerenciar suas vendas, porque ajuda a identificar tanto riscos que podem atrapalhar, quanto oportunidades capazes de impulsionar seus resultados.
O segredo é focar no que faz sentido para sua estratégia e colocar a mão na massa! Descubra como a seguir.
Leia mais: Competitividade empresarial: o que é e quais são as vantagens?
O que é a análise de concorrência?
Já ouviu aquele ditado “conhece a ti mesmo”? Pois é, no mundo dos negócios, vale também conhecer bem quem está competindo com você! A análise da concorrência (ou análise de mercado, ou competitiva, tanto faz o nome) é tipo um raio-x do mercado: ela revela o que seus rivais estão oferecendo, como eles jogam e, o mais importante, o que os clientes acham deles.
E para colocar em prática?
- Passo 1: Descubra quem são seus concorrentes de verdade (aqueles que disputam o mesmo cliente que você!).
- Passo 2: Investigue a fundo o marketing de cada um. Quando você junta isso com o que sabe do seu negócio, o clique acontece: fica cristalino onde você brilha e onde precisa melhorar frente a cada um.
Essa análise pode ser bem ampla, pra você ter uma visão geral, ou dar um zoom num ponto específico seu. Independente do caminho, é uma ferramenta poderosa pra você saber exatamente onde você tá no tabuleiro. É tipo ter um mapa que mostra sua posição na corrida.
Quando uma análise de concorrência deve ser feita?
Essa análise não é coisa para se fazer só uma vez e esquecer. O ideal é dar uma olhada de tempos em tempos, assim você garante que seu negócio não perde o passo pros concorrentes e ainda descobre onde pode melhorar.
Mas calma! Fazer todo mês? Pode ser exagero, os resultados costumam ser quase iguais. O segredo é avaliar quanto tempo leva para o seu mercado mudar. Na maioria dos casos, uma vez por ano já está de bom tamanho.
Atenção extra: Refaça na hora se rolar algo grande! Exemplo: chegou um concorrente novo, mudaram as regras do jogo (leis, impostos), ou seu negócio deu um salto, como mirar outro público ou lançar produtos diferentes.
Mais importante que prazos, é ficar de olho vivo! Se o jogo mudar tanto que suas estratégias precisarem ser revistas, é sinal vermelho para nova análise! Afinal, é a sua foto atualizada do mercado, e não dá pra navegar com mapa desatualizado, não é?
Leia também: Formas de mercado: o que são e quais são suas características?
Quais são os 3 fatores da análise da concorrência?
1) Identificação e Segmentação dos Concorrentes
O primeiro passo é saber quem são seus competidores. Isso não se resume apenas a listar empresas que fazem algo parecido com o seu negócio. É preciso ir além e entender quais delas competem diretamente pelo mesmo cliente e nicho de mercado.
Imagine que você vende café: um supermercado pode ser um concorrente, mas a cafeteria da esquina, que oferece uma experiência similar à sua, é o seu rival mais direto. Essa clareza ajuda a direcionar seu estudo para quem realmente importa.
2) Análise das Estratégias e Ofertas
Agora é hora de virar detetive: como seus concorrentes estão conquistando clientes? Olhe as redes sociais deles, os anúncios que fazem, os canais que usam (online, físico, ambos), as promoções que lançam e até o tom de voz da comunicação.
É entender o “jogo” deles: se são agressivos, inovadores, tradicionais… Enfim, cruzar isso com o que você faz revela oportunidades (tipo um canal que eles ignoram) ou ameaças (uma promoção que pode sugar seus clientes).
3) Percepção e Posicionamento no Mercado
Esse aqui é ouro! Não adianta só saber o que o concorrente diz que faz, tem que ver o que o cliente acha que ele faz. Leia reviews online, fóruns, comentários em redes sociais, pergunte para os seus próprios clientes (sem ser invasivo).
Onde eles acertam? Onde falham feio? Qual é a imagem que ficou na cabeça do consumidor? Isso te mostra os pontos cegos deles (onde você pode atacar) e os valores que realmente importam para seu público. É a realidade nua e crua, não o discurso de marketing.
Entenda: Curva de valor: o que é e como construir?
Como fazer a análise de concorrência?
Analisar a concorrência pode parecer um negócio complicado, mas com um bom roteiro, fica bem mais fácil. Veja como fazer isso passo a passo:
1) Descubra Quem Realmente Compete Com Você
Primeiro, vá além do “fulano que vende coisa parecida”. Pense em quem disputa o mesmo cliente ou resolve o mesmo problema que você, mesmo que de forma diferente. São os concorrentes diretos (mesmo produto/serviço), indiretos (soluções alternativas) e até os inesperados (um hábito novo do consumidor?).
Liste de 3 a 5 principais, pois focar em muitos dilui sua análise.
Dica: Pergunte aos seus próprios clientes onde mais eles comprariam!
2) Colete Informações Como Um Detetive (Mas Sem Ser Invasivo)
Agora, mergulhe de cabeça em cada concorrente listado. Como? Navegue nos sites e redes sociais deles (como um cliente curioso), leia reviews e comentários de clientes reais, assine newsletters, compre seus produtos (se for viável), acompanhe promoções e campanhas.
Olhe para: produtos, preços, qualidade percebida, canais de venda, comunicação, presença digital e atendimento. Anote tudo, até o que parece bobo pode ser pista.
3) Cruze os Dados e Encontre Seus Oportunidades
Aqui é onde a mágica acontece. Pegue tudo que coletou e compare com o seu negócio. Faça perguntas incômodas: Onde eles são mais fortes que você? Onde são mais fracos? Que necessidades dos clientes ninguém está atendendo bem? Que reclamações recorrentes aparecem nos reviews deles?
Esse cruzamento de informações revela seus pontos fracos a melhorar, vantagens a explorar e lacunas no mercado (suas oportunidades de ouro!). Use uma tabela simples ou mapa mental pra visualizar.
4) Coloque a Mão na Massa (Transforme Dados em Ação)
De nada adianta a análise ficar num relatório bonito. Pegue as descobertas mais relevantes e defina ações práticas: ajuste um preço, melhore um ponto fraco seu, explore um canal novo que eles ignoram, comunique melhor um diferencial seu, crie uma oferta para preencher uma lacuna.
Priorize 1-3 ações que trarão mais impacto rápido. E lembre: análise de concorrência não é cópia, é inspiração inteligente!
5) Repita o Ciclo (Mas Sem Neurose)
Mercado é dinâmico! Não faça isso uma vez e esqueça. Defina um ritmo que faça sentido para o seu setor (geralmente 1 ou 2 vezes ao ano está bom) e repita o processo. E fique atento a sinais de mudança (lançamento concorrente, crise, nova tendência), isso pede uma análise extra. É um hábito, não um projeto.
Lembre-se: O objetivo não é copiar os outros, e sim entender o jogo para jogar melhor com as suas próprias cartas. Comece simples, seja consistente e use o que aprender para tomar decisões mais confiantes!
Aprenda sobre: Market share: o que é, qual é a importância e como aplicar?
Principais ferramentas para analisar os concorrentes
A análise da concorrência abrange muitos aspectos, e por ser um campo tão amplo, selecionamos algumas ferramentas gratuitas que costumam ser verdadeiros trunfos nesse trabalho:
1) Google Alerts
Essa funcionalidade do maior buscador do mundo permite configurar alertas sobre menções aos seus concorrentes na mídia. Você recebe notificações sempre que eles forem citados, mantendo você informado sobre movimentos relevantes em tempo real.
2) Reclame Aqui
Provavelmente você já conhece esse portal onde clientes relatam experiências com empresas. Ele é um aliado poderoso na análise concorrencial: ao observar as páginas dos concorrentes, você identifica reclamações recorrentes e como eles respondem a esses problemas. Isso aponta oportunidades para você oferecer soluções onde eles estão falhando.
3) Ubersuggest
Essa ferramenta de planejamento de palavras-chave vai além do básico: ela analisa sites concorrentes para mostrar o tráfego mensal estimado e as palavras-chave que os posicionam melhor nos buscadores. Ideal para entender sua estratégia de conteúdo orgânico.
4) Social Mention
Quer um termômetro instantâneo? O Social Mention mapeia menções a qualquer marca nas redes sociais em tempo real. Basta digitar o nome do concorrente para ver a popularidade de produtos, o impacto de lançamentos e o que o público realmente valoriza nas decisões de compra.
5) SEMrush
Para quem quer ir a fundo, o SEMrush é essencial. Ele não só mede menções às marcas, mas revela os termos que geram mais tráfego para os sites concorrentes, calcula o Custo por Clique (CPC) e expõe estratégias de links patrocinados. Uma janela para as táticas digitais da concorrência.
6) Clipping de notícias
Acompanhar a cobertura da imprensa sobre os concorrentes é uma estratégia subestimada. O clipping de notícias revela planos de negócios, novas iniciativas e estratégias, coletando e interpretando menções em jornais, portais, redes sociais e outros veículos. Esses insights ajudam a ajustar suas próprias ações para manter a competitividade.
Entenda: Análise técnica: o que é e como funciona esta metodologia?
O que fazer com os dados da análise de concorrência?
Fazer uma análise profunda da concorrência só tem valor real quando você transforma essas descobertas em ações práticas para sua empresa. Afinal, o objetivo final é melhorar resultados, não só acumular informações.
Uma maneira eficaz de organizar esses dados é dividi-los em categorias estratégicas: público-alvo, produto, atendimento, gestão interna, vendas e marketing. Com essa estrutura clara, você consegue analisar cada área com foco.
O segredo está na comparação: veja como os concorrentes atuam em cada frente e contraponha com a realidade do seu negócio. Identifique onde suas forças se destacam e onde as fraquezas deles abrem oportunidades para você.
Imagine, por exemplo, descobrir que os concorrentes têm falhas recorrentes no pós-venda: isso é uma chance de fortalecer seu SAC como diferencial competitivo. Se perceber que ignoram um nicho de público, adapte sua comunicação para conquistar esses clientes. Se seus produtos têm vantagens subexploradas, destaque-as com clareza.
Essa abordagem prática, de cruzar dados externos com sua operação, amplia seu potencial competitivo e impulsiona resultados palpáveis.
Lembre-se: a análise de concorrência não é um exercício teórico. É uma ferramenta viva de gestão que revela seu posicionamento no mercado, aponta caminhos para vantagens competitivas e orienta decisões estratégicas. Quando bem aplicada, ela se torna um guia indispensável para traçar rotas de crescimento e alcançar o sucesso.
Saiba mais: Nicho de mercado: o que é e passo a passo de como definir
Qual a importância da análise de concorrência?
Sabe por que a análise de concorrência realmente importa? Fazer esse exercício vai muito além de só “espionar” os outros. Ele fortalece sua capacidade de tomar decisões estratégicas com muito mais segurança. Ao trazer informações concretas sobre o mercado, você deixa de apostar no escuro e passa a escolher caminhos alinhados com a realidade competitiva.
Além disso, essa análise é o espelho que mostra como sua marca está posicionada no mercado e, mais importante, revela por quê. Você entende na prática quais fatores fazem clientes escolherem você (ou seus concorrentes), identificando desde diferenciais até pontos cegos que precisam de atenção.
E tem um impacto direto nos resultados: quando você conhece as jogadas dos concorrentes, consegue ajustar suas ações de marketing para ocupar espaços que eles deixam abertos, criar ofertas mais atraentes e, no fim das contas, impulsionar suas vendas de forma inteligente. É sobre usar a inteligência do mercado a seu favor.
Leia mais: Os maiores erros do seu controle financeiro: custos fixos
Fontes: Semrush, Mailchimp, Nuvem Shop, Celcoin e Locaweb.