Ponto de equilíbrio financeiro: o que é, como calcular, exemplo

Entenda como o ponto de equilíbrio financeiro pode ajudar sua empresa a evitar prejuízos, organizar as finanças e crescer.

24 de junho de 2025 - por Millena Santos


O ponto de equilíbrio financeiro é uma ferramenta indispensável para quem busca manter o negócio saudável e crescer com segurança. Ele ajuda a entender quanto a empresa precisa faturar, no mínimo, para cobrir todos os seus custos e seguir funcionando sem prejuízos.

Com esse dado em mãos, fica muito mais fácil planejar estratégias, definir metas realistas e tomar decisões mais precisas, sem comprometer o caixa da empresa. Neste texto, vamos te explicar o que é ponto de equilíbrio financeiro, sua importância, os seus tipos e muito mais.

Vamos lá? Boa leitura!

O que é ponto de equilíbrio financeiro?

O ponto de equilíbrio financeiro é uma das ferramentas mais importantes para quem quer entender, de verdade, a saúde do próprio negócio.

Dessa forma, ele mostra qual é o valor mínimo de faturamento necessário para cobrir todos os custos fixos e variáveis da empresa, ou seja, quanto precisa ser vendido para que não haja nem lucro, nem prejuízo.

A partir desse ponto, qualquer valor adicional começa, de fato, a gerar lucro. Sem esse cálculo, o empreendedor pode até estar vendendo bem, mas ainda assim operando no vermelho, sem perceber.

Como calcular o ponto de equilíbrio financeiro?

Para descobrir o ponto de equilíbrio financeiro do negócio, é preciso usar uma fórmula. Esse calculo vai mostrar exatamente quanto a empresa precisa faturar para cobrir os custos fixos e variáveis, sem ficar no prejuízo.

A fórmula é a seguinte:

Ponto de equilíbrio financeiro= Gastos fixos desembolsáveis / (Receita total – Despesas e custos variáveis)

Ou seja, primeiro é preciso identificar os gastos fixos desembolsáveis, a exemplo do aluguel, salários e contas que a empresa paga todo mês, mesmo que não venda nada.

Depois, subtrai-se da receita total todos os custos e despesas variáveis, que são aqueles que mudam conforme o volume de vendas, como matéria-prima, comissões entre outros.

Diante disso, o resultado indica o faturamento mínimo necessário para que a operação “se pague”, ou seja, continue operando sem prejuízos.

Exemplo de cálculo do ponto de equilíbrio financeiro

Vamos imaginar uma cafeteria com os seguintes dados:

  • Gastos fixos desembolsáveis: R$ 8.000 (aluguel, salários dos funcionários, contas de água, luz, internet, etc.)
  • Receita total esperada: R$ 20.000
  • Custos e despesas variáveis: R$ 6.000 (café, leite, embalagens, doces, copos, comissões, etc.)

Ao aplicarmos na fórmula, vai ficar assim:

Ponto de equilíbrio financeiro= R$ 8.000 / (R$ 20.000 – R$ 6.000)

O resultado indica que a cafeteria precisa faturar cerca de 57,1% da receita total esperada (R$ 20.000) para cobrir seus custos.

Portanto, o faturamento mínimo mensal para não operar no prejuízo é de aproximadamente R$ 11.420. A partir desse dado, então, qualquer valor que entrar será lucro.

Como atingir o ponto de equilíbrio financeiro?

Para chegar ao ponto de equilíbrio financeiro com precisão, é importante seguir alguns passos indispensáveis. O primeiro deles é a organização das informações da empresa.

Isso significa ter todos os dados atualizados e bem estruturados: custos fixos, custos variáveis, receitas, despesas operacionais e até mesmo investimentos. Sem isso, qualquer cálculo corre o risco de estar errado. Certo?

Ao reunir essas informações, o segundo passo é analisar os números com calma, buscando entender o comportamento das receitas e dos gastos. Essa etapa ajuda a enxergar com mais clareza qual é o ponto onde o faturamento começa a cobrir todos os custos.

Por fim, contar com o apoio de um profissional especializado, como um contador ou consultor financeiro, pode ajudar a interpretar melhor esses dados e garantir que todas as variáveis estejam sendo consideradas, sem prejuízos.

Sem contar que esse suporte técnico contribui para tomar decisões mais seguras e manter a empresa no caminho certo.

Importância do ponto de equilíbrio financeiro

O ponto de equilíbrio financeiro é uma peça-chave para o planejamento e uma boa gestão de qualquer empresa. Portanto, funciona como um guia para entender exatamente qual é o faturamento mínimo necessário para cobrir todos os custos e despesas do negócio.

Ou seja, é o momento em que o dinheiro que entra pelas vendas é suficiente para pagar tudo que precisa ser pago, sem sobrar lucro, mas também sem prejuízo.

Quando a receita e as despesas estão equilibradas, o negócio evita problemas financeiros e consegue se planejar melhor para o futuro. Isso ajuda a tomar decisões mais seguras, como ajustar preços, controlar gastos, investir em marketing ou até ampliar a equipe.

Além disso, ajuda a definir metas de vendas e acompanhar o desempenho da empresa. Logo, a partir desse número o empreendedor pode identificar o momento em que o negócio começa a gerar lucro de verdade, permitindo um crescimento sólido e sustentável.

Diferenças entre ponto de equilíbrio financeiro, contábil e econômico

Quando o assunto é manter as contas do negócio em dia, é mais do que necessário entender os diferentes tipos de ponto de equilíbrio. Muita gente acha que é tudo a mesma coisa, mas cada um traz um tipo de informação importante sobre a saúde da empresa.

O ponto de equilíbrio econômico, por exemplo, mostra o momento exato em que as vendas conseguem cobrir todos os custos do negócio, sem prejuízo, mas também sem lucro.

Dessa forma, é como se fosse o primeiro passo para que a empresa comece, de fato, a dar resultado. A partir daí, todo valor faturado a mais passa a contribuir para o lucro.

Já o ponto de equilíbrio financeiro vai um pouco além. Ele considera também aqueles custos que não envolvem saída imediata de dinheiro, como a depreciação de máquinas, equipamentos ou outros bens. Esses valores nem sempre aparecem no extrato bancário, mas continuam afetando a empresa e, com certeza, precisam ser levados em conta.

Por fim, o ponto de equilíbrio contábil é o mais básico e o mais conhecido. Ele mostra o momento em que as receitas totais se igualam aos custos e despesas contabilizados, sem gerar lucro nem prejuízo. É como dizer: “vendemos o suficiente pra pagar tudo que a contabilidade registra como gasto”.

No entanto, vale destacar que esse ponto merece atenção: ele não considera alguns detalhes que afetam o caixa diretamente, como o prazo de pagamento e recebimento, por exemplo.

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Fonte: Contabilizei, PagSeguro.

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