Risco sistemático e não sistemático: quais as diferenças?

26 de agosto de 2025 - por Diogo Silva


Aos investidores, é importante entender bem sobre risco sistemático e não sistemático. Além de saber o que significam, é essencial saber como diferenciá-los para que possa fazer seus investimentos de forma mais assertiva e segura. Até porque eles afetam diariamente, por exemplo, os preços das ações.

Esses riscos podem ainda mudar totalmente o mercado de uma hora para outra. Então, decidimos trazer esse artigo para lhe guiar da melhor forma. Confira a seguir.

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O que é risco sistemático?

O risco sistemático é, basicamente, aquele risco que ninguém consegue escapar, por mais que invista de forma inteligente ou diversificada.

Ele está ligado a fatores grandes, que afetam toda a economia ao mesmo tempo, como crises financeiras, mudanças nas taxas de juros, instabilidades políticas ou até acontecimentos globais, como uma guerra ou pandemia.

É como uma maré que sobe ou desce e leva todos os barcos juntos, sem que cada um possa controlar sozinho. Por isso, é um risco inevitável, que sempre precisa ser considerado ao investir.

– Características do risco sistemático

O risco sistemático tem algumas características bem marcantes. A principal delas é que ele não pode ser eliminado com a diversificação da carteira, já que atinge o mercado como um todo.

Outra característica importante é que ele está sempre ligado a fatores externos e macroeconômicos, como inflação, variação de juros, crises políticas ou eventos globais que impactam todos os setores de alguma forma.

Além disso, ele é inevitável! O investidor pode se proteger em parte escolhendo ativos mais conservadores ou usando estratégias de hedge, mas nunca consegue se livrar completamente dele.

Por fim, é um risco que costuma ser medido pelo chamado beta, que mostra o quanto um ativo é sensível às oscilações do mercado.

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– Exemplos de risco sistemático

Exemplos de risco sistemático aparecem em situações que ninguém consegue controlar e que acabam atingindo todos os setores ao mesmo tempo.

Um bom exemplo é uma crise econômica mundial, que faz os mercados despencarem e prejudica empresas grandes e pequenas, sem distinção.

Outro caso é quando os juros sobem muito. Isso deixa o crédito mais caro, o consumo diminui e várias companhias sentem o impacto.

Questões políticas também entram nesse cenário, como mudanças inesperadas de governo ou conflitos entre países, que trazem insegurança para os investidores.

E, claro, eventos inesperados como uma pandemia mostram bem esse tipo de risco, já que afetam a economia inteira de uma vez só, sem que ninguém consiga escapar.

O que é risco não-sistemático?

O risco não-sistemático é aquele que está ligado a algo mais específico, como uma empresa ou um setor em particular, e não ao mercado inteiro.

Ele pode surgir, por exemplo, de uma má gestão, da queda na demanda por um produto, de um erro estratégico ou até de problemas que afetam apenas um ramo da economia.

Diferente do risco sistemático, ele não atinge todos ao mesmo tempo e pode ser reduzido com uma boa diversificação dos investimentos, já que o problema de uma empresa pode ser compensado pelo bom desempenho de outra.

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– Características do risco não sistemático

O risco não-sistemático tem algumas características bem próprias. Ele está ligado a fatores internos de uma empresa ou de um setor específico, e não a grandes movimentos da economia.

É um risco que pode ser controlado ou até evitado pelo investidor, principalmente por meio da diversificação da carteira, já que perdas em um ativo podem ser compensadas por ganhos em outros.

Outra característica é que ele costuma surgir de situações particulares, como erros de gestão, mudanças na concorrência, problemas trabalhistas ou falhas em produtos.

Por ser localizado e não afetar o mercado inteiro, é considerado um risco diversificável, ou seja, aquele que o investidor consegue administrar melhor com boas escolhas.

– Exemplos de risco não sistemático

Os exemplos de risco não-sistemático aparecem em situações que atingem apenas uma empresa ou um setor, sem mexer diretamente com o mercado inteiro.

Imagine, por exemplo, uma empresa que lança um produto novo e ele apresenta falhas graves, prejudicando suas vendas e sua imagem, esse impacto fica restrito àquela companhia.

Outro caso seria uma empresa que enfrenta problemas de gestão, como decisões mal planejadas ou escândalos internos, que acabam derrubando seu valor.

Também pode acontecer em um setor específico, como o de aviação, quando há uma greve de pilotos ou aumento repentino no custo do combustível, afetando apenas aquelas empresas.

São riscos que não atingem todos os investidores, mas podem trazer prejuízos pontuais para quem está exposto a eles.

Quais são as diferenças entre risco sistemático e não sistemático?

A diferença entre risco sistemático e não-sistemático pode ser vista de forma bem simples se pensarmos no alcance de cada um.

O risco sistemático é como uma tempestade que atinge todo o mercado, como falamos. Crises econômicas, guerras ou mudanças nas taxas de juros acabam afetando todos os investimentos ao mesmo tempo, sem que ninguém consiga se proteger totalmente.

Já o risco não-sistemático é mais como um problema particular, que acontece dentro de uma empresa ou de um setor específico, como uma gestão ruim, um produto que não dá certo ou uma falha operacional.

A boa notícia é que esse risco pode ser controlado. Ao diversificar seus investimentos, é possível reduzir os impactos de um problema isolado. Um risco pega todo mundo junto, e o outro só quem está no caminho do problema.

Importância de entender sobre os riscos

Entender os riscos é importante porque faz você investir de forma mais consciente e segura. Quando você sabe o que pode dar errado e o que está fora do seu controle, fica mais fácil tomar decisões sem se deixar levar pelo medo ou pela empolgação do momento.

Conhecer os riscos também ajuda a proteger seu dinheiro, equilibrando o que é mais seguro com o que pode trazer mais retorno.

No fundo, saber sobre riscos não é para assustar, e sim para que você consiga investir de forma inteligente, preparado para lidar com altos e baixos sem perder a calma.

Fontes: Top Invest; Suno; Melver; Capriata Cursos; A Hora do Dinheiro

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