Just in time(JIT): o que é, como funciona, suas vantagens

Descubra o que é Just in Time, como funciona essa estratégia de gestão que reduz custos, elimina desperdícios e muito mais.

25 de agosto de 2025 - por Millena Santos


O Just in Time (JIT) é uma metodologia de gestão pensado para empresas que buscam eficiência, redução de custos e processos mais ágeis. Em vez de manter grandes estoques parados, o JIT aposta na ideia de produzir e entregar exatamente o que é necessário, no momento certo, evitando desperdícios e aumentando a produtividade.

Essa abordagem, originada no Japão, ficou famosa com a Toyota e hoje é aplicada em diferentes setores como indústria, logística e até no varejo online. Neste texto, a gente te explica mais sobre isso.

O que é Just in time (JIT)?

O Just in Time (JIT), é uma estratégia de gestão que nasceu no Japão, ficou famosa com o sistema produtivo da Toyota e, até hoje, inspira empresas do mundo inteiro.

A ideia central é produzir ou receber um item apenas no momento exato em que ele será usado, sem excesso e sem desperdício.

Na prática, isso significa alinhar os pedidos de matéria-prima aos fornecedores de acordo com o cronograma de produção.

Ou seja, em vez de manter estoques enormes e parados, que ocupam espaço e ainda correm risco de se perder, o JIT garante que os insumos cheguem no tempo certo para serem transformados em produto.

Qual é o objetivo do just in time?

O Just in Time não é apenas uma técnica para organizar melhor a produção. Ele tem um conjunto de objetivos que, quando colocados em prática, transformam a forma como uma empresa funciona no dia a dia.

O primeiro deles é otimizar a produção, fazendo com que cada etapa aconteça de maneira sincronizada e sem atrasos. Isso significa mais fluidez no processo.

Outro ponto essencial é reduzir o desperdício, uma vez que não há excesso de estoque parado, nem risco de perder insumos por validade ou deterioração.

O JIT também busca padronizar os processos, criando rotinas mais organizadas e previsíveis. Isso facilita o trabalho das equipes, garante maior qualidade e dá mais segurança em cada etapa da produção.

Por fim, um dos grandes ganhos, sem dúvidas, é diminuir os erros, já que há um controle mais preciso de cada fase, a chance de falhas diminui, e quando algo sai fora do controle, fica mais fácil identificar a causa e corrigir.

Como funciona o just-in-time?

Um dos pontos que talvez sejam negativos é de que essa é uma metodologia que não se encaixa de forma igual em todas as empresas. Ele pode trazer ótimos resultados, mas exige alguns cuidados e condições para funcionar bem.

Um ponto essencial é a mão de obra. As equipes precisam ser bem treinadas e preparadas para lidar com um sistema que trabalha sob demanda. Isso exige atenção, agilidade e comprometimento, já que qualquer falha pode impactar toda a linha de produção.

Outro fator é o tempo de preparação. Cada etapa do processo deve ser concluída de forma eficiente, para que a próxima possa começar sem interrupções. É como uma engrenagem: se uma parte trava, todo o restante para junto. Nisso concordamos, né?

O layout da produção também faz diferença. Pensar na disposição dos setores, das máquinas e até da circulação dentro da empresa ajuda a tornar o fluxo mais rápido e organizado. Um ambiente bem planejado evita retrabalho e reduz perdas de tempo.

Além disso, os fornecedores têm um papel fundamental. Como tudo depende da entrega no momento certo, é essencial contar com parceiros confiáveis, capazes de cumprir prazos com regularidade. Por isso, sem dúvidas, relações sólidas e de confiança com fornecedores são a base para que o JIT funcione de verdade.

E, claro, não dá para esquecer da qualidade. Trabalhar com Just in Time significa manter um controle rigoroso em cada fase da produção. Por isso, investir em qualidade é tão importante quanto garantir prazos. Logo, no fim, o funcionamento do Just in Time depende de sincronia.

Exemplos de just-in-time

Um exemplo bem próximo da nossa realidade são os restaurantes de fast foods. O preparo dos lanches, por exemplo, só começa quando o cliente faz o pedido. Os ingredientes ficam prontos para uso, mas o sanduíche só é montado quando há demanda.

Dessa forma, o restaurante evita desperdício de alimentos, mantém os produtos frescos e consegue entregar um pedido rápido e sob medida.

Muitas lojas online também utilizam o modelo Just in Time. Em vez de manter um estoque enorme de produtos parados, algumas plataformas só fazem o pedido ao fornecedor quando o cliente finaliza a compra.

Assim, o produto vai direto do fornecedor para o cliente, ou passa rapidamente por um centro de distribuição. Isso reduz custos de armazenamento, evita mercadorias paradas e garante mais flexibilidade para oferecer uma variedade maior de itens sem precisar estocar tudo.

Quais são as vantagens do Just in Time?

Entre as vantagens dessa metodologia, cabe destacar:

  • Redução de custos gerais: menos estoque parado significa economia com espaço físico, armazenagem e capital imobilizado.
  • Ciclos de produção mais curtos: o fluxo fica ágil, permitindo atender a demanda do mercado com mais rapidez e flexibilidade.
  • Menos desperdício de matéria-prima: os insumos chegam no momento certo e na quantidade exata, evitando perdas por validade ou deterioração.
  • Uso inteligente de recursos: cada etapa da produção se torna mais eficiente, aproveitando melhor tempo, dinheiro e materiais.

Quais são as desvantagens do Just in Time?

Embora o Just in Time traga muitos benefícios, ele também tem alguns pontos de atenção que precisam ser considerados na hora de colocar em prática. O maior deles é a dependência da cadeia de suprimentos. Como os materiais chegam apenas no momento certo, qualquer atraso de um fornecedor pode comprometer toda a produção.

Esse risco de atrasos pode ser ainda mais crítico em situações imprevistas, como greves, problemas logísticos, crises econômicas ou até desastres naturais. Como não há um estoque de segurança, basta uma falha em algum elo da cadeia para gerar impacto imediato.

Outro detalhe é que o JIT exige um alto nível de coordenação e planejamento. É preciso ter fornecedores confiáveis, processos bem ajustados e comunicação constante. Caso contrário, em vez de eficiência, a empresa pode acabar enfrentando paradas inesperadas e custos extras para corrigir os problemas.

Como implementar o Just in Time

1- Preparar

Antes de colocar o Just in Time em prática, é essencial conhecer bem o tempo médio que cada etapa da produção leva.

Isso ajuda a entender quanto tempo realmente é necessário para entregar o produto ao cliente dentro do prazo. Esse levantamento permite identificar gargalos, prever demandas e ajustar os fluxos de forma realista.

2- Organizar

O JIT depende de processos bem estruturados. Por isso, é fundamental organizar e monitorar cada fase de produção com base em dados concretos, indicadores e relatórios.

Essa análise constante permite agir rápido diante de qualquer imprevisto, garantindo que tudo siga no ritmo certo, sem atrasos ou desperdícios.

3- Capacitar

É muito importante que fique claro que ma metodologia só funciona quando as pessoas estão preparadas para aplicá-la. Investir em treinamentos para a equipe é uma etapa indispensável do Just in Time, pois garante que todos entendam o funcionamento do sistema, saibam lidar com ajustes rápidos e mantenham a qualidade do trabalho.

4- Comunicar

Nada no JIT funciona sem uma boa comunicação. É preciso que todos dentro da empresa, desde a gestão até a linha de produção, estejam alinhados e informados sobre prazos, metas e ajustes.

Uma comunicação clara e constante evita falhas, melhora a integração entre setores e fortalece a relação com fornecedores e clientes.

Como surgiu o Just in Time?

O Just in Time nasceu no Japão, em um contexto de grandes desafios. Após a crise de 1929 e, mais tarde, no período do pós-guerra, o país enfrentava uma realidade de escassez de recursos naturais e precisava encontrar maneiras criativas de manter sua indústria funcionando.

Foi nesse cenário que a Toyota desenvolveu o sistema JIT. A ideia era produzir apenas o que o mercado realmente demandava, na quantidade certa e no momento certo. Assim, a empresa conseguia reduzir custos, evitar desperdícios e, ao mesmo tempo, garantir eficiência na linha de produção.

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Fonte: Investopedia, TOTUS, NOMUS, Sankhya.

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