Tabela PRICE, SACRE e SAC: quais as diferenças, qual escolher

Vem com a gente descobrir as diferenças entre as tabelas PRICE, SACRE e SAC nos financiamentos.

29 de setembro de 2025 - por Millena Santos


No momento de contratar um financiamento, muitas pessoas se deparam com diferentes formas de pagamento, e é justamente nesse ponto que surgem as tabelas PRICE, SACRE e SAC. Cada uma delas tem características próprias que influenciam no valor das parcelas, no prazo e até no custo total do contrato.

Quer saber mais? Vem com a gente!

O que é tabela PRICE?

A Tabela PRICE é um dos sistemas de amortização mais utilizados em contratos de empréstimos e financiamentos, principalmente no setor imobiliário e de veículos. Ela é bastante popular porque oferece ao contratante a previsibilidade de parcelas iguais do início ao fim do contrato, o que facilita o planejamento financeiro.

Nesse modelo, o valor total da prestação permanece constante, mas a composição dessa parcela se modifica ao longo do tempo. No início, a maior parte do que é pago corresponde aos juros, enquanto a parte destinada à amortização da dívida é menor.

Conforme as parcelas avançam, essa proporção vai se invertendo: a parcela destinada aos juros diminui e a amortização aumenta, até que a dívida seja totalmente quitada.

Outro ponto importante é que, apesar de trazer estabilidade no valor das parcelas, a Tabela PRICE costuma resultar em um custo total maior se comparada a outros modelos, como o Sistema de Amortização Constante (SAC).

Isso acontece justamente porque os juros no início do contrato têm um peso maior no cálculo das prestações.

Como funciona a tabela Price?

O funcionamento da Tabela PRICE é baseado na ideia de manter parcelas constantes ao longo de todo o contrato. Isso significa que, do início ao fim, o valor pago mensalmente não sofre alterações, o que facilita a organização do orçamento.

No entanto, dentro dessas parcelas fixas, ocorre uma dinâmica interna: a amortização, que representa a parte usada para reduzir a dívida, começa menor e vai aumentando gradualmente a cada mês.

os juros seguem o movimento contrário: eles são mais elevados no início do contrato e vão diminuindo conforme o saldo devedor é reduzido.

Esse formato garante maior previsibilidade ao contratante, mas também faz com que, nos primeiros pagamentos, a maior parte da parcela seja destinada aos juros, retardando a redução significativa da dívida.

Por isso, a Tabela PRICE é vista como vantajosa para quem valoriza estabilidade no valor das prestações, mas pode não ser a melhor escolha para quem deseja pagar menos juros ao longo do contrato.

Vantagens e desvantagens da tabela Price

Vantagens da Tabela PRICE

  • Parcelas fixas: o valor das prestações permanece o mesmo durante todo o contrato, trazendo previsibilidade e facilitando a organização financeira de quem precisa se planejar a longo prazo.
  • Facilidade de compreensão: como as parcelas não mudam, fica mais simples entender como será o pagamento e calcular o impacto no orçamento.
  • Possibilidade de quitação antecipada: existe a opção de adiantar pagamentos, reduzindo o saldo devedor. Essa prática pode diminuir o total de juros pagos, principalmente se a antecipação for feita nos primeiros anos do contrato.

Desvantagens da Tabela PRICE

  • Amortização lenta no início: nos primeiros meses, a maior parte da parcela é destinada aos juros, e apenas uma pequena parte vai para a redução efetiva da dívida. Isso faz com que o saldo devedor demore mais tempo para cair de forma significativa.
  • Custo total mais elevado: em comparação com outros sistemas, como o SAC, o montante final pago ao término do contrato costuma ser maior, já que há uma incidência maior de juros no começo.
  • Sensibilidade à inflação: como as parcelas são fixas em valores nominais, em cenários de alta inflação o poder de compra pode ser prejudicado, dificultando a manutenção dos pagamentos.
  • Dificuldade na amortização antecipada: embora seja possível antecipar, o modelo não é o mais vantajoso nesse aspecto, pois a maior concentração de juros no início do contrato reduz o impacto da quitação parcial sobre o saldo devedor.

O que é tabela SACRE?

A Tabela SACRE é um sistema de amortização que combina características dos dois modelos: o SAC (Sistema de Amortização Constante) e a Tabela PRICE.

Esse formato foi criado como uma alternativa intermediária, buscando equilibrar as vantagens de cada método.

No SACRE, as parcelas costumam começar com valores mais altos, assim como ocorre no SAC. Com o tempo, esses valores vão diminuindo gradualmente, oferecendo ao contratante uma redução no peso das prestações ao longo do contrato.

No entanto, a forma de cálculo se aproxima da Tabela PRICE, já que também considera prestações com composição variável entre juros e amortização.

Na prática, o SACRE costuma ser utilizado em financiamentos imobiliários de longo prazo, pois combina a previsibilidade de uma queda nas parcelas ao longo dos anos com um custo total de juros menor do que o encontrado na Tabela PRICE.

Dessa forma, ele acaba sendo uma opção atrativa para quem busca parcelas iniciais mais altas, mas com tendência de redução que facilita a manutenção do financiamento até o fim.

Como funciona a tabela SACRE?

O funcionamento da Tabela SACRE acontece por meio da definição de períodos específicos dentro do contrato.

Em cada período, há um valor padrão de prestação que se mantém fixo por certo tempo. Ao final desse intervalo, ocorre uma redução no valor das parcelas, tornando-as progressivamente menores ao longo dos anos.

Dentro dessas prestações, a lógica segue um equilíbrio entre amortização e juros. A parte da amortização, que representa a diminuição efetiva da dívida, cresce gradualmente, enquanto os juros caem à medida que o saldo devedor também vai sendo reduzido.

Isso significa que, com o passar do tempo, a dívida é quitada de forma mais acelerada, e o contratante passa a sentir alívio financeiro com parcelas cada vez mais leves.

Essa característica faz com que o SACRE seja uma opção interessante em financiamentos longos, já que traz a segurança de reduções periódicas nas parcelas com um custo total menor em juros quando comparado à Tabela PRICE.

Vantagens e desvantagens da tabela SACRE

Vantagens da talbela SACRE

  • Amortização crescente: diferente do que muita gente pensa, no SACRE a amortização não é decrescente, ela aumenta com o tempo. Isso significa que, a cada parcela, uma fatia maior do valor pago vai direto para reduzir a dívida, acelerando o processo de quitação.
  • Mais folga no orçamento com o passar do tempo: as prestações começam mais pesadas, mas vão diminuindo. Com isso, o contratante consegue ter mais tranquilidade financeira no futuro, especialmente em contratos de longo prazo. Imagine, por exemplo, um financiamento de 20 anos: nos primeiros anos a parcela pode apertar um pouco mais, mas depois ela vai ficando mais leve em relação à renda.
  • Juros menores no longo prazo: como as parcelas vão diminuindo ao longo do tempo, os juros cobrados também caem. Isso faz com que, ao final do contrato, o valor pago em juros seja menor em comparação à Tabela PRICE.

Desvantagens da tabela SACRE

  • Custo total elevado em relação ao SAC: apesar de ser mais vantajoso que a Tabela PRICE em termos de juros, o SACRE ainda costuma ter um custo total maior do que o SAC.
  • Dificuldade em prever exatamente o valor das parcelas: como as prestações são reajustadas a cada período, não existe um valor fixo do início ao fim. Isso pode trazer certa insegurança para quem prefere ter total previsibilidade no orçamento.
  • Parcelas iniciais mais altas: logo no começo, o valor pago pode ser um desafio, já que as primeiras prestações costumam ser mais caras. Esse ponto pode pesar para quem não tem muita folga financeira no presente.

O que é tabela SAC?

Nesse sistema, a amortização do valor principal da dívida, ou seja, a parte que realmente reduz o saldo devedor, é sempre constante. O que muda são os juros, que vão diminuindo conforme a dívida é paga. Isso faz com que as parcelas comecem mais altas e fiquem menores ao longo do tempo.

Na prática, isso significa que quem escolhe a Tabela SAC enfrenta um início mais pesado no orçamento, mas, em compensação, sente o alívio das prestações caindo gradualmente.

Além disso, o custo total com juros tende a ser menor do que em outros modelos, como a Tabela PRICE, já que a dívida é reduzida mais rapidamente.

Como funciona a tabela SAC?

Na Tabela SAC, as parcelas não permanecem iguais ao longo do contrato. Pelo contrário: elas começam mais altas e vão diminuindo gradualmente à medida que o financiamento é pago.

A amortização do valor principal da dívida é sempre constante. Isso significa que, mês a mês, o mesmo valor é destinado para reduzir o saldo devedor. O que muda são os juros, como eles são calculados sobre o saldo que ainda falta pagar, acabam diminuindo ao longo do tempo.

Na prática, isso faz com que as primeiras prestações pesem mais no orçamento, mas depois elas vão ficando mais leves. Além disso, como a dívida vai sendo reduzida de forma mais rápida, o custo total em juros é menor do que na Tabela PRICE, por exemplo.

Vantagens e desvantagens da tabela SAC

Vantagens da Tabela SAC

  • Redução de juros ao longo do tempo: como a dívida é amortizada mais rapidamente, os juros diminuem a cada mês, já que incidem sobre um saldo devedor cada vez menor.
  • Menor custo total: o fim do contrato, quem escolhe a Tabela SAC acaba pagando menos juros do que em modelos como a Tabela PRICE. Isso pode representar uma economia significativa em financiamentos longos, como os de imóveis.
  • Parcelas que diminuem com o tempo: apesar de começarem mais altas, as prestações vão ficando cada vez menores, o que traz alívio no orçamento futuro.
  • Amortização acelerada: desde o início, o saldo devedor cai em um ritmo mais rápido, já que a parte da amortização é sempre constante. Isso acelera a quitação da dívida.

Desvantagens da Tabela SAC

  • Parcelas iniciais mais altas: logo no começo, as prestações podem ser pesadas para o bolso, exigindo uma boa organização financeira.
  • Impacto imediato no orçamento: para quem não tem muita folga na renda, o valor alto das primeiras parcelas pode dificultar a contratação do financiamento.
  • Menor previsibilidade em comparação à PRICE: como as parcelas mudam de valor ao longo do tempo, não há aquela constância de prestações iguais do início ao fim.

Quais as diferenças entre Tabela PRICE, tabela SACRE e tabela SAC?

Na hora de contratar um financiamento, entender como funciona o sistema de amortização é mais do que necessário, já que ele influencia diretamente no valor das parcelas e no custo final do contrato.

Nesse formato, as parcelas permanecem fixas durante todo o período do contrato, o que oferece previsibilidade ao comprador.

Contudo, no início, a maior parte do valor pago corresponde aos juros, enquanto a amortização da dívida é menor. Com o passar do tempo, essa relação se inverte e o saldo devedor passa a ser reduzido mais rapidamente.

a Tabela SACRE surgiu como uma opção intermediária entre a Price e a SAC. Nesse sistema, a amortização cresce gradualmente ao longo do contrato e os juros diminuem de forma progressiva.

O cálculo é reajustado a cada 12 meses, o que faz com que as parcelas apresentem um comportamento híbrido: a cada dois meses, em média, ocorre uma leve redução no valor.

Dessa forma, a SACRE combina características da Price e da SAC, tornando o pagamento menos pesado no início e suavizando a queda das prestações ao longo do tempo.

Por fim, na Tabela SAC, o valor da amortização é fixo desde a primeira parcela, enquanto os juros vão diminuindo conforme o saldo devedor é reduzido. Assim, as primeiras prestações são mais altas, mas caem continuamente até o fim do contrato.

Portanto, a gente pode afirmar que a principal diferença entre as tabelas está na forma como as parcelas são calculadas.

Tabela PRICE, tabela SACRE e tabela SAC: qual escolher?

Para responder essa pergunta, é importante ter em mente que cada modelo tem vantagens e limitações que precisam ser avaliadas de acordo com o perfil financeiro do comprador.

Na Tabela Price, como a gente viu, as parcelas permanecem fixas ao longo de todo o contrato, o que traz previsibilidade, mas não é a opção mais indicada para financiamentos de longo prazo.

Isso acontece porque, nesse sistema, os juros são maiores no início e a amortização da dívida é mais lenta, fazendo com que o custo total do financiamento seja mais elevado.

a Tabela SACRE é uma alternativa para quem consegue lidar com parcelas um pouco mais altas no começo e tem perspectiva de aumento de renda acima da inflação.

Aqui, a amortização vai crescendo com o tempo e os juros diminuem gradualmente, o que faz com que as parcelas reduzam de forma suave, geralmente a cada dois meses.

Ainda assim, por não apresentar queda tão acentuada no valor das prestações, esse sistema não costuma ser o mais vantajoso para contratos de prazo muito longo.

Por fim, a Tabela SAC é considerada a mais adequada para financiamentos de longo prazo, especialmente no setor imobiliário.

Nesse sistema, a amortização é constante desde o início, o que faz com que as parcelas comecem mais altas, mas diminuam de maneira contínua ao longo do contrato.

Fonte: AVA BPO Financeiro, Blog Inter, Creditas, Tenda, Santander.

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