Inflação dispara e dá sinais de que vai continuar a longo prazo


A inflação cresce de maneira bastante expressiva e, além disso, demonstra sinais de continuar desta forma por um longo prazo. A última vez que uma crise inflacionária desta magnitude aconteceu, foi em 2008.

Para se manter, o Brasil passou por vários anos seguintes de elevações significativas da exigência mundial, com destaque no grande aumento das economias emergentes.

Vale lembrar que, anteriormente à situação de 2007 e 2008, aconteceu de existirem taxas de inflação bem parecidas com o cenário atual, entre 1990 e 1991. O motivo foram as circunstâncias envolvendo impactos na oferta do mercado de energia.  

Provocadores da antiga inflação

Inflação dispara e dá sinais à Bancos Centrais de continuar a longo prazo

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De acordo com o Superintendente Executivo do Departamento Financeiro e de Investimentos da Bradesco Seguros, Estevão Scripilliti, algumas das situações que provocavam a inflação naquela época foram as complicações dos regimes monetários com menos responsabilidade em relação, por exemplo, à:

  • Autonomia dos Bancos Centrais (BCs);
  • Conjugado com comunicação para ancoragem das expectativas de inflação;
  • Falta do aprimoramento dos últimos 30 anos;
  • Regimes de metas para inflação;
  • Uso dos juros como instrumento principal.

Como ela se forma?

Ainda de acordo com o Superintendente Executivo do Departamento Financeiro e de Investimentos da Bradesco Seguros, os casos de inflação não são gerados com encontros financeiros e sim pelo contrário.

Ou seja, qualquer bateria inflacionária possui uma fonte primária divergente das participações de políticas na economia e social também distintas.

Portanto, as autoridades competentes devem analisar como as pessoas em toda sua esfera global têm se manifestado em relação à fonte da atual bateria de inflação. Dessa forma, é possível saber o quão profundo e permanente ela pode ser.

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Participação do novo coronavírus

Inflação dispara e dá sinais à Bancos Centrais de continuar a longo prazo

No cenário atual, o primeiro impacto foi de maneira global. Sendo assim, houve um corte nas cadeias manufatureiras mundiais devido ao novo coronavírus.

Quando isso aconteceu, causou uma demanda maior pela busca de aparelhos eletrônicos novos e com maior eficiência. Razão disso foi o novo método conhecido como home office para evitar a propagação da Covid-19.

Por isso, as empresas mandaram os funcionários para casa. No entanto, as indústrias diminuíram a produção de celulares, computadores e carros, por exemplo.

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Aumento do preço da eletricidade e combustíveis

Com as pessoas passando um tempo maior em casa, o consumo da eletricidade subiu de forma expressiva. Isso por conta do trabalho home office, com o uso frequente de computadores, luz, televisão, telefone e internet.

Ainda segundo 0 o Superintendente Executivo do Departamento Financeiro e de Investimentos da Bradesco Seguros, referente ao petróleo, diversas empresas privadas, em função do realinhamento de longo prazo com a demanda da sociedade por energia limpa, anunciaram planos de redução de oferta ao longo dos próximos anos.

Ele ressalta ainda que as energias alternativas, por sua vez, que poderiam substituir o petróleo, requerem não apenas novos investimentos massivos para geração, como também a construção de infraestrutura para serem transportadas. Isso vale para o gás natural e para as energias solar e eólica, por exemplo.

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O transporte coletivo ficou menos eficiente para se locomover devido ao vírus. As maneiras mais eficientes seriam aplicativos de transporte e os próprios veículos. Reflexo disso foi o aumento do preço dos combustíveis. O uso de veículos particulares triplicou.


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