16 de junho de 2025 - por Sidemar Castro
Quer saber o que é e como surgiu a Revolução Cognitiva? Há 30 mil anos, a humanidade era só mais uma espécie animal na natureza. E então, algo aconteceu que o Homo sapiens assumiu o topo da pirâmide do planeta.
E não, não foi só o cérebro grande que provocou isso. Foi a capacidade de comunicar que a gente desenvolveu. Criamos linguagens complexas, cheias de nuance, uma revolução que permitiu o Homo sapiens dominar o planeta.
Quer entender como essa virada moldou a humanidade, e por que ela explica tudo, desde inclusive a capacidade de investir? Vamos explorar essa saga.
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O que é Revolução Cognitiva?
Deixe sua mente voltar no tempo há uns 30 mil anos atrás, e pense como estávamos nós, Homo sapiens. Éramos bem mais “básicos”, sem grandes vantagens óbvias que nos destacassem dos predadores na corrida pela sobrevivência. A gente pode até pensar que foi nosso cérebro maior, a descoberta do fogo ou o fato de andarmos em duas pernas que nos colocou no topo. Mas, a real é que a grande virada, o que realmente nos separou do resto do reino animal, foi a Revolução Cognitiva.
Apesar do nome chique, Revolução Cognitiva, nada mais é do que o momento em que a gente, humanos, desenvolveu formas de comunicação supercomplexas e inéditas. Pensa só: do nada (ou quase isso, a gente não sabe bem o “como” ou “porquê”), nossos ancestrais das cavernas começaram a se comunicar de um jeito que nenhum outro bicho conseguia.
Essa habilidade única de compartilhar ideias, planejar em grupo e colaborar de forma eficiente foi um divisor de águas. Foi como se tivéssemos desbloqueado um superpoder que impulsionou nosso desenvolvimento e abriu as portas para tudo que veio depois. Em outras palavras, a Revolução Cognitiva foi o empurrãozinho que fez o Homo sapiens brilhar e, no fim das contas, dominar o planeta.
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Origem da linguagem por meio da Revolução cognitiva
A Revolução Cognitiva foi o pontapé inicial para a nossa capacidade de criar, transmitir, consumir e guardar um monte de informações, inclusive aquelas que não são bem reais ou verdadeiras. E isso fez toda a diferença.
O mais legal da linguagem é a sua versatilidade. Ela permitiu que a gente se comunicasse de um jeito super único. Conseguimos falar sobre coisas que nunca vimos, ouvimos, tocamos ou cheiramos. Essa habilidade de mergulhar na ficção nos trouxe uma paixão por histórias e ideias que nem existem de verdade.
Sapiens
Yuval Noah Harari, aquele professor israelense famoso pelo livro “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade”, fala bastante sobre essas “realidades imaginadas”. Ele explica que a ficção nos deu o poder não só de sonhar com coisas, mas de sonhar coletivamente.
Harari afirma que a ficção nos permitiu não só imaginar coisas como também fazer isso coletivamente. Assim, afirma ele, foi o surgimento da ficção que possibilitou que um grande número de humanoss aprendesse a cooperar, por acreditar nos mesmos mitos.
Essa capacidade de cooperação em larga escala, que nasceu com a nova linguagem, foi o que nos permitiu criar tribos, cidades e até influenciar culturas e religiões inteiras. É fascinante pensar como uma habilidade tão abstrata moldou o mundo que conhecemos, não é?
Estudos sobre a Revolução cognitiva
A Revolução Cognitiva não é só uma ideia legal; ela é fruto de muito estudo e pesquisa. As ciências cognitivas, o campo que se dedica a entender como nossa mente funciona, começaram a tomar forma lá por 1956. Foi em um simpósio importante sobre teoria da informação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (o famoso MIT) que a coisa realmente engrenou.
Nesse evento, pesquisadores como Herbert Simon, George Miller, Noam Chomsky e Allen Newell começaram a discutir como a linguagem é produzida. A partir daí, surgiram as primeiras análises mais práticas e experimentais.
O interessante é que, ao estudar diferentes funções cognitivas, os cientistas foram descobrindo coisas novas. Eles passaram a observar a velocidade do processamento cerebral, como identificamos os estímulos nervosos e qual o tempo de reação do nosso corpo a eles.
As descobertas de 1956
Foi um ano e tanto em 1956! Várias obras importantes foram publicadas, cada uma adicionando uma peça a esse quebra-cabeça do conhecimento. Entre eles, podemos citar “A Study of Thinking”, de Bruner, Goodnow e Austin; “Three Models for the Description of Language”, de Chomsky; e “The Magical Number Seven, Plus or Minus Two”, de G. Miller.
Anos depois, surgiu a Psicologia Discursiva, que alguns chamam de Segunda Revolução Cognitiva. Essa nova corrente trouxe uma visão diferente: ela dizia que não precisávamos mais ficar calculando a “representação” do pensamento humano, mas sim olhar para a prática da comunicação de cada pessoa.
Essa nova forma de pensar se apoiou em três pilares principais:
- Fenômenos psicológicos podem ser interpretados para além de como pensamos ou agimos.
- A forma como usamos os sistemas simbólicos (nossa linguagem interna) está ligada diretamente às nossas interações com os outros.
- Efeitos psicológicos, como emoções, decisões e atitudes, estão fundamentalmente conectados às características da nossa personalidade.
Com tudo isso, a grande conclusão é que a linguagem humana não é isolada; ela está totalmente entrelaçada com um monte de aspectos dinâmicos e dialéticos da nossa cognição. E o mais legal: ela também é moldada pela interação entre o ser humano e o seu ambiente cultural. É uma dança constante entre nós e o mundo ao nosso redor!
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Importância da Revolução cognitiva
A revolução cognitiva foi importante porque mudou completamente o jeito como os humanos pensavam e se relacionavam.
Foi nesse momento que a gente começou a imaginar, criar histórias, acreditar em coisas abstratas (como deuses) e se organizar em grupos maiores.
Sem essa virada na nossa forma de pensar, provavelmente não teríamos construído as culturas, religiões, governos e tudo o que faz parte do mundo como conhecemos hoje.
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Fontes: Suno e Mais Retorno.