Lula pior que Bolsonaro? Americanas AFUNDA de vez e Brasil ganha espaço global

Pela primeira vez, o governo Lula é considerado pior que Bolsonaro. Quer entender os dados dessa pesquisa? Então, confira aqui!

3 de abril de 2025 - por Letícia Rocha


Tentando se atualizar sobre os acontecimentos políticos e econômicos das últimas horas? Então, você está no lugar certo. A pesquisa Genial/Quaest mostrou que a desaprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cair. Não só caiu, como atingiu o pior patamar desde o início da gestão.

Além disso, também vamos falar sobre a denúncia apresentada pelo MPF contra os ex-executivos da Americanas acusados de envolvimento no escândalo de fraude bilionária.

Agora no cenário internacional, Donald Trump atacou novamente e apresentou um novo plano de tarifas comerciais, o mais amplo do século! Ou seja, estamos longe do fim da guerra comercial. Quer entender como isso nos afeta? Então, confira a seguir!

Internacional

Batizado de “Dia da Libertação” pelo republicano, o pacote prevê a aplicação de tarifas recíprocas a todos os países que, segundo ele, impõem barreiras desproporcionais aos produtos dos EUA.

O conceito de “tarifa recíproca” prevê a equiparação dos encargos. Ou seja, se o país cobra 15% sobre um produto americano, os EUA aplicarão os mesmos 15% sobre o produto equivalente vindo desse mesmo país. 

No entanto, essa lógica ignora aspectos técnicos do comércio internacional. Além disso, também desconsidera compromissos firmados em acordos multilaterais. Para muitos analistas, esse modelo de tarifa abre espaço para discricionariedade política e acirramento de disputas comerciais.

Países mais afetados

China, União Europeia, México, Canadá, Brasil, Japão e Coreia do Sul estão entre os países mais afetados. A China já enfrentava sobretaxas generalizadas, enquanto México e Canadá lidavam com tarifas sobre aço, alumínio e automóveis.

Infelizmente, de acordo com o Wall Street Journal, o Brasil está se destacando como um possível vencedor na atual guerra comercial iniciada pelos EUA.

Segundo a Bloomberg Economics, a nova política comercial deve elevar em até 28 pontos percentuais a tarifa média dos EUA. O que deve causar um impacto estimado de 4% no PIB americano e aumento de até 2,5% nos preços, num horizonte de dois a três anos.

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Como o Brasil será afetado?

Em 2024, os EUA foram destino de 12% das exportações brasileiras, com destaque para o petróleo, aço, aeronaves, café e celulose. Já nas importações, o Brasil depende dos EUA para motores, máquinas, aeronaves e combustíveis.

Segundo o levantamento do Bradesco, o Brasil aplica tarifa média de 11,3% sobre produtos americanos (dado de 2022). Enquanto os EUA cobram em média 2,2% dos produtos brasileiros. Em decorrência disso, os setores brasileiros mais prejudicados deverão ser de aeronaves, aço e petróleo

Além disso, as tarifas devem elevar a inflação nos EUA, o que pode forçar o Federal Reserve (Fed) a manter juros mais altos, por mais tempo. No entanto, isso também tende a pressionar o real, encarecer o crédito e limitar ainda mais o espaço para cortes de juros no Brasil.

Por isso, mesmo sem impacto direto nas exportações, o país sentiria os efeitos por meio do encarecimento do financiamento externo. Além da desvalorização cambial e o aumento da inflação doméstica.

O Brasil pode retaliar?

A capacidade de retaliação do Brasil é bem restrita, como o próprio governo reconhece. Temos uma balança comercial praticamente equilibrada com os EUA e espaço fiscal limitado.

O vice-presidente Geraldo Alckmin defende uma postura de diálogo e cautela. A estratégia é preservar o comércio com os EUA e evitar atritos que possam prejudicar os exportadores nacionais.

o Senado Federal, com 70 votos favoráveis e nenhum contrário, aprovou ontem o “PL da Reciprocidade”. Esse projeto de lei estabelece critérios para que o Brasil responda a “medidas unilaterais” adotadas por países ou blocos econômicos que afetem a competitividade internacional do país.

A proposta autoriza a Câmara de Comércio Exterior (Camex) a aplicar taxas, tributos ou restrições sobre bens e serviços de países ou blocos que adotem medidas discriminatórias contra o Brasil.

Segundo a Senadora Tereza Cristina, o objetivo não é “punir” parceiros comerciais, mas garantir um acesso justo dos produtos brasileiros aos mercados globais, sem exigências desproporcionais ou tarifas abusivas.

Como o mercado vem reagindo?

Executivos do setor automobilístico, já consideram transferir parte da produção para os EUA, a fim de evitar tarifas.

Já a Gerdau reconhece que pode mudar o destino de investimentos para os EUA. “Se o governo federal não intensificar a defesa comercial brasileira até junho, a empresa irá debater se vale a pena continuar com o volume de investimentos e recursos que coloca no Brasil”, afirma o CEO Gustavo Werneck.

No ano passado, a receita líquida da Gerdau na América do Norte foi de R$6,2 bilhões, praticamente do mesmo tamanho da operação no Brasil.

Então, se as tarifas de importação impostas por Trump fizerem crescer a demanda por aço produzido em solo americano, a companhia vai sair beneficiada.

Todas essas notícias soam como música para Donald Trump, que prometeu durante a campanha reindustrializar os Estados Unidos.

Aumento das tensões mundiais pressiona o barril de petróleo

Trump, afirmou estar “muito irritado” e “furioso” com Vladimir Putin, após o ditador intensificar os ataques à Ucrânia, em meio às negociações de um cessar-fogo.

Por isso, como uma forma de retaliação, o republicano ameaçou impor uma tarifa de 50% sobre os países que comprarem petróleo russo, caso o Kremlin não concorde com o cessar-fogo. Em decorrência disso, o preço do barril subiu. Após a declaração, o preço contrato WTI para maio avançou 3,06%, a US$71,48. O Brent para junho subiu 2,76%, a US$74,77.

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Maior convocação desde o início da guerra

Até agora, Rússia e Ucrânia chegaram a um acordo apenas para um cessar-fogo na região do Mar Negro. Ou seja, a postura de Trump representa uma mudança significativa em sua relação com Putin e a Rússia.

Além disso, apesar das negociações para um cessar-fogo, ontem à noite o presidente russo assinou um decreto convocando 160 mil russos entre os 18 e os 30 anos para um ano de serviço militar.

Após o recebimento da notificação, os convocados devem comparecer junto ao comissariado dentro de no máximo de 20 dias.

Caso não faça, o recruta terá o passaporte apreendido e ficará proibido de receber empréstimos. Além disso, não poderá mais registrar uma empresa, carro ou imóvel, além de perder também a carteira de motorista.

Oriente Médio

Trump também decidiu enviar um segundo porta-aviões para o Oriente Médio. O envio ocorre no contexto dos ataques contra o grupo rebelde Houthis, no Iêmen.

Por isso, desde 15 de março, as forças americanas bombardeiam quase diariamente os Houthis. O objetivo dos EUA é conter os ataques dos rebeldes a navios civis e militares na região.

Os Houthis começaram a atacar navios no Mar Vermelho e no Golfo de Áden em solidariedade aos palestinos e como forma de protesto contra Israel, devido à guerra na Faixa de Gaza. O grupo é apoiado pelo Irã.

Até então, as operações contavam com o apoio do porta-aviões Harry S. Truman. Agora, o navio Carl Vinson será enviado para o Oriente Médio “para continuar promovendo a estabilidade regional, afastar agressões e proteger o fluxo do comércio”, informou o Pentágono.

Nacional

Desaprovação do governo sobe

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, a aprovação do governo do presidente Lula (PT) voltou a cair e atingiu o pior patamar desde o início da gestão. O índice de desaprovação de Lula que era de 49% em janeiro, passou para 56% em março.

Além disso, 43% dos eleitores entrevistados acham a gestão de Lula pior do que a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), contra 39% que acham melhor. É a primeira vez que os brasileiros veem Lula como pior que Bolsonaro.

A pesquisa da Genial/Quaest também separou os entrevistados em grupos. Os que mais desaprovam Lula são os evangélicos (67%), os que ganham mais de cinco salários mínimos (64%) e os que possuem até o ensino médio completo (64%) e os eleitores que possuem entre 16 e 34 anos (64%).

Violência é o maior problema do país

Além disso, a pesquisa também perguntou qual é a maior preocupação do eleitor e 29% dos entrevistados citaram violência como maior problema do país.

Apesar de a segurança ser competência dos Estados, uma vez que os policiais são vinculadas aos Governadores, a percepção geral é que o governo Lula não faz nada ou muito pouco para ajudar.

Diante desse cenário, o governo Lula pretende relançar nesta semana o programa Celular Seguro. A ideia é que ocorra uma notificação via WhatsApp para proprietários que compraram celulares oriundos de furtos e roubos, para que levem o aparelho à polícia.

Brasil desponta como potencial vencedor na guerra comercial de Trump

O Brasil está se destacando como um possível vencedor na atual guerra comercial iniciada pelos EUA, conforme aponta o Wall Street Journal. A retaliação da China às tarifas impostas por Trump tem criado oportunidades para produtos brasileiros nos mercados chinês e norte-americano.

A relação comercial com a China, que desde 2009 é o principal parceiro comercial do Brasil, tem se aprofundado nos últimos anos. O investimento chinês no país já ultrapassa US$70 bilhões, com presença significativa nos setores de energia, infraestrutura e transporte. Projetos como ferrovias estratégicas para o escoamento de grãos, conduzidos por estatais chinesas, têm ampliado a capacidade logística brasileira e reduzido custos.

Além disso, indústrias brasileiras, como a de calçados, estão aproveitando a oportunidade para ocupar o espaço deixado por produtos chineses atingidos por tarifas americanas. Com abundância de matéria-prima e mão de obra qualificada, o setor já exporta significativamente para os EUA e espera um impulso adicional com o realinhamento comercial.

Embora o Brasil também possa ser alvo de novas tarifas dos EUA, especialistas acreditam que o superávit comercial do país com os americanos pode mitigar os impactos. Além disso, o governo brasileiro busca acordos bilaterais para reduzir os efeitos de medidas protecionistas, especialmente no setor siderúrgico.

Recentemente, Lula visitou o Japão em negociações que podem abrir o mercado à carne bovina brasileira. O que demonstra a busca ativa do governo por novos destinos para produtos nacionais em meio à reconfiguração global do comércio.

MPF denuncia ex-presidente e mais 12 executivos da Americanas

O Ministério Público Federal apresentou denúncia contra os ex-executivos da Americanas, acusados de envolvimento no escândalo de fraude bilionária, que levou a rede de varejo a pedir recuperação judicial em 2023.

Um dos denunciados é o ex-presidente da Americanas, Miguel Gutierrez, apontado como líder do esquema. Ele foi denunciado pelos crimes de organização criminosa, insider trading, manipulação e falsidade ideológica em uma fraude de quase R$23 bilhões.

Quer entender ou se aprofundar em alguma das notícias que citamos? Então, assista ao vídeo na íntegra!

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