17 de julho de 2026 - por raulsena1
Trump ficou irritado e resolveu partir para cima do Pix! Ele chamou o sistema de “injusto e discriminatório” e usou isso como justificativa para aplicar tarifas contra o Brasil.
Rolou até um climão político por aqui, com gente culpando o Flávio Bolsonaro porque ele viajou para os Estados Unidos, e o Flávio já se pronunciou e disse que a bronca não tem nada a ver com ele, que é coisa do governo Lula. Só que, olhando os documentos oficiais, dá para perceber que a história não é bem essa, o motivo real por trás da encrenca parece ser mesmo o Pix.
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Por que o Pix incomoda tanto?
Para entender o barulho todo, primeiro precisamos lembrar como era o sistema de pagamento no Brasil, antes do Pix existir.
Só existiam duas opções: débito ou crédito. E cada pagamento desses deixava um custo transacional para o lojista, algo entre 3% e 3,5%. Isso mudou completamente quando o Pix chegou. Hoje, para pessoa física, o Pix é gratuito. Pessoa jurídica paga uma taxinha pequena quando faz Pix para pagar funcionário ou fornecedor, mas para o cidadão comum o custo é zero.
O Pix também eliminou a fricção que existia nos pagamentos tradicionais. Antes você precisava de maquininha, passar cartão, às vezes dava erro de leitura. Com Pix, basta ter o celular em mãos. Você escaneia um QR code, digita o valor e pronto.
O ponto principal é que o governo americano parece não ter entendido direito as vantagens reais do Pix. Eles enxergam como se fosse simplesmente uma imposição do governo brasileiro, mas na prática o Pix se espalhou porque é mais barato e muito mais prático. Isso não tem a ver com forçação de barra, tem a ver com tecnologia melhor.
O que Visa e Mastercard perderam?
Além das tarifas que deixaram de embolsar, o problema maior para essas empresas é o acesso à informação que elas perderam. Antigamente, quando uma empresa queria lançar um produto nos EUA, existia toda uma estrutura de consultoria da Mastercard, baseada em dados de milhões de transações e centenas de soluções tecnológicas. Isso valia dinheiro e dava poder de mercado.
Só que, a partir do momento que o maior mercado da América Latina passou a usar Pix, Visa e Mastercard ficaram no escuro em relação a uma parte enorme do público brasileiro. E essa parte inclui justamente quem não tinha acesso a crédito e usava só o débito. Hoje, quase ninguém mais paga no débito, que aliás era um método mais inseguro, com senha de quatro dígitos e risco de fraude.
Ou seja, o Brasil deu uma acelerada tecnológica que já não tem muito volta. E o governo americano está tentando criar pressão para ver se consegue algum tipo de entrada da bandeira Mastercard dentro do sistema Pix ou simplesmente tentar coibir essa prática usando tarifas.
O problema é que dificilmente isso vai funcionar, porque nenhum país do mundo vai abrir mão de uma tecnologia mais eficiente para acomodar interesse estrangeiro.
Tarifas de 25% e o que realmente está sendo taxado
A lista de produtos que está fora da tarifação inclui: carnes, frutas, minerais, café, chás, especiarias, cereais, aeronaves, terras raras, produtos farmacêuticos e fertilizantes. Ou seja, a maior parte das nossas principais exportações está isenta.
Na prática, é uma pressão política mais do que uma medida com impacto econômico relevante.
Hoje o Pix já é parte do dia a dia de qualquer brasileiro. Ele resolveu um problema enorme de inclusão financeira, especialmente para quem trabalha na informalidade, autônomo, diarista, pedreiro, vendedor de rua. Antes disso, era comum ter que fazer depósito e esperar compensação, correr risco de golpe com comprovante falso, essas coisas.
Justamente por isso, encerrar o Pix seria uma decisão extremamente impopular.
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Isso afeta quem investe?
Apesar de todo esse barulho, a bolsa brasileira subiu no dia do anúncio da tarifa. Isso porque o histórico mostra que, quando Trump fala em tarifar, normalmente cria exceções depois. Foi assim da última vez, quando ele aplicou tarifas de até 40% e isso não impediu que a bolsa brasileira subisse 44% em dólar ao longo de 2025.
Quem vendeu ativos brasileiros no fim de 2024 por medo do cenário, perdeu justamente o movimento de alta que veio depois. O Brasil está num momento estratégico, com força em commodities, minério e alimentos, setores que o mundo inteiro está de olho.
Claro que setores específicos podem sentir o impacto de tarifas pontuais, mas isso não significa que a economia toda vai ser afetada.
O recado de sempre continua valendo: olhar fundamentos, não se guiar por manchete e não tomar decisões de investimento no susto por causa de declarações políticas. Quer se aprofundar nessa pauta e entender melhor sobre essa atitude de Trump? Então, assista ao vídeo em que explico melhor sobre!
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