Remuneração: o que é, tipos, importância

Descubra o que é remuneração segundo a CLT, qual a diferença entre salário e remuneração e quais elementos podem compor esse valor.

9 de junho de 2025 - por Millena Santos


Quando se fala em remuneração, muita gente logo pensa apenas no salário no fim do mês. Porém, o conceito vai muito além disso. A ideia de remuneração foi formalizada ainda no século passado, com a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), durante o governo de Getúlio Vargas.

Desde então, ficou definido que todo trabalhador tem direito a receber um valor como forma de compensação pela sua força de trabalho. E é exatamente aqui que está o ponto importante: remuneração não é só o salário.

Vamos saber mais sobre isso? Boa leitura!

O que é remuneração?

De acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas, CLT, em seu artigo 457:

Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.

Diante disso, a remuneração é o pagamento feito a uma pessoa como forma de compensação pelo serviço prestado. Em um contrato de trabalho, ela representa uma parte muito importante do acordo entre empregador e empregado.

Assim, a remuneração pode englobar não apenas o salário base, mas também benefícios extras, como vale-transporte, plano de saúde e, dependendo do cargo, bônus ou comissões.

Quais são os componentes da remuneração?

Alguns dos componentes da remuneração são:

  • Horas extras;
  • Férias;
  • Adicionais (noturno, periculosidade e insalubridade);
  • Comissões;
  • Décimo terceiro;
  • Participação nos lucros;
  • Descanso semanal remunerado.

Quais são os tipos de remuneração?

1- Participação nos lucros e resultados (PLR)

Na modalidade de remuneração Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os colaboradores passam a ter direito a receber uma parte dos lucros da empresa. No entanto, isso só é possível com base em critérios definidos entre empresa e colaborador.

A proposta da PLR é envolver os colaboradores no sucesso financeiro. Afinal, quando a empresa cresce, todos ganham junto. Esse modelo ajuda a aumentar o engajamento, a motivação e a produtividade, criando um ambiente em que o esforço coletivo é reconhecido de forma concreta. No caso específico, através da participação nos lucros.

2- Incentivos

Nesse tipo de remuneração, a empresa adota estratégias de incentivo para estimular a performance da equipe e ampliar os resultados. Em vez de focar apenas no salário fixo, a ideia é oferecer “recompensas” que reconheçam o esforço e o bom desempenho dos funcionarios.

Esses incentivos podem acontecer de várias maneiras, a exemplo de viagens, prêmios, bônus por metas cumpridas, reconhecimento público, brindes entre outros. Logo, é uma forma valorizar quem se dedica aos projetos da empresa.

3- Fixa e variável

Como o próprio nome já indica, o valor pago ao colaborador não sofre variações ao longo do tempo. Nesse modelo, fatores como desempenho, metas ou produtividade não influenciam o quanto será recebido.

Ou seja, é um valor previamente acordado, pago de forma regular em troca do trabalho realizado. Em contrapartida, a váriável funciona de forma diferente.

Ela está diretamente ligada ao desempenho do colaborador, ou seja, pode variar conforme o cumprimento de metas, a entrega de resultados positivos e outros critérios previamente estabelecidos.

Dessa forma, o valor recebido pode aumentar conforme o esforço e os resultados alcançados, ou mesmo diminuir.

4- Remuneração por competências

Nesse modelo, o foco não está apenas nas atividades realizadas, mas nas capacidades que a pessoa traz para o dia a dia da empresa, como liderança, proatividade, pensamento estratégico, domínio técnico, entre outras.

Por isso, quanto mais competências o colaborador desenvolve e aplica no ambiente de trabalho, maiores podem ser as chances de crescimento salarial. Fora que esse tipo de remuneração estimula o aprendizado e valoriza quem busca se aprimorar constantemente.

5- Flexível e variável

Por fim, a remuneração flexível oferece ao trabalhador a possibilidade de escolher como prefere receber parte da sua compensação financeira.

Isso significa que, além do salário, ele pode optar por benefícios como planos de saúde, vale-transporte, vale-alimentação, entre outros.

Diferença entre remuneração e salário

Embora muitas pessoas usem os termos remuneração e salário como sinônimos, a Consolidação das Leis do Trabalho traz uma distinção importante entre eles. No contexto empresarial, inclusive, esses termos também têm diferenças claras.

A remuneração engloba todos os valores que o trabalhador recebe pela sua prestação de serviços, incluindo o salário base e os benefícios, adicionais, gratificações e outras verbas que possam ser acordadas.

Em contrapartida, o salário corresponde apenas ao valor fixo combinado entre empregado e empregador, sem considerar os benefícios ou outras formas de pagamento que compõem a remuneração total.

Importância da remuneração

A remuneração é uma peça-chave quando a gente pensa na relação entre trabalhador e empresa. Afinal, o colaborador dedica seu tempo, suas habilidades e conhecimentos para contribuir com o sucesso do negócio, não é?

Além do benefício financeiro, a remuneração também exerce um papel essencial na motivação da equipe. Portanto, quando bem desenvolvida, ela ajuda a manter os colaboradores engajados, valorizados e comprometidos com os objetivos da empresa.

Legislação da remuneração

A legislação que trata da remuneração dos trabalhadores no Brasil é, principalmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Ela estabelece as regras que devem ser seguidas pelas empresas e garante os direitos dos empregados, como salário mínimo, adicional noturno, pagamento de horas extras, 13º salário, férias remuneradas, entre outros.

No entanto, vale lembrar que, além da CLT, também existem outras normas, como acordos e convenções coletivas, as quais podem trazer benefícios extras definidos entre sindicatos e empregadores.

Como funciona a remuneração na folha de pagamento?

O dia do pagamento é muito esperado por muitos, né? Mas, afinal, você sabe como funciona a remuneração na folha de pagamento?

Primeiro, é importante esclarecer que a folha de pagamento é um documento essencial, tanto para quem trabalha quanto para a empresa.

Ela funciona como um raio-x do pagamento: mostra o salário base, horas extras, comissões, os descontos obrigatórios, a exemplo do INSS, e também os benefícios, como vale-transporte, plano de saúde ou alimentação, quando eles são oferecidos.

Além disso, a folha indica se houve faltas, atrasos, descontos sindicais ou qualquer outra informação que possa impactar no valor final.

Portanto, mostra toda a composição da remuneração, de maneira bem detalhada, para que o trabalhador consiga entender de forma clara o que está recebendo e por quê.

Como definir o melhor tipo de remuneração?

Na hora de escolher o tipo de remuneração, é importante olhar para vários fatores que vão além do valor em si. Tudo começa com uma boa análise do mercado e reflexões: como as empresas do mesmo setor estão pagando? Quais benefícios estão oferecendo?

Mas só isso não basta. Nesse ponto, também é muito importante pensar no que faz sentido para a realidade da empresa. Conhecer os diferentes tipos de remuneração ajuda a tomar decisões mais alinhadas com a cultura, os objetivos e o orçamento do negócio.

Outro ponto que não pode ficar de fora é o plano de carreira. A remuneração precisa caminhar junto com o crescimento profissional dentro da empresa.

Diante disso, quando os salários, os incentivos e os benefícios estão conectados ao desenvolvimento das pessoas, os resultados aparecem de forma mais espontânea, tanto para quem trabalha quanto para a empresa como um todo.

Por isso, no fim das contas, escolher a melhor forma de remunerar é um equilíbrio entre o que o mercado pratica, o que a empresa pode oferecer e o que motiva as pessoas a crescerem junto.

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Fonte: Meta Dados, Job Convo, Pontotel, Meu Tudo.

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