Bail in: o que é, como funciona e exemplos

Entenda o que é Bail in, como funciona esse mecanismo em crises financeiras e por que ele é usado para evitar problemas maiores.

18 de junho de 2025 - por Millena Santos


Em tempos de crise financeira, algumas decisões difíceis precisam ser tomadas para evitar um efeito cascata na economia. É aí que entra o Bail in, um mecanismo criado para impedir que instituições financeiras quebrem.

Neste texto, a gente vai te explicar o que é Bail in, como funciona, exemplos e muito mais.

Vamos lá? Boa leitura!

O que é o Bail in?

Imagine um cenário em que uma grande instituição financeira está prestes a quebrar. Imaginou? Pois é!

O impacto não seria pequeno: contas bloqueadas, crise de confiança no mercado e um efeito dominó em toda a economia. É justamente para evitar esse tipo de colapso que existe o Bail in.

Esse mecanismo entra em cena como uma espécie de “freio de emergência”. Ao invés de recorrer ao dinheiro público para salvar a empresa, como acontece no famoso Bail out, o bail in segue outro caminho: parte das dívidas da instituição é perdoada ou transformada em ações.

Com isso, ela ganha fôlego para se reestruturar, reorganizar suas finanças e, quem sabe, até se manter de pé.

Essa circustância, se você parar um pouco para refletir, não é muito comum. Portanto, o Bail in só costuma ser aplicado em situações bem específicas, quando o risco de falência pode desencadear um problema ainda maior, afetando não só o banco em crise, mas todo o sistema financeiro.

Como funciona o Bail in?

A lógica é a seguinte: quando uma instituição financeira de grande porte está à beira da falência, o risco vai muito além dos próprios prejuízos dela.

Como esses bancos estão conectados ao mercado financeiro, à economia e aos investimentos de milhares de pessoas, a queda de um pode puxar muitos outros para o buraco. Concorda?

Para evitar esse efeito dominó, o Bail in entra em cena. Mas, calma: ele não é uma “folga” muito generosa. É, na verdade, uma medida dura. O governo ou a autoridade reguladora determina que a instituição use seus próprios recursos, e isso pode incluir o dinheiro de credores e investidores, para tentar sobreviver.

Ou seja, parte das dívidas pode ser cancelada, renegociada ou convertida em ações.

E aqui vem um alerta importante: quem tem dinheiro investido nesse banco pode sair no prejuízo. Isso porque, dependendo da situação, o resgate do valor aplicado pode não vir integralmente.

Exemplos reais de Bail in

Quando se fala em Bail in, um dos casos mais lembrados é o que aconteceu no Chipre, em 2013, com o Bank of Cyprus.

Na época, o país enfrentava uma crise econômica bem complicada, e o banco estava prestes a quebrar. Para evitar um colapso financeiro ainda maior, o governo precisou recorrer ao Bail in, e os próprios depositantes e credores “ajudaram” a cobrir o buraco.

Mas, você deve estar se perguntando: o que isso significou na prática? Em tese, quem tinha depósitos acima de 100 mil euros acabou levando um susto: parte desse valor foi retido e, simplesmente, não devolvido.

Como uma forma de compensação, ao menos no papel, o banco ofereceu ações da própria instituição. Era como dizer: “ok, você perdeu uma parte do seu dinheiro, mas agora é sócio do banco”.

Mas, é óbvio que isso não foi exatamente um consolo. Afinal, muitos depositantes viram seus prejuízos não sendo sequer cobertos por essas ações, que ainda estavam sujeitas à imprevisibilidade do mercado.

Vantagens e desvantagens do Bail in

De forma geral, o Bail in costuma gerar polêmica, e não é muito bem-visto por todo mundo. Afinal, ele pode atingir diretamente quem tem dinheiro aplicado ou emprestado em uma instituição em crise.

No entanto, olhando com mais calma, há quem argumente que, apesar do impacto, essa estratégia é menos danosa do que o Bail out.

Isso porque, no Bail in, o prejuízo fica concentrado entre os credores e investidores daquela instituição específica. Já no bail-out, o caminho é outro: o dinheiro público é usado para cobrir os rombos. Sendo assim, na prática, significa que toda a sociedade acaba pagando a conta.

Essa diferença levanta alguns debates meio econômico. Economistas com uma visão mais liberal, por exemplo, costumam criticar o Bail out.

Para eles, o Estado deveria interferir o mínimo possível, deixando que o mercado resolva seus próprios desequilíbrios, mesmo que isso signifique deixar empresas quebrarem.

Por outro lado, os defensores do bail-out veem nessa alternativa uma forma de evitar um efeito dominó, que pode arrastar outras instituições e colocar toda a economia em risco.

Dessa forma, para esse grupo, mesmo que o custo seja alto, o prejuízo de uma crise sistêmica seria ainda maior.

Diferenças entre Bail in e Bail out

Embora sigam caminhos bem diferentes, o Bail in e o Bail out têm um objetivo em comum: tentar evitar que uma crise financeira se transforme em um problema ainda maior.

Ambos são acionados em momentos delicados, quando uma instituição está por um fio, mas a forma de como a condução é feita muda bastante de um para o outro.

No caso do Bail out, quem entra para resolver a situação é alguém de fora. Normalmente, é o próprio governo que assume esse papel, colocando dinheiro público para segurar o problema da empresa ou do banco que está prestes a quebrar.

Como isso funciona na prática? O governo pode comprar os chamados “ativos ruins”, ou seja, investimentos que perderam valor ou deram prejuízo, e também arcar com parte ou até toda a dívida.

Dessa forma, a ideia é dar uma folga imediata, impedindo que o colapso atinja os credores, os investidores e o mercado de forma geral.

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Fonte: Suno, Mais Retorno, Investopedia.

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