26 de maio de 2025 - por Millena Santos
Já reparou como o dinheiro parece se multiplicar dentro da economia? Isso acontece graças a um mecanismo chamado multiplicador monetário. Ele ajuda a explicar como os recursos que entram no sistema bancário ganham força e acabam circulando de forma mais ampla entre pessoas, empresas e governos.
Neste texto, você vai saber mais sobre o mutiplicador monetário, entender como calculá-lo e verificar a sua relação com a política monetária.
Vamos lá? Boa leitura!
O que é multiplicador monetário?
O multiplicador monetário é um mecanismo bastante utilizado pelos bancos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação na economia. Ele funciona a partir dos depósitos feitos pelos clientes: quando alguém deposita dinheiro em uma conta bancária, o banco não precisa manter todo esse valor em caixa. Você sabia?
Em vez disso, é exigido que apenas uma parte seja retida, a qual é determinada pelo que eles chamam de reserva ou taxa compulsória, definida pelo Banco Central (Bacen). Sendo assim, o restante pode ser emprestado a outros clientes, o que ajuda a estimular o consumo, aumenta os investimentos e, como um efeito complementar, a movimentação econômica.
Multiplicador monetário e a ampliação da oferta de moeda
A gente já viu anteriormente que o multiplicador monetário é um jeito de entender como o dinheiro circula na economia e acaba gerando ainda mais moeda. Tudo começa com os depósitos nos bancos.
Diante disso, quando alguém deposita um valor, o banco não precisa guardar tudo. Ele só mantém uma parte, chamada de reserva obrigatória, que é definida pelo Banco Central. O restante pode ser emprestado para outras pessoas.
Vamos imaginar um exemplo simples: alguém deposita R$ 1.000. Se a reserva obrigatória for de 10%, o banco guarda R$ 100 e empresta R$ 900. Quem recebe esse empréstimo pode gastar esse valor, que acaba sendo depositado em outro banco o que desencadeia um ciclo.
Cada vez que esse dinheiro é depositado e uma parte é emprestada de novo, mais dinheiro entra em circulação. Isso dá origem ao chamado multiplicador monetário, que mostra como a base monetária inicial pode crescer.
Diante disso, dá para imaginar esse processo a partir da comparação com uma corrente: um depósito inicial vai se desdobrando em vários outros, dando margem para aumentar o consumo, os investimentos e movimentando a economia.
No entanto, vale lembrar que esse processo é controlado pela reserva obrigatória, que garante que os bancos tenham dinheiro suficiente caso precisem devolver valores aos clientes.
Como calcular o multiplicador monetário?
A fórmula para calcular o multiplicador monetário é bem direta:
M = 1 ÷ R
Nessa equação, “M” representa o multiplicador e “R” é a razão de reserva, a fração dos depósitos que os bancos são obrigados a manter guardada e que a gente viu anteriormente.
Pensando hipoteticamente, por exemplo, se essa razão for de 0,10 (ou 10%), o multiplicador será 10. Isso quer dizer que, teoricamente, cada real depositado no sistema bancário pode resultar em até dez reais circulando na economia.
No entanto, na prática, esse valor pode variar, já que nem todo o dinheiro é reinserido completamente no sistema, tendo em vista que os próprios bancos podem segurar uma parte do dinheiro, mesmo que tenham recursos disponíveis para emprestar.
- Leia também: Saiba qual o melhor banco digital para investir
Relação entre o multiplicador monetário e política monetária
Existe uma conexão fundamental entre o multiplicador monetário e a política monetária. O primeiro mostra a capacidade do sistema bancário de transformar depósitos em crédito. Já o segundo, conduzida pelo Banco Central, usa esse mecanismo para influenciar o aumento de dinheiro que está em circulação.
Diante disso, na prática, o Bacen atua sobre a reserva obrigatória, que é a porcentagem dos depósitos que os bancos precisam manter em reserva e não podem emprestar.
Tendo isso em vista, quando o objetivo é conter a inflação ou frear a economia, o Bacen aumenta essa alíquota, reduzindo o poder de multiplicação do dinheiro. Quando o objetivo é para estimular a economia, ele diminui a alíquota, ampliando o efeito do multiplicador e incentivando os bancos a liberarem mais crédito.
Assim, o Banco Central conduz a economia ao ajustar o multiplicador monetário, controlando a oferta de dinheiro e influenciando consumo, investimento e inflação. Dessa forma, todo esse processo é fundamental para manter o equilíbrio econômico, e por esse motivo o multiplicador monetário tem uma relação muito importante quando a gente pensa em política monetária.
E aí, o que achou do nosso conteúdo? Conta pra gente! Aproveite e leia também: Índice de Cobertura: o que é, quais seus tipos e como funciona?
Fonte: Suno, Mais Retorno.